domingo, 15 de abril de 2012

"Bully", o filme que mostra que está na hora de tomar uma atitude


“Está na hora de tomar uma atitude”. É assim que está sendo promovido o filme “Bully” (2011), de Lee Hirsch, um documentário sobre bullying entre adolescentes nas escolas da comunidade escolar de Sioux City, Iowa.

O bullying foi incorporado ao nosso vocabulário. Fala-se muito em bullying, mas o que é este fenômeno? É algo novo, ou sempre existiu? Bullying, palavra que já consta dos dicionários em português, é definida como o conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetidos, adotados por alguém contra pessoas física ou psicologicamente mais vulneráveis, sobretudo em contexto escolar [leia um importante esclarecimento sobre o uso das palavras "bullying" e "homofobia" aqui]. Esta discriminação extrema pode ter origem na raça, noutra nacionalidade, religião, sexo, deficiência, ser e/ou parecer homossexual. Quantos de nós não foram vítimas de bullying na escola? Por sermos magros, por sermos gordos, por sermos altos, por sermos feios ou bonitos aos olhos dos outros?

É todo este fenômeno que o documentário "Bully" expõe de forma crua e cruel. O filme, que estreou nos Estados Unidos esta sexta-feira, 13 de abril, tem causado sensação não só pela temática que aborda, como também pela forma como a aborda. A última polêmica deveu-se à classificação etária do filme; a Motion Picture Association of America (MPAA), organismo que classifica os filmes nos EUA, restringiu o acesso a menores de 17 anos, o que o impedia de ser visto pelos adolescentes para os quais foi pensado. Depois de uma petição que reuniu milhares de assinaturas, a MPAA mudou a classificação da película para maiores de 13 anos.

Lee Hirsch acompanhou durante um ano escolar cinco crianças e as respectivas famílias, mostrando os casos mais trágicos, incluindo as histórias de duas famílias que perderam os seus filhos, que se suicidaram, e a história de uma mãe que aguarda o destino da sua filha de 14 anos, que foi presa por ter levado uma arma para o ônibus escolar. Com acesso raro à comunidade escolar do distrito de Sioux City, o filme dá ao espectador uma visão muito íntima (talvez até demais), dos ônibus escolares, salas de aula, refeitórios e até das salas dos diretores escolares por onde passou, oferecendo um olhar muitas vezes cruel do mundo das crianças e adolescentes, com pais, professores e administradores que lutam para encontrar respostas para o fenômeno do bullying.

Embora as histórias examinem as terríveis consequências do bullying, dão também testemunhos de coragem e força das suas vítimas, as quais procuram inspirar mudanças reais no modo como lidamos com esta questão como pais, professores, crianças e na sociedade como um todo. Através do poder dessas histórias, "Bully" tem como objectivo ser um catalisador para a mudança e para virar a maré de uma epidemia de violência que atingiu todas as comunidades nos Estados Unidos, e não só.

(Fonte: dezanove.pt)

Um comentário:

Alexandre Caetano disse...

Não é nenhuma obra prima, mas vendo a interação das crianças, dá para imaginar como os preconceitos irão se desdobrar na vida adulta! Tem uma crítica em
www.artigosdecinema.blogspot.com/2012/12/bullying-bully.html

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