sábado, 19 de maio de 2012

29ª Vigília internacional pelos mortos de Aids: amanhã, 20/05, em São Paulo


Amanhã, 20/05, o pessoal da Pastoral da Diversidade vai participar da Vigília Internacional sobre a AIDS. Saiba mais sobre o grupo aqui e  no www.pastoraldadiversidade.com.br.

Em torno de 100.000 pessoas de todo o mundo celebrarão no próximo dia 20 de maio a Vigília Internacional sobre a AIDS para recordar aqueles que perderam suas vidas como consequência da enfermidade e apoiar aqueles que vivem com HIV ou se veem afetados pelo seu impacto. Apoiados por líderes comunitários, empresários e religiosos de 500 cidades e povos de 115 países, os participantes da Vigília têm pedido a todos os atores da resposta ao HIV que atuem com maior intensidade.
"A Vigília Internacional sobre a AIDS é um lembrete vivo de nossa constante batalha contra essa enfermidade tão letal”, afirma Mayowa Joel, coordenador da Vigília na Nigéria. "Recordar aos amigos e entes queridos que perdemos pela AIDS é essencial nesse momento em que os financiamentos diminuem e mudam as prioridades de saúde e desenvolvimento, o que ameaça os avanços que temos realizado para acabar com a Aids e reduzir a propagação do HIV e outras enfermidades intimamente relacionadas, especialmente a tuberculose”.

Segundo as últimas estatísticas de ONUSIDA, em todo o mundo cerca de 34 milhões de pessoas vivem com a Aids. Aumentar o acesso ao tratamento tem conseguido estabilizar a epidemia, no entanto morrem a cada ano 1,8 milhões de pessoas de enfermidades relacionadas à Aids, enquanto em torno de 2,7 milhões de pessoas se infectam. Anualmente, pelo menos 390.000 crianças nascem com o HIV, algo que é absolutamente prevenível com o conhecimento médico atual.

As pessoas que têm participado da Vigília Internacional desse ano solicitaram aos governos e aos organismos internacionais que garantam que mais pessoas possam ter acesso a melhores serviços sanitários, assim como ao tratamento do HIV. Também pediram aos governos locais e nacionais que façam mais para defender os direitos das pessoas que vivem com o HIV e deixem de tolerar o estigma e a discriminação.

Segundo os participantes da Vigília, a resposta ao HIV só terá êxito quando se converter em um esforço que aborde e se sustente nas necessidades de todos os afetados pelo HIV, incluindo as pessoas que vivem com o vírus e grupos específicos como homens que têm relações sexuais com homens, usuários de drogas, profissionais do sexo, mulheres e jovens.

Promover conjuntamente a saúde e a dignidade é o tema da Vigília desse ano. Salienta que não se pode preservar a saúde nem o bem-estar se não se respeita a dignidade da pessoa e se promovem ou protegem os direitos de todos. Promover conjuntamente a saúde e a dignidade está intimamente relacionado ao marco baseado nos direitos da Saúde, dignidade e prevenção positivas, que focam na saúde e no bem-estar das pessoas soropositivas. Desenvolvido pela UNISIDA e GNP+, este marco tem servido como referência para as políticas nacionais que respondem às necessidades das pessoas que vivem com HIV em todo o mundo.

Histórico
A Vigília Internacional sobre a AIDS, coordenada pela Rede Mundial de Pessoas que Vivem com o HIV, é uma das maiores e mais antigas campanhas de mobilização popular para promover a sensibilização sobre o HIV no mundo. Começou no ano de 1983 e se celebra a cada terceiro domingo de maio sob a liderança de organizações comunitárias, sanitárias e religiosas de 115 países. A Vigília, tendo em conta que 33 milhões de pessoas vivem atualmente com o vírus, é uma intervenção importante para promover a solidariedade mundial, reduzir o estigma e a discriminação e dar esperança às novas gerações.

Para muitos organizadores, a mobilização comunitária para a Vigília começa no Dia Mundial de Combate à Aids (1º de dezembro) e acaba com o ato internacional de maio. As organizações coordenadoras são diversas e nelas se incluem as principais redes da população, organizações de serviços, instituições acadêmicas, centros de atenção sanitária, grupos religiosos, empresas, meios de comunicação, entre outros.

Os atos de comemoração vão de pequenas vigílias comunitárias a celebrações nacionais que transcorrem durante dias. Para além da memória, muitas organizações coordenadoras utilizam a Vigília como uma oportunidade para promover os serviços locais do HIV, fomentar a educação e o diálogo comunitário e defender a melhora das políticas públicas.

A liderança das pessoas que vivem com HIV e daqueles afetados pelo vírus é um aspecto essencial da Vigília. O fato de que é liderado pelas comunidades é o que torna este evento tão especial e importante.

(Fonte: Adital)

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