Mostrando postagens com marcador filmografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmografia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Car@s Amig@s, um documentário - e o poder do diálogo




Celso Masotti é o autor do documentário Car@s Amig@s, lançado em janeiro, que fala de direitos humanos e tem as minorias LGBT como eixo para outras discussões (e conta com a participação de amigos queridos, como o Lula Ramires, da Pastoral da Diversidade de São Paulo, aos 29:50; o Rev. Marcio Retamero, da ICM, nosso aliado de primeira hora; e Sergio Viula, autor do livro "Em Busca de Mim Mesmo") - você pode assistir a uma prévia no vídeo acima. Pois hoje cedo o Celso postou a seguinte nota em seu Facebook: 

Quando recebo mensagens de estranhos normalmente eu já espero algum palavrão ou alguma ameaça pelo fato de, mesmo sendo heterossexual, ser um defensor ferrenho dos direitos LGBTs. Então, não é sempre que se recebe uma mensagem dessas. Então estou comemorando. E quero comemorar com todos vocês.

"Sr. Masotti. Olha, sou um cara bem comum e chato. Até o final do ano passado eu não gostava de muitas coisas, uma delas era de gay. Sempre achei que gay era um sem vergonha. Um babaca. Que dar a bunda era no mínimo feito por gente que não merecia ser chamado de gente. E sempre achei isso porque aprendi isso. Meu pai e minha mãe falavam isso. O pastor falava isso. Mas, nunca agredi ninguém. Eu cuspi uma vez em um gay. Então eu estava procurando no youtube uma animação pro meu sobrinho. Esta animação se chama Carros. Eu não sei se digitei errado ou algo assim, mas apareceu um filme que me pareceu estar com o título escrito errado. Tinha @ em seu nome. Demorei um pouco para entender que o @ estava no lugar do masculino e do feminino. Eu sou meio lerdo com as coisas, tá? Então eu resolti assistir e vi que falava de gays, lésbicas e desse povo que eu queria cuspir. Tive vontade de desligar o filme e continuar a busca pela animação do meu sobrinho. Mas, continuei. Depois que assisti tudo eu quis saber quem tinha feito o filme. Achei seu nome aqui no facebook. Bem, eu entrei em contato apenas para te agradecer porque eu aprendi com o filme. Ele me tocou. Comecei a ver que as pessoas talvez não tenham culpa por serem gays. Talvez elas venham ao mundo dessa maneira. Estou envergonhado pelo cuspe que lancei naquele cara. Estou me sentindo mal com o que fiz. E antes do filme eu não sentia. Achava que estava certo fazer o que fiz. Até bater era certo. Bem. É isso. Obrigado."

É um raio de esperança, que alimenta nossa crença no poder do diálogo... :-)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"Eu vos declaro": famílias LGBT unidas por laços de amor


Caiu esta semana na rede o trailer do documentário "Eu Vos Declaro", de Alberto Pereira Jr., sobre quatro casais gays de São Paulo. Alberto está inscrevendo este filme de 40 minutos em festivais e negociando a exibição com alguns canais de TV; também deve acontecer em breve uma sessão numa sala de cinema. Dá para saber mais detalhes aqui, no blog "Eu Vos Declaro".

(Fonte: Tony Goes, em seu blog)

sábado, 5 de maio de 2012

"Meninos de Rosa, Meninas de Azul": minidoc sobre homofobia e bullying homofóbico


O minidocumentário começa com uma propaganda do serviço do Governo Federal Disque 100, que desde o início do ano passado recebe denúncias de casos de preconceito e discriminação. Logo depois vem o desabafo pessoal do jovem Matheus Rodrigues, seguido por explicações do psicólogo Claudio Picazio e de Carla Cristina Garcia, professora de Antropologia da PUC-SP.

(Fonte: Elos LGBT DF. Dica do @wrighini, sempre mostrando coisas incríveis para nós. ;-)))

Leia também:
Homofobia nas Escolas, um artigo imperdível discutindo o uso da expressão bullying e a homofobia no contexto escolar
"Bully", o filme que mostra que está na hora de tomar uma atitude

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Diversidade em Animação 2012 começa amanhã




A quarta edição do Diversidade em Animação (DIV.A) acontecerá de 4 a 13 de maio de 2012, exceto dias 7 e 8 de maio, sessões às 15h30, 17h, 18h30 e 20h no Cine Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro. O DIV.A é focado na exibição e premiação dos melhores filmes de animação LGBT de todo o mundo.

56 filmes de animação, brasileiros e estrangeiros, participam desta edição do festival. A Competição Internacional de Curtas reúne 22 animações que estreiam no Brasil e serão analisadas pelos júris (popular, técnico e do festival). As melhores animações serão anunciadas e exibidas no dia 13 de maio, último dia do festival, nas sessões de 18h30 e 20h no programa Premiados 2012. O programa Finalistas e Premiados 2010 e o Finalistas e Premiados 2011 reapresentam as melhores animações do festival escolhidas pelos júris dessas duas edições do festival.

O Especial Lisa T exibe quatro curtas-metragens animados de Lisa T, que se relacionam com o "gênero ser". A identidade secreta de Lisa T é o diretor de animação Lasse Persson, que é animador há mais de 20 anos. O Especial Mais Inflamado destaca os curtas de animação com conteúdo sexual mais quentes e polêmicos do festival. No Especial Sem Saída, estreiam as animações da campanha da ORAM, a Organização de Refúgio, Asilo e Migração que oferece serviços jurídicos para pessoas LGBT vivendo em países hostis. São quatro animações, que concentram-se em histórias de pessoas LGBT vivendo na Jamaica, Irã, Iraque e Zimbabue. As animações transmitem os horrores da vida diária de pessoas não-heterossexuais vivendo em ambientes extremamente intolerantes.

DIV.A também é ponto de encontro de profissionais do cinema de animação. No dia 05 de maio, sábado, 15h30, no Cine Cultural Justiça Federal, o festival apresentará o Debate "Futuro do Cinema de Animação LGBT no Brasil" com os animadores Alan Nóbrega (Brasil), Luciano Figueiredo (Brasil), Mauricio Marins (Brasil) Santiago Rojas (Equador), Xavier Zúñiga (Equador) e outros convidados. E a animação continua no DIV.A A Festa com projeções de animações flamejantes sincronizadas com os hits internacionais das pistas mais livres e brilhantes do mundo. A diversão começa às 23h, do dia 10 de maio, quinta-feira, na The Week.

Este festival é realizado pra quem adora o cinema internacional de animação e acredita que todas as pessoas, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero, devam apreciar toda a gama de direitos humanos, sem exceção.

Você pode obter mais informações no site oficial, aqui.

Fonte: Animação S.A.

domingo, 22 de abril de 2012

Família no Papel


Já que esta semana tanto falamos em família, vamos fechar com chave de ouro e indicar o documentário "Família no Papel", com direção de Fernanda Friedrich e Bruna Wagner. Gravado em Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo e composto de depoimentos de sete famílias homoafetivas, o filme será lançado na próxima terça, 24/04/12, em Florianópolis.

"Família no Papel mostra a vida de casais homoafetivos com seus filhos. O documentário expões as batalhas que eles enfrentam para tornarem-se no papel a família que já são na vida real. O documentário traz à tona problemas reais vivenciados por eles, pessoas comuns, vítimas de preconceito e discriminação. 'Família no Papel' desmistifica os conceitos de normalidade erroneamente aplicados para classificar famílias de todo o Brasil."

(Fonte: Fora do Armário)

domingo, 15 de abril de 2012

"Bully", o filme que mostra que está na hora de tomar uma atitude


“Está na hora de tomar uma atitude”. É assim que está sendo promovido o filme “Bully” (2011), de Lee Hirsch, um documentário sobre bullying entre adolescentes nas escolas da comunidade escolar de Sioux City, Iowa.

O bullying foi incorporado ao nosso vocabulário. Fala-se muito em bullying, mas o que é este fenômeno? É algo novo, ou sempre existiu? Bullying, palavra que já consta dos dicionários em português, é definida como o conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetidos, adotados por alguém contra pessoas física ou psicologicamente mais vulneráveis, sobretudo em contexto escolar [leia um importante esclarecimento sobre o uso das palavras "bullying" e "homofobia" aqui]. Esta discriminação extrema pode ter origem na raça, noutra nacionalidade, religião, sexo, deficiência, ser e/ou parecer homossexual. Quantos de nós não foram vítimas de bullying na escola? Por sermos magros, por sermos gordos, por sermos altos, por sermos feios ou bonitos aos olhos dos outros?

É todo este fenômeno que o documentário "Bully" expõe de forma crua e cruel. O filme, que estreou nos Estados Unidos esta sexta-feira, 13 de abril, tem causado sensação não só pela temática que aborda, como também pela forma como a aborda. A última polêmica deveu-se à classificação etária do filme; a Motion Picture Association of America (MPAA), organismo que classifica os filmes nos EUA, restringiu o acesso a menores de 17 anos, o que o impedia de ser visto pelos adolescentes para os quais foi pensado. Depois de uma petição que reuniu milhares de assinaturas, a MPAA mudou a classificação da película para maiores de 13 anos.

Lee Hirsch acompanhou durante um ano escolar cinco crianças e as respectivas famílias, mostrando os casos mais trágicos, incluindo as histórias de duas famílias que perderam os seus filhos, que se suicidaram, e a história de uma mãe que aguarda o destino da sua filha de 14 anos, que foi presa por ter levado uma arma para o ônibus escolar. Com acesso raro à comunidade escolar do distrito de Sioux City, o filme dá ao espectador uma visão muito íntima (talvez até demais), dos ônibus escolares, salas de aula, refeitórios e até das salas dos diretores escolares por onde passou, oferecendo um olhar muitas vezes cruel do mundo das crianças e adolescentes, com pais, professores e administradores que lutam para encontrar respostas para o fenômeno do bullying.

Embora as histórias examinem as terríveis consequências do bullying, dão também testemunhos de coragem e força das suas vítimas, as quais procuram inspirar mudanças reais no modo como lidamos com esta questão como pais, professores, crianças e na sociedade como um todo. Através do poder dessas histórias, "Bully" tem como objectivo ser um catalisador para a mudança e para virar a maré de uma epidemia de violência que atingiu todas as comunidades nos Estados Unidos, e não só.

(Fonte: dezanove.pt)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um filme que é um hino à paz e à harmonia entre as religiões

Foto: divulgação

Num vilarejo libanês cristãos e muçulmanos convivem pacificamente, isolados do resto do mundo, graças ao colapso providencial de uma ponte. Mas de vez em quando os ecos da guerra, que recomeçou no país, chegam a eles, por meio de uma televisão improvisada, e as mulheres se reúnem em segredo para encontrar um modo de dissuadir os homens do revoltar-se novamente uns contra os outros...

O filme "E agora para onde vamos?" é um hino à paz e à harmonia entre as religiões sem qualquer retórica, porque é baseado na realidade de muitas comunidades multiétnicas do Oriente próximo.

Algumas linguagens são um pouco explícitas entre as mulheres, alguma cena sensual.

Grande habilidade da diretora (também protagonista) no saber dirigir grande diversidade de características e conseguir dar-nos a imagem de uma comunidade viva, apaixonada e cheia de humanidade.

O filme, se não prestarmos atenção a algumas perdoáveis arritmias, é uma obra-prima.

A ambientação num pequeno vilarejo isolado do resto do mundo por causa da guerra, em um tempo não especificado, dá ao filme características de uma história que pode falar-nos sobre um tema universal, a paz.

Misturando comédia, fábula, drama e musical com uma capacidade de fazer-nos sorrir com coisas muito sérias, de uma forma que não se via desde os tempos de "A Vida é Bela" (1997) de Roberto Benigni.

Nesta pequena comunidade vivem juntos cristãos e muçulmanos que se conhecem desde crianças e gerenciam pacificamente seus negócios na sombra de uma mesquita e de uma igreja; porém mais para além de uma ponte, que foi providencialmente destruída, há a guerra que de vez em quando, por meio de imagens de uma TV improvisada, derrama a carga de ódio. O pequeno cimitério do vilarejo, dividido inexoravelmente em dois setores, já está repleto de sepulturas de maridos, filhos e pais que as mulheres de ambos os lados já estão cansadas ​​de ir visitar para renovar as flores e limpar as fotos de lembrança.

Desde os tempos da Lisístrata de Aristófanes é a mulher que sempre demonstrou uma vocação firme para a paz; agora também Nadine Labaki, diretora e ao mesmo tempo atriz (como no seu anterior "Caramel"), juntamente com outras mulheres do vilarejo inventam de tudo e de todos os encantamentos que podem para distrair os seus homens e evitar que se matem uns aos outros pelo ódio religioso, pela vingança ou simplesmente para defender seu orgulho.

O filme entretém e nos diverte ao mostrar a imaginação dessas mulheres, que conhecendo seus bebezões, procuram distraí-los com um grupo de bailarinas russas que estavam na cidadezinha, sem dúvida não por acaso, ou tentam fazê-los acreditar nas mensagens de uma presunta aparição de uma Nossa Senhora, muito informada sobre todas fofocas do vilarejo... Mas a comédia não é o único registro do filme: quando a tragédia chega inesperada e uma mãe se depara com seu filho morto por uma bala perdida, a tonalidade torna-se heróica e a mulher sabe sufocar seu ressentimento enterrando secretamente a criança para evitar que se torne um pretexto para começar uma cadeia de vinganças.

Poderíamos ficar perplexos, diante da complexidade das problemáticas do mundo meio oriental, pela forma simples e direta com que as mulheres, apesar das várias provocações, são capazes de manter a coerência de pensar sempre e em todos os momentos em como manter em vida os seus maridos (usando às vezes métodos pouco ortodoxos) considerando-se satisfeitas só quando conseguem enterrar as armas fornecidas para o vilarejo. E talvez este seja o modo de afirmar o absurdo de todas as guerras: como é fácil pensar na paz e como se torna estúpido e irracional aqueles que vêem na guerra uma solução para seus problemas.

Muito bonitas são as figuras do imame e do pároco da cidade, unidos primeiramente na harmonia das duas comunidades... e quando se unem com as mulheres na implementação dos subterfúgios destinados a pacificar os ânimos, não se sentem muito confiantes de terem cumprido atos agradáveis às suas respectivas Superioridades Celestes.

Nadine Labaki esteve muito boa ao caracterizar todos os personagens: poucas cenas são suficientes e alguns toques para fazer-nos entrar na vida desta simpática comunidade. É verdade, é uma comunidade de fábula, mas poderia perfeitamente ser o modelo para tantas realidades multiétnicas.

Se tivéssemos que reprovar algo à autora, não é possível negar que o seu ponto de vista seja exclusivamente feminino: enquanto as mulheres são sábias e controladas, os homens são vítimas dos seus instintos, sejam esses de natureza bélica ou simplesmente os de perder a cabeça diante da primeira mini-saia que passa na sua frente.

* * *

Título Original: Et maintenant on va ou?
País: França, Líbano, Itália, Egito
Ano: 2011
Direção: Nadine Labaki
Encenação: Nadine Labaki, Jihad Hojeily, Rodney El-Haddad
Produção: LES FILMS DES TOURNELLES, PATHÉ, LES FILMS DE BEYROUTH, UNITED ARTISTIC GROUP, CHAOCORP, FRANCE 2 CINÉMA, PRIMA TV CON LA PARTECIPAZIONE DI CANAL +, CINECINEMA, FRANCE 2
Duração: 100
Elenco: Nadine Labaki, Claude Baz Moussawbaa, Layla Hakim, Yvonne Maalouf
Para saber mais: aqui

- Franco Olearo
Tradução: Thácio Siqueira
Fonte: Zenit
Reproduzido do blog de D. Mauro Morelli

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Eu sou a filha da Chiquita Bacana


Resiliência – Capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas (Wikipédia)

É isto de que boa parte das minorias são feitas. Para existir, o que por si só já é resistir, num mundo com padrões rígidos de ser aos quais você não satisfaz, por um motivo ou outro, ou por quase todos, é preciso resiliência.

E isto fica absolutamente claro através da celebração das “filhas da chiquita”. A festa surgiu em 1975 no bojo da maior manifestação religiosa do norte do Brasil, o Círio de Nazaré que atrai cerca de 2.000.000 de pessoas em Outubro.

Este contexto é interessantíssimo. O mais importante evento gay de Belém do Pará nasce em simbiose total com a festa católica mais tradicional da região. Espera-se a imagem da santa ser transladada até a Igreja da Sé e depois no meio deste percurso acontece a festa. Há shows de drag, música e muito, muito fervo.

Eu conhecia esta história por alto, mas ontem vi o ótimo documentário “As filhas da Chiquita” (Direção: Priscilla Brasil. 2006). O filme retrata muito bem esta interseção entra as duas festas e a maneira como cada um dos respectivos organizadores lida com esta confluência de motivos, pessoas e rituais tão díspares.

O discurso da Igreja é o óbvio ululante e não poderia ser outro a partir dos personagens escolhidos para representá-la: um padre com cara de infeliz que repete todos os bordões de uma teologia rasa contra a homossexualidade e uma senhorinha fofa de cabelos quase azuis que diz que um assassino merece mais perdão do que um homossexual.

A fala das “chiquitas” é bem mais interessante. Mostra como cada um, e muitos se afirmavam devotos, ressignificou a pertença religiosa para além da questão da culpa pela homossexualidade. Mais do que isso, desde que esta é entendida como algo intrínseco, vivê-la é de algum modo respeitar a sua natureza e, assim sendo, ser autêntico, verdadeiro, valores morais positivos diante de Deus.

O documentário, rapidamente, conversa com gente simples sentado num bar. Um diz que a homossexualidade é algo estranho à cultura cabocla, indígena da região, uma espécie de contágio que viria do “sul”, das novelas a que os companheiros de mesa logo desdizem; um senhor faz mesmo um discurso bastante libertário sobre o que, nós “do sul”, chamamos de “direitos individuais”. O que mais me chamou atenção nesta sequência, no entanto foi o uso tranqüilo, plenamente incorporado ao discurso, do termo “gay”. Não deixou de me causar certo fascínio pensar que tal termo foi incorporado à homossexualidade nos E.U.A. como uma forma de positivar a experiência de ser homossexual e foi se propagando por meio da militância e setores mais engajados com esta mesma finalidade, chegando até uma mesa de bar bem simples em Belém do Pará.

É o “mestre de cerimônias” da festa das filhas da Chuiquita, no entanto, que nos dá a forma mais feliz de entender a relação entre estas duas festas. Uma imagem que sai cheia de flores, com um manto todo trabalhado na pedraria tinha mesmo que inspirar uma festa gay. E eu acrescentaria: que é conduzida num carro puxado por um bando de homens se roçando uns aos outros para segurar a corda. Ok, talvez a melhor frase mesmo seja a da Miss “Chiquita 2006”, uma drag pobre e descabelada que no seu agradecimento disse cinco frases incompreensíveis, no meio das quais soltou esta: “Nasci feia. Porque quando eu nasci, a beleza tava de férias”.

Fiquei pensando também se apesar de ser um grande fervo a festa das chiquitas não é por si só a manifestação gay política mais significativa do Norte. Existir e se mostrar em praça pública, no evento sagrado e sério do Círio, talvez seja maior do que qualquer manifestação sisuda e cheia de cartazes.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aos olhos de Deus, o amor é tudo o que importa


O filme "Preces para Bobby" (Prayers for Bobby), baseado em fatos reais, conta a história de um rapaz gay e a reação de sua família à sua saída do armário - sobretudo da mãe, uma mulher marcada pela vivência religiosa. A cena acima (atenção, contém spoiler!) andou rolando no Facebook na semana passada e mostra um discurso que a mãe faz, já no final do filme, depois que a morte do filho a faz repensar seu entendimento da homossexualidade - e compreender que é preciso ir além do que nos dizem que é certo e errado e abrir os olhos e ouvidos para ver e ouvir a pessoa de carne e osso que temos diante de nós.

Afinal, gay ou não, ele continuava sendo a mesma pessoa que ela amava antes.

(Dica da amiga Gabriella Malta.)

* * *

Assista o filme legendado no Google, sem precisar baixar, aqui; mas vamos avisando: o filme é um drama daqueles de chorar até os olhos saltarem.

E, caso você se interesse pela questão da homofobia justificada por um discurso religioso, há uma excelente dica de filme aqui.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

3x sexo

HQ: Laerte

Como um sinal inequívoco de que, apesar dos infelizes Bolsonaros, o mundo avança na obra, moderna por definição, de desmontar preconceitos, numa mesma semana tive encontros com três representações de questões fundamentais da sexualidade. Representações que nos ajudam a compreender melhor essa dimensão central d...o sujeito que é a sexualidade, contribuindo politicamente para livrá-la do obscurantismo e de suas consequências: neuroses intensas, vidas desperdiçadas, explosões de violência. A presente edição da revista Trip, o filme "Céu sobre os ombros" e a série televisiva "Oscar Freire 279" tematizam questões como homofobia, prostituição, travestismo e monogamia - sempre com desassombro e inteligência.

A excelente edição da Trip traz uma entrevista de Zé Celso (que se define, gloriosamente, num lance de anti-identidade, como homem sexual); uma matéria com pessoas que mantêm relações grupais amorosas e sexuais; e um retrato passado-presente da dupla Luhli e Lucina, que nos anos 70 viveu um casamento a três, um "trisal", como elas chamam. São formas de vida que não se deixaram intimidar pela monogamia compulsória, fonte de tantos sofrimentos. Sim, pois a monogamia ocupa um lugar simbólico análogo ao das drogas na nossa sociedade: uma mistura de tabu e hipocrisia. As drogas, quase todo mundo nega, mas muita gente usa; a monogamia, muita gente exige, mas quase todo mundo descumpre. Assim como acontece com a política fracassada das drogas, o obscurantismo na tematização da monogamia leva a uma política potencialmente fracassada das relações amorosas.

Um único exemplo dá a dimensão do tabu que envolve a monogamia hoje. Num episódio da série "House", uma mulher jovem e bonita, casada com um homem idem, adoece subitamente. Após diversas especulações, o dr. House chega a um diagnóstico: ela contraiu um vírus africano (sic), cuja transmissão é genital. Ou seja, ou ela ou seu marido fizeram sexo com outra pessoa. A mulher está em estado grave e não admite o que fez. Só à beira da morte, aos 45 do segundo tempo, ela confessa. O marido, por sua vez, abandona-a, alegando que "não se pode amar alguém assim". Eis aí um brado retumbante: monogamia ou morte! Entre nós não é diferente. A capa da revista "Veja" desta semana traz uma associação entre corrupção (uma questão pública) e adultério (uma questão privada), implicitamente conferindo um valor moral positivo à monogamia.

Não se trata de recusar ou defender a monogamia, a priori e universalmente, mas de compreender os problemas que ela envolve, de modo que as pessoas possam ter maior autonomia para criar formas de vida em maior concordância com as suas próprias e inalienáveis fantasias. Há aqui um princípio: é preciso, inicialmente, des-moralizar as questões, para depois fundar, sobre essa compreensão, uma moral (individual). É exatamente isso o que faz a Trip. Recomendo fortemente sua leitura.

Outro tema igualmente submetido em geral a um tratamento hipócrita ou moralista é o da prostituição. Gabeira teve que ter coragem (virtude que não lhe falta) para defender a legalização da profissão quando estava em campanha (proposta que conta com meu apoio). Se é certo que a literatura já tratou do tema com profundidade e complexidade, o mesmo não costuma acontecer em programas televisivos. Pois é o que acontece na série "Oscar Freire 279" (Multishow). Sua protagonista é uma jovem, de classe média, linda, que se torna garota de programa por razões afirmativas (o prazer, a riqueza, a aventura existencial mais interessante que o roteiro previsível do casamento-emprego-família etc.). A série não idealiza a prostituição e ilumina também suas dimensões de sofrimento físico e moral. O decisivo é que ela não adere à perspectiva moralista (adotada pelo pai da "moça de família" que passa a se prostituir): dispõe, sobre a mesa, as diversas variáveis da questão, as alegrias e as angústias - e deixa que o espectador julgue por si próprio (eis o princípio de des-moralização inicial que mencionei acima).

O preconceito é sempre o efeito de uma distância; a proximidade humaniza e desmonta os estereótipos em que ele se funda. Talvez não haja uma figura social tão submetida a preconceitos quanto as travestis (já que o português me obriga a escolher um artigo de gênero). A recusa ao lugar social das travestis é tão forte que quase nunca se as vê em lugares públicos, à luz do dia. É absolutamente inaceitável que uma decisão sobre o próprio corpo (passar do masculino ao ambivalente masculino/feminino) implique uma condenação a um estatuto de pária social, de existência reconhecida apenas como objeto sexual a ser comprado (e renegado, como demonstrou um conhecido episódio envolvendo um jogador de futebol). Daí a importância de representações que mostrem travestis desempenhando funções sociais normais, como a travesti-professora do delicado filme "Céu sobre os ombros", de Sérgio Borges (que vi na edição presente da Semana dos Realizadores). Como prova do preconceito brutal, é mais obscena a imagem em que a travesti cita, fluentemente, a teórica americana Judith Butler, do que a cena em que ela faz sexo oral com um cliente, no carro.

Um mundo em que homossexuais tomam porrada e travestis têm que viver sorrateiramente é um mundo que deve ser transformado. E já está sendo, cada vez mais, felizmente.

- Francisco Bosco
Publicado originalmente no Jornal O Globo, em 26-10-11
Reproduzido via Conteúdo Livre, com grifos nossos.

sábado, 23 de julho de 2011

"Assim me diz a Bíblia": documentário completo


Disponibilizamos aqui o link completo do documentário Assim me diz a Bíblia, do qual até então sabíamos apenas de trechos postados no You Tube - dica preciosa do Projeto Libertos de Verdade.

Diz a sinopse oficial:
O amor entre duas pessoas pode ser uma abominação? O abismo que separa homossexuais e cristãos é de fato tão grande quanto aparenta? Como a Bíblia pode ser usada para justificar ódio? Estas são as questões no coração de Daniel Karslake em "Como Diz a Bíblia". Através das experiências de cinco famílias tradicionais americanas, descobrimos como as pessoas conseguem, ou não, lidar com um filho gay. Ouvimos vozes respeitadas, ligadas a diversas religiões.
Para quem ainda não viu, vale tirar um tempo para assistir com calma.

Bom fim de semana!

sábado, 11 de junho de 2011

Porque o Espírito sopra onde quer...


Trailer do filme "Taking A Chance On God" ("Dando uma chance a Deus"), lançado na Itália, sobre um pioneiro do movimento Dignity nos Estados Unidos, o padre John McNeill. Infelizmente, não conseguimos uma versão legendada, desculpem.

Nestes tempos de Pentecostes, como é alentador saber que o Espírito continua a soprar - e, como sempre, sopra onde quer... ;-)

sábado, 4 de junho de 2011

O massacre de Tibhirine

Ilustração: Albulena Panduri

"Tenho acompanhado a divulgação das reflexões de várias pessoas sobre o filme 'Homens e Deuses' no site do IHU. Gostei de tudo o que li. Fui assistir o filme e escrevi um pequeno artigo com algumas idéias daquilo que observei na história", escreve Eduardo Gabriel, sociólogo e seminarista scalabriniano de São Paulo, SP.

Eis sua resenha, reproduzida via IHU, com grifos nossos. Fica a dica de filme para o fim de semana!

“Homens e Deuses” é daqueles raros filmes que nos apresentam uma inesgotável possibilidade de reflexão. Muito já se comentou sobre o contexto do massacre dos monges trapistas na cidade de Tibhirine, na Argélia, em 1996. A situação política do país era de instabilidade, e ações de violência por parte de grupos extremistas tornava-se cada dia mais freqüente. Diante deste cenário, a tranquila presença dos monges na comunidade local tornou-se completamente insegura. Temendo que pudessem ter suas vidas ameaçadas, os monges franceses colocam em pauta a necessidade de saírem daquele local.

Com o medo de um eventual ataque, alguns monges manifestaram o desejo de voltarem para a França. Porém, nem todos estavam dispostos a abandonar a comunidade, mesmo sabendo que as possibilidades de um massacre eram reais. Partiu do prior o encorajamento para que os monges decidissem ficar, levando até às últimas consequências o sentido da fé cristã e da vocação à vida religiosa.

Esta fragilidade aparente de alguns monges ao quererem sair daquele lugar é a grande riqueza deste episódio retratado no filme, que nesta pequena reflexão chamo atenção para o grande sentido vocacional que isto representou.

Com o agravamento da situação, o prior convoca uma votação determinante para decidir sobre a permanência ou saída dos monges de Tibhirine. A grande surpresa foi que todos votaram a favor de que continuassem na Argélia. Os que estavam receosos de permanecerem ali por conta do contexto de violência, depois de rezarem, decidiram finalmente que permanecer seria demonstrar o verdadeiro sentido do anúncio cristão.

Quero chamar atenção para o “medo” de permanecer que tomou conta de alguns monges. A vontade de abandonar um local de risco revela uma das essências da humanidade: a fraqueza. A decisão de permanecer só foi possível diante da demonstração da fraqueza na fé que alguns monges temerosos, queriam apenas preservar suas próprias vidas.

Assim, o massacre dos monges trapistas em Tibhirine nos apresenta um elemento fundamental da vocação à vida religiosa: também a fraqueza. Será que um aspirante à vida religiosa terá a coragem de acolher integralmente a fraqueza para assumir sua vocação?

Durante a madrugada os monges foram sequestrados por um grupo extremista. A intenção do sequestro é negociar a libertação de líderes daquele grupo presos na França. O filme é encerrado com uma cena real e simbólica dramática, que mostra monges caminhando sob uma forte nevasca rumo ao massacre. Isto tudo tem muito a nos ensinar. Não existe testemunho cristão e entrega à vida religiosa sem passar pela exaltação da fraqueza, seguido de um percurso frio...

No mundo em que vivemos todos nós somos orientados a construir aspirações certeiras e vitoriosas, como se estas fossem as legítimas condições para se viver em sociedade. Parece-me que, por pressões, também o estímulo à vocação religiosa entrou neste devaneio insano. Acredito que poderíamos ter bons testemunhos de fé na vida religiosa se a fraqueza, o medo e a insegurança da permanência fossem estimulados a se manifestar. Se acontecer isto, estou certo de que teremos mais vocações semelhantes as quais vimos no massacre em Tibhirine: permanecer até o fim no conflito para tentar construir o diálogo da paz!

sábado, 21 de maio de 2011

Os acrobatas


Subamos!
Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse física dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.

Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesurados
Na calma convulsa da ascensão.

Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!

Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!

Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.

Como no espasmo.

E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus

Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.

E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.

- Vinicius de Moraes

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Nossos filhos são uma história completamente diferente"


Porque ninguém nasce homofóbico.

(Desconheço o propósito original do vídeo - foi postado no You Tube sem nenhuma descrição - mas creio que a mensagem se aplica, não? :-)))

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cientistas gays isolam gene cristão


Este vídeo é antigo, mas recebi ontem de um amigo, acompanhado de um comentário sobre a falta de diálogo. De fato.

A piada aqui (sim, é um programa humorístico, não um noticiário de verdade) é justamente com o discurso de buscar na genética a origem do "mal" da homossexualidade, com a perigosa implicação da possibilidade de uma eugenia - uma "limpeza étnica": vamos localizar o gene gay, isolá-lo, fazer testes nos fetos e, com isso, riscar do mapa a ameaça de termos filhos gays. É com esse tipo de discurso que o vídeo brinca, mostrando que somos gays, ou somos católicos, ou qualquer outra coisa que sejamos (ou estejamos sendo), por uma conjunção de fatores genéticos, biológicos, culturais, psicológicos, ambientais, sociológicos, antropológicos, e não dá pra reduzir a uma origem só, e muito menos aprisionar num rótulo qualquer, ou atar a uma determinada explicação ou justificativa, seja lá com o intuito que for.

Não adianta. A gente é mais livre que isso. ;-)

domingo, 15 de maio de 2011

Fica a dica


Dica: o filme Strapped, do diretor Joseph Graham, de 2010. A ação toda se passa num único prédio que, na descrição de um dos personagens, é o edifício “mais gay da rua mais gay da cidade”. Talvez por isto o michê, papel principal do filme, não consiga deixar o prédio, encontrando sempre clientes pelos corredores. Na lista inumerável destes há o tímido, os porras-loucas, o idoso, o pseudo-hétero homofóbico.

A atmosfera é quase sempre lúgubre, no entanto, é visível o afeto que o diretor tem por aqueles personagens perdidos na noite satisfazendo seus desejos. Há na relação do michê com seus clientes uma espécie de carinho, de cuidado que empresta ao filme certa ternura.

Sem dúvida alguma o grande destaque é o ator que faz o michê, Ben Bonenfant (é também dele a foto no post anterior). Sabe aqueles atores cuja câmera adora? Parece ser o caso. Não há nenhuma cena explícita, o máximo que se revela de Ben é o cofrinho, mas quando ele tira a roupa dançando sensualmente, sorri ou te olha de um jeito entre o malandro e o perdido, dá vontade mesmo de levar pra casa e dar tudo, até a senha do banco se ele te pedir com jeitinho.

Só não gostei mesmo do final (No spoiler!). Mas eu ando mesmo muito chato pra coisinhas felizes.

sábado, 30 de abril de 2011

História de um pavão



Porque às vezes há que persistir. :-)

Bom fim de semana a todos! :-)

Contracorrente


Fui preparado para o clássico roteiro de filme gay: Um amor incandescente e proibido entre dois machos, os conflitos, um querendo tornar pública a relação e o outro satisfeito com o armário e, claro, um final trágico. Há coisa mais sofrida que filme de biba?

Confesso que os atores serviram como um chamariz a mais. Dentre as miríades de tipos que me despertam o interesse, há um lugar especial para os barbudos, adoro-os. É o caso dos dois no filme. Um ainda é pescador: aquela wibe rústica, torso bronzeado ao sol, corpo trabalhado nas labutas ao mar... aiai.

Contracorrente fica no limiar entre o óbvio, sem fugir muito do esquema previsto e o surpreendente, porque o faz a partir de elementos inusitados. Confesso que o acontecimento que dá o mote à obra me deixou bem irritado quando o entendi, mas depois ele surge como metáfora maravilhosa para os amores no armário.

É um alívio e uma situação muito confortável para milhares de homens e mulheres que curtem o mesmo sexo, manter um estilo de vida socialmente aprovado e domesticar o desejo, deixando-o escondido ou vivê-lo em escapadelas, em hiatos, em breves momentos nos quais se pensa poder suspender sua inserção social, seu papel, sua identidade conquistada diante dos outros e realizar então o interdito desejo às margens, na penumbra esquizofrênica entre o que arde em nós e quem nos permitimos ser.

Não gosto de moralismos, mas acho mesmo que, de uma forma ou de outra, é assumindo em alguma instância o que se é, discreta ou corajosamente, que vai se naturalizando questões como a da homossexualidade. Às vezes para a nossa realização e para que outros encontrem mais espaço e possam respirar mais livremente sendo quem são é preciso mesmo nadar contracorrente.

sábado, 16 de abril de 2011

Porque nada justifica a homofobia. Nem a Bíblia.


Postamos esta semana uma nota sobre alguns exemplos de acolhimento aos gays na Igreja católica, com um comentário do padre italiano Alberto Maggi, biblista e teólogo, acerca de não podermos utilizar a Bíblia para defender ou atacar nenhuma tese, e muito menos para justificar a homofobia com argumentos de cunho religioso - como, aliás, tão bem mostra o documentário Assim me diz a Bíblia, que não cansamos de divulgar. :-)))

Este vídeo, extraído do terceiro episódio da segunda temporada da série americana The West Wing, ficou famoso como uma excelente síntese disso. É antigo, mas nunca é demais rever.

Bom fim de semana para todos. :-)

* * *

Este fim de semana estaremos no nosso retiro de preparação para a Páscoa. Por isso, excepcionalmente, não teremos nossa tradicionalíssima retuitospectiva semanal. Mas compensaremos esse lapso no começo da semana, ok?

Um grande abraço a todos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...