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sábado, 28 de maio de 2011

EuroPride 2011


Uma graça essa animação, que venceu o concurso de vinhetas para a EuroPride 2011, mega evento gay que este ano acontecerá entre 1º e 12 de junho em Roma, com uma grande parada do orgulho gay no dia 11.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Como é uma sociedade laica?


O laicismo é um movimento emancipatório, um dos que mais contribuiu para combater a dominação e a lutar contra a perseguição ao pluralismo. Graças ao laicismo temos sociedades mais pluralistas, emancipadas da dominação eclesiástica. Em suas origens, é um movimento religioso, de inspiração cristã, que foi impulsionado por minorias protestantes perseguidas que se viram obrigadas a emigrar para a América do Norte e que, no nascimento dos Estados Unidos, tiveram muito cuidado em assegurar-se de que seria criada uma república laica.

O laicismo é uma tentativa de articular a diversidade e o pluralismo em todas suas manifestações pessoais e coletivas. É uma crítica do clericalismo político, à tentativa das castas sacerdotais de todas as religiões de controlar a ação do Estado. Também é a defesa do pluralismo, da autonomia da ordem jurídica e política, da dignidade e legitimidade de uma moral autônoma, e da liberdade de consciência. Além disso é a reivindicação de uma cultura de tolerância ativa. O laicismo não só se opõe à dominação, mas também é um humanismo que propõe virtudes, implicando na criação de cidadãos e, por isso, dá grande importância à educação.

Uma cultura de tolerância ativa
Estamos muito necessitados de uma cultura de tolerância ativa, na qual todas as pessoas e grupos saibam autolimitar-se e escutar os outros. Temos de praticar uma amizade cívica entre pessoas e grupos cujas  identidades, ideias e trajetórias culturais são diferentes das nossas.

Temos de reconhecer que somos diversos. Temos diferentes identidades linguísticas, sexuais, políticas, ideológicas e religiosas e devemos aprender a conviver, mediante o cultivo da amizade cívica entre pessoas que são ou pensam diferentes. Deve-se superar a pretensão de alguns eclesiásticos de que a religião católica seja o núcleo da identidade nacional, pois isto produz enormes dificuldades para o diálogo interreligioso e o reconhecimento das contribuições das culturas atéias e agnósticas.

A legislação deverá ser fundamentada numa ética cívica de mínimos e os setores confessionais devem reconhecer o pluralismo moral da sociedade. Antes de legislar sobre assuntos delicados deve-se fazer uma cuidadosa deliberação ética. Devemos refletir sobre o papel da religião e das igrejas na vida pública. Devemos considerar as implicações da imigração para ativar o diálogo intercultural e interreligioso.

Uma ameaça à democracia
O laicismo defende a liberdade religiosa, mas está contra as instituições que dificultam o pluralismo de uma cidadania diversa. Os fundamentalismos e integralismos religiosos radicais (chamem-se islamismo político, hinduísmo identitário, judaísmo ultra-ortodoxo ou cristanismo neo-integrista (católico ou protestante) constituem uma ameaça para a democracia e devem ser enfrentados, a fim de não impedirem o pluralismo. Portanto, deve-se recusar suas tentativas de que se legisle a partir da verdade que dizem possuir.
Mas não se deve esquecer que a religião é uma questão pública. Nisto coincidem todos os grandes clássicos da sociologia. As religiões não devem ser privatizadas, devem ter uma presença na vida pública e contribuir para isso, mas em democracia, devem autocontrolar seu projeto de hegemonia. Não nasceram em âmbitos de laicidade e devem aprender a viver em contextos laicos, sabendo que existe algo inviolável: a liberdade de consciência.

O processo de globalização tem mostrado a grande força social, cultural e política das religiões. Estas exercem um importante papel público nas democracias avançadas.

Há duas formas de presença pública da religião e das instituições eclesiais. A primeira — forte nos Estados Unidos, Itália e Espanha — constitui um fundamentalismo ético-religioso, com implicações políticas, herdeiro dos integralismos tradicionais. A segunda conecta a inspiração religiosa de transformação social com a produção de cidadania politicamente ativa e o aprofundamento da democracia. É uma nova forma de radicalismo social religioso, vinculado a um cristianismo laico e republicano e aos movimentos por uma globalização alternativa que confluiram no Fórum Social Mundial.

Dentro de todas as religiões há tendências pluralistas. Muitos movimentos religiosos contribuem à emancipação social. Pensemos em sua atividade educativa e sanitária, de atendimento aos mais fracos ou de promoção comunitária em todo o mundo. Hoje, importantes pensadores laicistas franceses como Regis Debray, Edgar Morin ou Frederic Lenoir pedem que se tenha um maior conhecimento e compreensão do fenômeno religioso.

É muito pouco o que se sabe de fenômenos religiosos emancipatórios como o ecobudismo, que trabalha com os mais pobres; o hinduísmo gandhiano, que incentiva o movimento Via Campesina, o judaísmo pacifista, o feminismo islâmico ou o cristianismo republicano que tem ramos evangélicos, anglicanos e protestantes. O papel emancipatório das religiões não se conhece muito, pois a informação religiosa nos meios de comunicação é muito pobre, está muito clericalizada e muito concentrada em assuntos relacionados com os bispos.

Sem laicidade, não há um futuro alternativo para o mundo árabe. Em qualquer um destes países, antes das eleições, deve-se redigir Constituições que impeçam a imposição do fundamentalismo islâmico. O mundo árabe é pluralista, o Islã é pluralista, nos países árabes existem outras religiões. A laicidade do Estado é a única que torna possível que esse pluralismo não seja reprimido e possa desenvolver-se.

Todos nós precisamos aprender a cultura da tolerância ativa, que é a pedra angular da laicidade. Não deveríamos utilizar nossos símbolos de identidade simbólica como armas de negação de outras identidades. Os países, inclusive os micro-países, são plurais e, portanto, países arco-íris. Devemos evitar as guerras de bandeiras. Expressemos nossos símbolos, vendo-os como complementares. Aprendamos a conviver na sociedade civil. Ninguém deveria pretender ter com exclusividade uma pátria ou monopolizar a cultura de um país. Laicidade é o sentido do limite e a capacidade de aprender do outro.

- Rafael Díaz Salazar
Fonte: Mirada Global. Reproduzido via Amai-vos, com grifos nossos.

* * *

Convidamos todos os nossos leitores a tomarem conhecimento dos termos do abaixo-assinado "Apoio ao KIT de Combate à Homofobia nas escolas". Caso você concorde, assine e divulgue! :-)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O mundo, de outra maneira


É muita coragem sua, filho, chegar pra mim e dizer "eu sou gay"... :-)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O que fazer em casos de homofobia?



  • Ligue para o Disque Cidadania LGBT (0800 023 4567) para receber orientações sobre seus direitos, endereços de delegacias próximas e outras informações úteis;
  • Colha nomes e dados de pessoas que tenham presenciado a violência para servirem de testemunhas no inquérito policial;
  • Dirija-se à delegacia mais próxima do local do crime;
  • Solicite ao policial que insira no Registro de Ocorrência a HOMOFOBIA como motivo presumido de violência;
  • Com o Registro em mãos, entre novamente em contato com o Disque Cidadania LGBT para que possam fazer o acompanhamento do caso pelo Centro de Referência da Capital, que conta com suporte jurídico, social e psicológico.

Fonte: Blog Entre Nós

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eu sou gay

Do site do projeto #EuSouGay:



Porque a vida está aí para ser vivida. :-)

Boa semana para todos!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sejamos gays. Juntos.



12-04-11

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.

Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.

E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.

Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.

Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?

Quero então compartilhar essa ideia com todos.

Sejamos gays.

Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY

Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:

1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY

2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com

3) É só. :-)

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.

As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.

Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

* * *

13-04-11

Muito. Muito. Muito obrigada.

Eu e meus amigos que estamos acompanhando a resposta dessa campanha estamos emocionados com o que vocês estão nos enviando. Mesmo. E lembro a todos que as fotos enviadas para o e-mail projetoeusougay@gmail.com devem conter a mensagem #EUSOUGAY em alguma parte da foto, com um pedaço de papel, post-it ou mesmo escrito na mão como algumas pessoas já enviaram. E sim, todos podem e devem enviar imagens: héteros, gays, negros, brancos, emos, punks, vizinhos, amigos. Todos vocês, usem e abusem da imaginação para passar essa mensagem: #EuSouGay

Tendo isto dito, gostaria apenas de acrescentar mais algumas informações ao projeto:

Este não é um projeto apenas contra a homofobia, é um projeto contra a intolerância, contra o ódio. Não podemos, não devemos e não vamos viver nesse ambiente. Portanto, lá vai:

Eu sou gay, eu sou negro, eu sou nordestino, eu sou criança vulnerável, eu sou mulher vítima de violência doméstica, eu sou gordo, eu sou faminto, eu sou vítima do trânsito, eu não ando armado.

Eu sou aquele que diz basta a essa falta de compaixão e de respeito ao próximo. Eu sou pela paz. Eu sou a favor de um mundo melhor. Este é o movimento que começamos agora. Eu, você, nós brasileiros que acreditamos na força da opinião pública e das redes sociais para combater a intolerância contra a diferença e contra as minorias.

* * *

Mais informações no blog do projeto, aqui.


* * *

Atualização em 15/04/11:
O blog do @delucca publicou uma entrevista exclusiva com a jornalista Carol Almeida, criadora do #EuSouGay. Vale conferir!

sábado, 5 de março de 2011

Rio sem preconceito


Nesta sexta-feira, os brasileiros aproveitam mais um longo feriado de Carnaval e, além das tradicionais campanhas de prevenção à DSTs, a cidade maravilhosa conta com uma especial para lutar contra todo tipo de preconceito.

A CEDS (Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual) da Prefeitura do Rio de Janeiro lançou a campanha Rio: Carnaval Sem Preconceito com a participação de anônimos e personalidades de todas as idades, raças, credos e orientação sexual e engajados na luta contra todo e qualquer preconceito, o verdadeiro mal do século.

A campanha conta com a distribuição de folhetos com informações turísticas, segurança e como denunciar qualquer tipo de preconceito.

Confira o vídeo:



Matéria publicada originalmente no Do Lado
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