<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353</id><updated>2012-02-24T20:08:58.832-02:00</updated><category term='sociedade'/><category term='bibliografia'/><category term='homofobia'/><category term='parênteses'/><category term='religião'/><category term='carnaval'/><category term='consciência'/><category term='irmãos'/><category term='afetos'/><category term='antologia'/><category term='editorial'/><category term='psicanálise'/><category term='ateísmo'/><category term='música'/><category term='liturgia'/><category term='Igreja'/><category term='mulher'/><category term='informação'/><category term='relacionamentos'/><category term='família'/><category term='Por que ainda ser cristão?'/><category term='arte'/><category term='meditação'/><category term='gênero'/><category term='ficção'/><category term='imagem de Deus e diversidade'/><category term='Rembrandt e Cristo'/><category term='filmografia'/><category term='experiências'/><category term='literatura'/><category term='cultura'/><category term='cidadania'/><category term='história'/><category term='oração'/><category term='fraternidade'/><category term='reforma'/><category term='beleza'/><category term='orientação'/><category term='testemunho'/><category term='it gets better'/><category term='reflexão'/><category term='artigo'/><category term='depoimento'/><category term='solidariedade'/><category term='mães pela igualdade'/><category term='exegese'/><category term='direitos gays'/><category term='ecumenismo'/><category term='filhos'/><category term='gay e cristão'/><category term='silêncio'/><category term='afeto'/><category term='respeito'/><category term='teologia'/><category term='ética'/><category term='citação'/><category term='Estado laico'/><category term='sexualidade'/><category term='Evangelho'/><category term='educação'/><category term='fundamentalismos'/><category term='pessoas'/><category term='trans'/><category term='fé'/><category term='leigos'/><category term='diálogo'/><category term='julgamento'/><category term='online'/><category term='inclusão'/><category term='violência'/><category term='casamento igualitário'/><category term='clero'/><category term='Maria'/><category term='serviços'/><category term='imprensa'/><category term='Páscoa'/><category term='Natal'/><category term='espiritualidade'/><category term='envelhecimento'/><category term='perguntas frequentes'/><category term='twitter'/><category term='preconceitos'/><category term='mística'/><category term='saúde'/><category term='eventos'/><category term='estudos'/><category term='territórios'/><category term='ciência'/><category term='Advento'/><category term='comportamento'/><category term='não-violência'/><category term='Deus de amor'/><category term='Quaresma'/><category term='renovação'/><category term='campanha'/><title type='text'>Diversidade Católica</title><subtitle type='html'>Para que gays vivam sua vocação e dignidade de filhos de Deus na Igreja e na sociedade.

&lt;a href="http://www.diversidadecatolica.com.br"&gt;www.diversidadecatolica.com.br&lt;/a&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1038</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6768397453948383225</id><published>2012-02-24T15:30:00.000-02:00</published><updated>2012-02-24T15:30:29.295-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casamento igualitário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estado laico'/><title type='text'>Decisões atuais, origens históricas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rjHCWm8bJDg/T0eKPZngNbI/AAAAAAAABZw/pDZuWxIdryU/s1600/sonhando+todos+iguais.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-rjHCWm8bJDg/T0eKPZngNbI/AAAAAAAABZw/pDZuWxIdryU/s400/sonhando+todos+iguais.jpg" width="317" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.250900231639348.65263.100001581192256&amp;amp;type=3" target="_blank"&gt;Ivone Pita&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os historiadores do futuro terão, nas relações familiares do Brasil contemporâneo, um amplo campo de pesquisa. Principalmente se o assunto for uniões de pessoas do mesmo sexo. Em 2011, decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu formalmente como união estável também aquelas entre pessoas do mesmo sexo, com os mesmos direitos e deveres que regem as uniões estáveis entre homem e mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que a decisão pareça grande novidade. Na América Latina, o Brasil é o sexto país a reconhecer direitos de casais do mesmo sexo, seja por meio de uniões civis (Uruguai, Equador e Colombia), seja através do casamento (Argentina e México). Mas, na verdade, é novidade sim: ainda há no mundo 76 países onde a homossexualidade é crime, chegando a ser punido com morte em cinco deles (Irã, Arábia Saudita, Mauritânia, Iêmen e Sudão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação ganha perspectiva se, além de compararmos o Brasil com outros países, adicionarmos ao tema uma abordagem histórica, como o faz a historiadora Sueann Caulfield, professora da Universidade de Michigan e especialista no estudo das relações de gênero e de sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem bola de cristal, ela vem há tempos estudando as novas famílias no Brasil e demonstrando que a recente decisão do STF tem fundamento em opções feitas há mais tempo do que normalmente costumamos imaginar. Mais do que isso: ela vem mostrando como a legislação e a jurisprudência sobre as relações entre homens e mulheres criadas ao longo do século 20 foram importantes para a construção de instrumentos jurídicos que consideram legítimas, hoje, as relações entre pessoas do mesmo sexo. São dela os argumentos que exponho a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desigualdades perante a lei&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Desde a instituição do casamento civil no Brasil, com a promulgação da primeira constituição republicana, em 1891 – antes disso, embora tenha havido muita discussão sobre o casamento civil no Império, matrimônio reconhecido era só na igreja – se começou a discutir a constituição da família, os direitos das mulheres casadas e dos filhos legítimos e ilegítimos e as possibilidades de divórcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto ocupou muito espaço na época da discussão do primeiro código civil, de 1916. No entanto, contrariando a posição de juristas proeminentes como Clóvis Bevilaqua, o código consagrou a desigualdade nas relações entre homens e mulheres: os maridos eram considerados, na teoria e na prática, o cabeça do casal, podendo decidir onde suas mulheres e filhos iriam viver, se iriam trabalhar e como seus bens seriam administrados. Poderiam também representar todos os membros de sua família perante a justiça. As mulheres casadas eram, assim, juridicamente incapazes, como haviam sido durante todo o período colonial e imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O código civil também instituiu diferenças entre as mulheres, classificando algumas de honestas e outras de desonestas. Não é preciso muita imaginação para adivinhar que desonestas eram aquelas mulheres que não casavam virgens – estas podiam até ser deserdadas por seus pais, além de ter o casamento anulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ainda os filhos legítimos e ilegítimos. Estes não podiam ser reconhecidos pelo pai, a menos que a primeira esposa morresse e ele viesse a se casar com a mãe da criança, o que raramente acontecia. Tudo isso para mostrar que, nos primeiros anos do século 20, a família continuou sendo constituída pelo ‘indissolúvel casamento’, como queria a igreja católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Feliz transgressão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Só que, felizmente, o comportamento das pessoas não segue a lei. Desde a década de 1920, mulheres que viviam maritalmente com seus companheiros brigavam na justiça pelo reconhecimento da legalidade de suas uniões. Isso foi especialmente importante nos anos 1930 e 1940 para que elas se beneficiassem dos direitos reconhecidos por Vargas às famílias dos trabalhadores. Muitos juízes reconheceram essas uniões como 'fatos sociais' e deram ganho de causa às mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussões sobre propriedade de casais formados em uniões consensuais também foram parar nos tribunais. Como os bens do casal eram geralmente registrados no nome do homem, em caso de separação muitas vezes as mulheres ficavam sem nada. Mas recorriam à justiça. Foram tantos os casos que, em 1964, o STF passou uma resolução determinando que as uniões de fato deveriam ser consideradas como casamentos do ponto de vista civil, no que se referia à separação, divisão de propriedade e direitos de herança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses direitos foram reconhecidos e renomeados pela Constituição de 1988. A partir de então, concubinagem virou união estável, que ganhou a mesma ‘especial proteção do Estado’ que os casamentos tinham. Mesmo definindo casamento como uniões “entre um homem e uma mulher”, ao instituir a dignidade humana e cidadania como princípios constitucionais fundamentais, a Constituição criou instrumentos jurídicos para considerar uniões entre pessoas do mesmo sexo também como uniões estáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos muitos casos que atolaram os tribunais brasileiros desde 1988, o apelo à dignidade humana e aos direitos de cidadania – afinal, os casais do mesmo sexo argumentavam ter deveres iguais aos dos demais cidadãos, mas não os direitos correspondentes – deram origem à decisão do STF de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conclui Sueann Caulfield, longe de ter sido uma decisão repentina, a justiça brasileira, ainda que influenciada pelo ativismo político internacional e pela mídia brasileira – que em muito contribuiu para criar uma opinião pública favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo –, seguiu sua própria tradição de reconhecer que a variedade do comportamento das pessoas deve ser protegida por lei, ao contrário de outros países, onde as pessoas devem, o tempo todo, adequar seu comportamento à lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em tempo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa situação, impossível é entender como o Brasil continua sendo um dos líderes mundiais nos crimes contra homossexuais. Foram 260 assassinatos em 2010, 251 em 2011 e 20 só em janeiro de 2012.&lt;br /&gt;Espero que a superação desse paradoxo brasileiro esteja próxima, para que, quando virar tema de estudo dos historiadores do futuro, ele já seja parte do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Keila Grinberg&lt;br /&gt;Departamento de História, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Pós-doutoramento na Universidade de Michigan (bolsista da Capes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado no &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/decisoes-atuais-origens-historicas" target="_blank"&gt;Ciência Hoje&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.foradoarmario.net/2012/02/decisoes-atuais-origens-historicas-por.html" target="_blank"&gt;Fora do armário&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6768397453948383225?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6768397453948383225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6768397453948383225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6768397453948383225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6768397453948383225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/decisoes-atuais-origens-historicas.html' title='Decisões atuais, origens históricas'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rjHCWm8bJDg/T0eKPZngNbI/AAAAAAAABZw/pDZuWxIdryU/s72-c/sonhando+todos+iguais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-5544284796001980760</id><published>2012-02-24T12:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-24T12:00:17.727-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><title type='text'>Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio incluem orientação sexual e identidade de gênero</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AzDTRxUlJYI/T0eHOkpL98I/AAAAAAAABZo/4VnONpCm6T8/s1600/escola.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://3.bp.blogspot.com/-AzDTRxUlJYI/T0eHOkpL98I/AAAAAAAABZo/4VnONpCm6T8/s400/escola.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Pessoal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a alegria de compartilhar a publicação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Diário Oficial da União, 31/01/2012) em que foram incluídas orientações para a inclusão de Orientação  Sexual, Identidade  de  Gênero, bem como os temas do programa Saúde e Prevenção nas Escolas nos projetos político-pedagógicos das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço atenção especial ao Art. 16. Selecionei os seguintes incisos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 16. O projeto político-pedagógico das unidades escolares que ofertam o Ensino Médio deve considerar:&lt;br /&gt;V - comportamento ético, como ponto de partida para o reconhecimento dos direitos humanos e da cidadania, e para a prática de um humanismo contemporâneo expresso pelo reconhecimento, respeito e acolhimento da identidade do outro e pela incorporação da solidariedade;&lt;br /&gt;X - atividades sociais que estimulem o convívio humano;&lt;br /&gt;XIV - reconhecimento e atendimento da diversidade e diferentes nuances da desigualdade e da exclusão na sociedade brasileira;&lt;br /&gt;XV - valorização e promoção dos direitos humanos mediante temas relativos a gênero, identidade de gênero, raça e etnia, religião, orientação sexual, pessoas com deficiência, entre outros, bem como práticas que contribuam para a igualdade e para o enfrentamento de todas as formas de preconceito, discriminação e violência sob todas as formas;&lt;br /&gt;XIX - atividades intersetoriais, entre outras, de promoção da saúde física e mental, saúde sexual e saúde reprodutiva, e prevenção do uso de drogas;&lt;br /&gt;XXI - participação social e protagonismo dos estudantes, como agentes de transformação de suas unidades de ensino e de suas comunidades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas Diretrizes, nenhum(a) gestor(a) escolar poderá dizer que esses assuntos não podem ser trabalhados nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço que divulguem essas informações por todas as mídias possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni Reis&lt;br /&gt;Presidente  da  ABGLT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://tantasnoticiasx1.blogspot.com/2012/02/publicadas-as-no-diario-oficial.html" target="_blank"&gt;Tantas Notícias&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-5544284796001980760?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/5544284796001980760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=5544284796001980760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5544284796001980760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5544284796001980760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/diretrizes-curriculares-nacionais-para.html' title='Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio incluem orientação sexual e identidade de gênero'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AzDTRxUlJYI/T0eHOkpL98I/AAAAAAAABZo/4VnONpCm6T8/s72-c/escola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-5643045888752815681</id><published>2012-02-24T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-24T06:00:12.201-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quaresma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Contando os dias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Pxm9BthFpME/T0Y-Di9WatI/AAAAAAAABZg/lWc7YxGDwsg/s1600/neve.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" src="http://3.bp.blogspot.com/-Pxm9BthFpME/T0Y-Di9WatI/AAAAAAAABZg/lWc7YxGDwsg/s400/neve.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dontdrinkmilk/5357900006/" target="_blank"&gt;1-7-6-0&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Contando os dias. As crianças fazem isso quando elas esperam por alguma coisa. Prisioneiros fazem isso enquanto atravessam seu encarceramento. Peregrinos espirituais também, de uma forma infantil, e porque amam a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contagem regressiva da Quaresma começou. Trata-se de um meio artificial (parecendo mais natural, por ser tão antigo) para um melhor entendimento acerca do tempo e da eternidade, que está presente aqui e agora. É, como alguém a chamou, um gosto da "tempeternidade", o tempo atravessado por uma consciência clara do sagrado no que é comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva tempo para que a mente comum do dia-a-dia se conscientize do movimento de mudança que a meditação está constantemente impulsionando em nosso ser mais profundo. É por isso que não importa muito o que nós sentimos, ou não sentimos, em nossa prática espiritual. Alguns dias enxergamos o seu significado e ficamos entusiasmados. Outros dias ela nos parece tola e, uma perda de tempo. É a consciência mais profunda, mais clara, o coração puro, que conta toda a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que seja a prática Quaresmal que você começou, assim como a própria meditação, não se trata de ser perfeito ou de alcançar sucesso. Vamos extirpar isso da equação, desde o primeiro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós falhamos. Todo mundo começa, pára e começa de novo. Tudo o que importa é a fidelidade, é voltar. Fidelidade ensina disciplina. Disciplina liberta-nos do ego e nos leva além de nós mesmos para a consciência pura, inocência pura e, no fim das contas, puro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Laurence Freeman, OSB &lt;br /&gt;Reproduzido via site da &lt;a href="http://www.wccm.com.br/quaresma_2012.html" target="_blank"&gt;Comunidade Mundial de Meditação Cristã no Brasil&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-5643045888752815681?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/5643045888752815681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=5643045888752815681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5643045888752815681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5643045888752815681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/contando-os-dias.html' title='Contando os dias'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Pxm9BthFpME/T0Y-Di9WatI/AAAAAAAABZg/lWc7YxGDwsg/s72-c/neve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-5625218523375506581</id><published>2012-02-23T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-23T15:00:01.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>O Código de Ética Profissional e a Psicóloga Cristã</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--xFhBY8aJjg/T0YCGAy5EbI/AAAAAAAABZY/1QmkuMwYwWQ/s1600/codigo_etica_profissional.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="123" src="http://4.bp.blogspot.com/--xFhBY8aJjg/T0YCGAy5EbI/AAAAAAAABZY/1QmkuMwYwWQ/s400/codigo_etica_profissional.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://ideias-canhotas.blogspot.com/2012/02/o-codigo-de-etica-profissional-e.html" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tem repercutido o fato de que finalmente o Conselho Regional de Psicologia do Paraná chamou a senhora Marisa Lobo, autointitulada "Psicóloga Cristã" nas redes sociais e defensora de terapias para "cura da homossexualidade", a prestar esclarecimentos sobre sua atuação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como adverte o psicólogo Alessandro Vieira dos Reis:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt; Como já pontuado anteriormente, vivemos hoje no Brasil um crescimento assombroso do cristianismo evangélico, em especial do neopentecostal. Nesse contexto, surge um mercado consumidor para um novo tipo de terapia alternativa, ao lado de tantas outras já existentes e igualmente não reconhecidas oficialmente por órgãos como o Conselho de Psicologia e o de Medicina: a psicoterapia cristã (cujo carro-chefe, atuamente, é a propaganda da pretensa “cura da homossexualidade”).&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Como toda terapia alternativa, (...) a Psicoterapia Cristã faz um pastiche teórico-metodológico da Psicologia com alguma espiritualidade mística e/ou religiosa. Como terapia alternativa explora o efeito placebo originário da fé do paciente. Pouquíssimo ou nada se baseia em Ciência. Seu diferencial diante das outras terapias alternativas é que a fé que neste caso é religiosa, reforçada por um aparato social poderoso (uma determinada comunidade cristã), e não uma fé mística individual (...).&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Por conta desse mercado crescente, deduzo que será cada vez mais comum a presença de líderes religiosos em cursos de formação em psicoterapias breves, bem como a criação de cursos especialiados para membros dessa comunidade (como os já muito comuns, nos EUA, cursos de “aconselhamento pastoral”).&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;E eis aí um novo agente surgindo no cenário da Psicologia Brasileira, caros psicólogos e clientes de Psicologia. Em um Brasil que cada vez mais tem como grandes líderes pastores como Silas Malafaia (que também é psicólogo, notem!), Edir Macedo e Valdomiro Santiago, cada vez mais surgirá demanda e oferta de psicólogos cristãos. Marisa Lobo não é a primeira, mas é o protótipo e modelo teórico, metodológico e prático para muitos e muitas que estão por vir.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;Seu texto completo pode ser lido &lt;a href="http://bulevoador.com.br/2012/02/32971/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito desse caso, reproduzimos abaixo texto do também psicólogo e amigo deste blog Flavio Alves, originalmente publicado em seu blog &lt;a href="http://ideias-canhotas.blogspot.com/2012/02/o-codigo-de-etica-profissional-e.html" target="_blank"&gt;Ideias Canhotas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, caso tenha interesse, você encontra &lt;a href="http://www.foradoarmario.net/2012/02/nota-da-abglt-de-apoio-ao-conselho.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; a nota da ABGLT de apoio ao Conselho Regional de Psicologia do Paraná a respeito do caso.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos vejo algum burburinho em torno das declarações da senhora Marisa Lobo (“Psicóloga Cristã”) nas redes sociais. Particularmente não sou de dar muita audiência para pessoas ou blogs desse tipo, mas sendo um profissional da área é inevitável não ler alguma coisa sobre o que ela anda dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou psicólogo, entrei na faculdade de Psicologia no ano de 2006. Logo nas primeiras semanas, no meio de um debate em sala de aula, uma professora nos disse que, a partir do momento que ingressamos na graduação, já nos submetíamos aos dispositivos do Código de Ética da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Código de Ética Profissional do Psicólogo gerou e subsidiou inúmeras discussões ao longo do curso, algumas bem calorosas e que, obviamente, envolviam religião, sexualidade, política, profissionalismo, entre milhares de outras questões inerentes ao trabalho do psicólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de minha formação aprendi, e assim o faço até hoje, a compreender o Código como NORTE e não como uma lista de regras. O Código expressa um conjunto de valores e princípios que são fundamentais para o exercício da função e nos dá a dimensão exata da responsabilidade que cada profissional tem para com as pessoas e para com a sociedade no exercício dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de tudo o que eu li até hoje, afirmo sem sombra de dúvidas que Marisa Lobo, para promover suas opiniões, distorce o Código de Ética do Profissional Psicólogo, deturpa textos científicos, falta com a verdade quando fala a respeito de proposições que tramitam nas Casas Legislativas do país e das bandeiras defendidas pelos movimentos sociais, e reúne uma rede de fundamentalistas contra todos os que a questionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, Marisa Lobo foi chamada ao Conselho Regional de Psicologia do Paraná para prestar esclarecimentos sobre sua atividade profissional, e após o ocorrido fez inúmeros comentários nas redes sociais, mobilizando alguns segmentos para atacar a profissão e os movimentos sociais e se colocando acima de qualquer tipo de crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender a situação é fundamental conhecer o que diz o Código, instrumento que deveria ser conhecido por todos, psicólogos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que diz o texto: o Código de Ética Profissional já em seus princípios fundamentais afirma que cada psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E que trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (CFP, 2005, p.7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o profissional de psicologia atua na sociedade e exerce sua profissão de maneira a garantir e promover os Direitos Humanos, nos sendo vedada qualquer tipo de ação que colabore, mesmo que indiretamente para a marginalização de qualquer grupo ou pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo mais adiante, o CE dispõe em seu primeiro artigo:&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:&lt;br /&gt;c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional;&lt;/blockquote&gt;Este dispositivo estabelece o conhecimento científico como parâmetro para a atuação do profissional psicólogo, ou seja, seu exercício está condicionado ao domínio de métodos e técnicas validados e comprovados cientificamente, e que possam ser questionados da mesma maneira, pela ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da fé que professa, ao exercer sua profissão, o psicólogo se pautará pela ciência, sempre! O segundo artigo determina que:&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:&lt;br /&gt;a) Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;&lt;br /&gt;b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;&lt;br /&gt;f) Prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços de atendimento psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios não estejam regulamentados ou reconhecidos pela profissão;&lt;/blockquote&gt;Este artigo reforça o compromisso do psicólogo com os direitos humanos, impede que psicólogos se utilizem de sua profissão e da relação que estabelecem com seus atendidos para induzi-los a compartilhar de suas convicções, além de impedir que vinculemos nosso título a qualquer outra coisa que não se relacione a profissão, ou seja, religião, política, time de futebol, gosto musical entre milhões de outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, o Código o reafirma que em todo lugar em que o profissional se apresente como psicólogo, o deve fazer com base no conhecimento científico, nos métodos e técnicas advindos da Psicologia e respeitando os Direitos Humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa Lobo, que se tornou conhecida por se utilizar da profissão e do título acadêmico que possui para fazer proselitismo religioso, promove reiterados ataques aos movimentos por direitos humanos (com ênfase ao LGBT), às religiões de matriz africana, aos ateus e ao sistema de Conselhos de Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabedora das infrações que comete, Marisa Lobo se esforça para se passar por vítima de um Conselho dominado por militantes intolerantes, postura fica nítida na foto em que posa em frente à sede do CRP/PR de bíblia em punho, numa tentativa de tornar uma discussão sobre sua conduta profissional em um debate religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o processo que corre no CRP/PR, Marisa Lobo afirma que o Conselho exige que renuncie seu deus, renegue sua fé para exercer a profissão de psicóloga, numa clara distorção da verdade, expediente bem comum em seu blog e em suas postagens nas redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas declarações que deu sobre o processo, Marisa Lobo em momento nenhum se defendeu, não desmente o que é colocado, ao contrário, ataca ainda mais os homossexuais, ateus, entre outros segmentos e novamente tenta se passar por vítima. Publicou alguns trechos na internet, e em NENHUM momento há a orientação para que ela deixe de freqüentar sua igreja ou suspenda seu trabalho missionário, o que existe é a exigência de que ela separe sua atuação profissional das atividades religiosas em que está envolvida, que deixe de utilizar do título de psicóloga para defender sua fé e misture ciência com religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos psicólogos, como a qualquer outra pessoa é garantido o direito de professar a sua fé e praticar sua religião, mas isso deve ser feito nos lugares e momentos adequados e de forma alguma deve ser associada ao exercício da profissão. Ao contrário do que Marisa Lobo tenta provar, é possível ser psicólogo e ter vida religiosa sem que uma coisa anule a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, fica claro que Marisa Lobo distorce e deturpa qualquer informação ou texto para atender seus interesses políticos/religiosos. Submete os interesses da profissão à sua agenda religiosa, incorre em falta ética, e deve ser responsabilizada por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse aqui, o Código afirma em seus princípios o compromisso com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, declaração esta que garante a liberdade religiosa como direito fundamental. Serve para nortear a atuação de todos os profissionais de Psicologia, independente de sua fé religiosa, convicção política, orientação sexual, o Código se aplica a todos e nenhum profissional está acima dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a situação no CRP do Paraná se resolva rapidamente, que a profissão saia fortalecida e nossos princípios sejam preservados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-5625218523375506581?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/5625218523375506581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=5625218523375506581&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5625218523375506581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5625218523375506581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/o-codigo-de-etica-profissional-e.html' title='O Código de Ética Profissional e a Psicóloga Cristã'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--xFhBY8aJjg/T0YCGAy5EbI/AAAAAAAABZY/1QmkuMwYwWQ/s72-c/codigo_etica_profissional.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3438329922046914725</id><published>2012-02-23T06:52:00.000-02:00</published><updated>2012-02-23T07:13:02.513-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='respeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><title type='text'>Surge uma dúvida: ainda sei duvidar?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-i4cpr4snS1o/T0X967t4nHI/AAAAAAAABZQ/YYOsA3YfO40/s1600/ledbirdinacage01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-i4cpr4snS1o/T0X967t4nHI/AAAAAAAABZQ/YYOsA3YfO40/s640/ledbirdinacage01.jpg" width="416" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Led bird&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.makototojiki.com/index.html" target="_blank"&gt;Makoto Tojiki&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um exercício tolerante e construtivo que, em nível coletivo, cria as condições da democracia. O ponto de partida é uma antiga convicção: não se erradica a necessidade de Deus do coração humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião é do sociólogo italiano Franco Garelli, professor da Universidade de Turim, em artigo para o jornal "La Stampa", 04-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506721-surge-uma-duvida-ainda-sei-duvidar" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;, com grifos nossos. Ao final, lá embaixo, fazemos um adendo que seria anedótico, se não fosse grave...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a sua vida de grande estudioso dos fenômenos religiosos, Peter Berger – hoje professor emérito da Universidade de Boston, autor de livros famosos como "Um rumor de anjos", "O imperativo herético", "Questões de fé" – fez um constante exercício de equilíbrio, de conciliação entre opostos, de uma busca de sentido que foge tanto das simplificações, quanto das visões ideológicas da realidade. Não tanto, obviamente, pelo gosto da moderação ou do compromisso, mas sim por estar convencido de que, por trás das posições extremas no campo religioso, esconde-se a não aceitação da condição moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os pontos qualificadores do seu trabalho, certamente está o desmascaramento dos fanatismos de todo tipo, que, na modernidade avançada, assumem rostos diferentes e contrastantes: das Igrejas e dos fiéis que pregam uma ortodoxia acrítica (mais atenta aos dogmas do que à vida), àqueles que, em nome da razão e da ciência, negam valor à busca da fé; dos muçulmanos que perseguem os cristãos, aos  ocidentais que impugnam a cruz contra os imigrantes islâmicos; sem falar das excomunhões recíprocas que grupos de fiéis de orientação diferente lançam entre si sobre temas da família, do aborto, da bioética. Orientações radicais ou absolutas, portanto, cujo fundamentalismo está na base dos conflitos que agitam o mundo hoje sobre várias questões éticas e religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente a esses temas, Peter Berger dedicou seu último livro, escrito com Anton Zijderveld, com o título emblemático "Elogio del dubbio" ["Elogio da dúvida"], agora traduzido na Itália pela editora Il Mulino. Trata-se de uma sintética e cativante síntese do seu pensamento, revisitado à luz dos fenômenos emergentes nesse campo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida reflete uma antiga convicção de Berger. A modernidade necessariamente não erradica a necessidade de Deus do coração do homem, embora modificando o seu modo de estar e de se orientar no universo. &lt;b&gt;Hoje, não vivemos mais em um mundo de destino, mas sim de escolhas, que se afirmam também no campo religioso.&lt;/b&gt; Assim, o crer não é mais dado por óbvio ou como uma característica hereditária, mas torna-se cada vez mais um objeto de preferência. Paralelamente, na sociedade aberta, a verdade religiosa também tende a perder o seu carácter exclusivo e assume validade em relação ao ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A modernidade, portanto, pluraliza e relativiza, nos torna conscientes de que o mundo é habitado por muitas concepções de verdade e de salvação, que cada sociedade e cultura tem os seus próprios percursos de significado.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Muitos, no entanto, não aceitam uma pluralidade que desestabiliza a existência e buscam ancoragens mais fortes. Incluem-se nesse quadro os extremismos opostos: seja os fiéis que se enraízam em antigas certezas, que se fecham na fortaleza para evitar a contaminação cognitiva; seja aqueles que optam por um relativismo radical, cuja dúvida sistemática põe em causa toda forma de crença religiosa.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, portanto, há fiéis fanáticos convictos de ter o monopólio absoluto da verdade, pela qual suprimem toda sombra de dúvida e ridicularizam aqueles que acreditam de modo moderado ou duvidoso; de outro, os relativistas puros, os forçados à dúvida, a tal ponto que se tornam cínicos e rotulam como fanatismo toda forma de credo. A dúvida, em outros termos, precisa de uma sólida racionalidade que a mantenha sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, portanto, as interrogações fundamentais sobre as quais Berger e Zijderveld construíram a sua obra: como ser hoje reflexivo e crítico com relação à realidade sem cair no relativismo e no cinismo? E, ao mesmo tempo, como amadurecer convicções justas sem se tornar fanático? Em outros termos, como aceitar a modernidade evitando atalhos de sentido oposto, empreendidos apenas com o objetivo de fugir do tormento da escolha? E ainda, como os relativistas extremos fazem para não relativizar até a si mesmos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desnecessário dizer que o elogio do qual se fala no livro é o de uma dúvida sincera, coerente, construtiva. A verdadeira dúvida não pode dar vida a muitos "ismos" que circulam nas nossas sociedades (identificados no fanatismo, no relativismo, no cinismo), cujas "certezas" contrastam com os "prós e os contras", os estados de humor oscilantes, a contínua busca de sentido da qual está embebida a experiência da modernidade avançada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma dúvida ao mesmo tempo tolerante e construtiva, que, em nível pessoal, sempre oferece novos estímulos para melhor definir as suas posições, enriquecendo-as também com o pensamento alheio; e que, em nível coletivo, cria as condições da democracia, ao dar espaço à discordância, combater os absolutismos, mas, ao mesmo tempo, levar a encontrar novas sínteses.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras inspirações surgem desse fino trabalho, que, na argumentação, alcança o pensamento de muitos clássicos das ciências humanas e sociais, e que nos presenteia definições que nos obrigam a ir além da obviedade e das posições convencionais. Como aquelas para as quais "a verdadeira dúvida é típica de uma posição genuinamente agnóstica"; ou a observação de que "em todo fundamentalista há um relativista à espera de ser libertado, enquanto em todo relativista há um fundamentalista à espera de renascer"; ou ainda a ideia de que, "para uma sociedade estável, são perigosas tanto a extrema segurança, quanto a extrema insegurança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Adendo nosso: compare-se a reflexão acima com o texto "Edir Macedo e o pum do diabo", no &lt;a href="http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/02/13/edir-macedo-e-o-pum-do-diabo/" target="_blank"&gt;Blog do Rovai (aqui)&lt;/a&gt;. Em texto retirado do blog do Bispo Edir Macedo, assinado pelo Bispo Renato Cardoso, a dúvida é comparada ao cheiro mais catinguento que se possa imaginar - o tal "pum do diabo" do título - a fim de sugerir:&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Aqui vai o que eu gostaria que você fizesse de agora em diante: você vai tratar a dúvida como se fosse o pum do diabo.&lt;br /&gt;Todas as vezes que uma dúvida vier a sua mente, você vai reagir como se estivesse num quarto com o diabo e ele tivesse acabado de soltar um pum. Você vai fugir de lá — daquela dúvida — o mais rápido possível.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;A dúvida é uma das principais razões dos fracassos das pessoas. É o que faz feder os seus planos e dá às suas decisões (se é que consegue tomá-las) um cheiro horrível.&lt;br /&gt;Não se esqueça disso: dúvida = pum do diabo&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;Como comenta o autor do post, Antonio Luiz MCCosta (@ALuizCosta), "Na teoria bispiana, a dúvida é algo do diabo. Ou seja, seja um cordeirinho, dê o dízimo e bola pra frente". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quantas outras igrejas não se encontram também pessoas, religiosos e leigos, com essa mesma atitude? Daí a importância, a nosso ver, do elogio da dúvida - com o devido alerta quanto ao perigo dos excessos - trazido pelo texto acima.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3438329922046914725?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3438329922046914725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3438329922046914725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3438329922046914725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3438329922046914725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/surge-uma-duvida-ainda-sei-duvidar.html' title='Surge uma dúvida: ainda sei duvidar?'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-i4cpr4snS1o/T0X967t4nHI/AAAAAAAABZQ/YYOsA3YfO40/s72-c/ledbirdinacage01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3666977735871243778</id><published>2012-02-22T18:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-22T18:00:02.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Na Quarta-feira de Cinzas tudo volta ao normal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rPNbDFyTljM/T0OnB9c_ErI/AAAAAAAABZI/arQBEMqCGgQ/s1600/leo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-rPNbDFyTljM/T0OnB9c_ErI/AAAAAAAABZI/arQBEMqCGgQ/s640/leo.jpg" width="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://donttouchmymoleskine.com/preparo-pro-carnaval/" target="_blank"&gt;Leonardo Cisneiros&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"A fantasia nova era seu orgulho. E ele, o orgulho dos pais. Espada de plástico, calça, colete, botas e lenço na cabeça – sem esquecer de um indefectível tapa-olho – faziam do menino um pirata no carnaval de rua daquela cidadezinha do interior. A mãe municiava seu pequeno corsário de confete, com o qual ele atacava, sem cerimônias, os transeuntes. Enquanto isso, o pai registrava tudo com uma câmera de vídeo digital – para a posteridade. Sabe como é, os filhos crescem rápido demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem que fosse sua intenção, um dos ataques de bolinhas de papel acertou em cheio um outro menino, fantasiado de catador de latinhas de alumínio. Fantasia sem graça aquela, feita por uma camiseta esburacada, bermuda encardida e pés descalços. Ao invés de uma reluzente cimitarra de plástico, cinco ou seis latinhas de cerveja carregadas na improvisada bacia formada pelos braços. O tamanho dos dois era o mesmo, tiquinhos de gente de seis anos, no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O menino fantasiado de catador de latinhas, que seguia em uma marcha firme, se detém. Sem dizerem nada, por um instante, se olham. O pirata deve ter pensado que fantasia estranha era aquela, cheirando a cerveja. Não seria melhor deixar aquelas latinhas ali e vir brincar com ele? Havia confete para todo mundo no saco da mamãe. E a rua era grande o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O olhar do outro parou em misto de inveja e resignação – apesar dele não ter idade para entender o que é inveja, muito menos resignação. Ter um fantasia bonita e colorida como aquela seria bom demais. Não ter que trabalhar na noite de domingo, poder brincar com os pais, melhor ainda. Mas o tempo corria – o tempo sempre corre. Tinha que procurar mais latinhas porque a concorrência estava alta e a festa, como a infância, não ia durar muito mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Virou o rosto para frente, continuou sua marcha e se perdeu na multidão. O outro ainda ficou parado um instante. Depois, enfiou a mão no saco de confetes e jogou novamente para cima, formando uma chuva de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Afinal de contas, é carnaval. Na Quarta-feira de Cinzas tudo volta ao normal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Isso não é um conto, mas gostaria que fosse. Presenciei a cena há alguns anos e já a trouxe aqui. Não quero ser (mais) chato do que sou, adoro esta época do ano. Mas me lembro sempre daquele garotinho. Porque, assim como as festas de Carnaval no Brasil, situações como essa parecem não ter hora para acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leonardo Sakamoto, do Blog do Sakamoto, &lt;a href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/02/18/na-quarta-feira-de-cinzas-tudo-volta-ao-normal/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3666977735871243778?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3666977735871243778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3666977735871243778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3666977735871243778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3666977735871243778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/na-quarta-feira-de-cinzas-tudo-volta-ao.html' title='Na Quarta-feira de Cinzas tudo volta ao normal'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rPNbDFyTljM/T0OnB9c_ErI/AAAAAAAABZI/arQBEMqCGgQ/s72-c/leo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-8048846681131428167</id><published>2012-02-22T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-23T07:22:15.820-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estado laico'/><title type='text'>O Estado em nome de Deus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/uf0ZwSrzZzM" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Para entender que vídeo é este, veja, abaixo,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;o segundo comentário de Conceição Lemes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Esse caso do veto do Ministério da Saúde ao &lt;a href="http://www.diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/ministerio-veta-video-gay-na-campanha.html" target="_blank"&gt;vídeo direcionado ao público gay&lt;/a&gt; da campanha de prevenção às DST-Aids para o Carnaval 2012 tem dado pano pra manga, e com razão. Em meio a boatos, equívocos, desmentidos e "mentidos" do Ministério da Saúde, fizemos um breve levantamento do que se está dizendo por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por favor, não deixe de ler o comentário de Beto Volpe, que deixamos lá para o final.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As campanhas do Ministério da Saúde procuram destacar as especificidades daqueles segmentos da população que se encontram mais expostos ao HIV e dar holofote à vulnerabilidade provocada pelo preconceito e pela negação de seus direitos. Assim, já estiveram em destaque as mulheres, a população negra, as pessoas idosas, as jovens, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como faz habitualmente, ainda no final de 2011, o Ministério constituiu um grupo de trabalho composto por especialistas em prevenção, técnicos em comunicação, representantes da sociedade civil, dos jovens e do movimento gay, que acertaram qual seria o segmento prioritário e as estratégias de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu-se por uma campanha que fosse clara o bastante sem ser vulgar, em que os jovens gays se enxergassem sem estereótipos, que falasse de camisinha, da necessidade de portá-la e de não se esquecer de usá-la. Era importante tomar cuidado com os atores e sua interpretação para não haver dúvidas de que eram gays e que a relação deles chegaria à necessidade do preservativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas orientações, abriu-se um processo de licitação em que 12 propostas criativas foram analisadas antes da escolha final. A partir daí, o Ministério realizou dez grupos focais com jovens, gays e heteros, onde se ajustaram detalhes da criação e se fizeram recomendações e alertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que os jovens gays são alvos da campanha da Aids. O Ministério da Saúde já produziu filmes que contemplavam os gays em 2007 e 2010, sempre dividindo o foco principal com outros jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, quase ninguém viu esses filmes, uma vez que a grade de programação era pequena e concentrava-se em horários de baixa audiência, ao contrário da versão heterossexual, destacada nos horários nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perplexidade diante da suspensão da divulgação do vídeo lançado pelo ministro Padilha, no último dia 2, revela que a homofobia institucional não escolhe ideologia e que o que orienta as decisões governamentais são acordos políticos e interesses eleitorais, mesmo que isso custe vidas e imploda toda uma política de saúde pública democrática, construída com base em evidências."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Oswaldo Braga, em seu &lt;a href="http://oswaldobraga.blogspot.com/2012/02/isso-e-dificil-1122012.html" target="_blank"&gt;blog&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que pega é a desculpa do Ministério da Saúde e de seu ministro Alexandre Padilha – o mesmo que teve enfrentamento em janeiro desse ano com as feministas que eram contra o cadastro das grávidas e Dilma (só depois de muita pressão e porque iria ficar bem mal para sua imagem de defensora das mulheres) voltou atrás e vetou -  que decidiram retirar o vídeo no site do ministério e da publicidade em TV aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a &lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2012/02/apos-veto-video-de-campanha-contra-aids.html" target="_blank"&gt;Folha&lt;/a&gt;, o ministério acredita que a postagem do vídeo no portal foi 'um equívoco'. Mas o grande equívoco é assistirmos a mais uma atitude hipócrita de um Governo em relação aos homossexuais desse país. Mais uma negligência de uma esquerda que diz ter compromisso com os Direitos Humanos, mas na verdade está muito mais comprometida com o que há de mais asqueroso no poder: a falta de fibra pra realmente mudar o estado de coisas de uma minoria que é agredida constantemente nas ruas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Vitor Angelo, no &lt;a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2012/02/09/sobre-a-censura-de-video-gay-no-ministerio-da-saude-o-equivoco-foi-do-governo/" target="_blank"&gt;Blogay&lt;/a&gt; (Folha de S. Paulo)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tolerância é bom. &lt;b&gt;Porém, legal mesmo não é apenas tolerar, mas acreditar que as diferenças tornam o mundo mais interessante e rico do que a monotonia monocromática da velha ditadura comportamental a que estamos subjugados pela religião, pela tradição, pelo preconceito.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que falta informação e, por isso, temos uma sociedade que pensa de forma tão tacanha. Que não temos contato com o 'outro' e, portanto, continuamos a temê-lo.&lt;b&gt; Mas e quando a informação sobre o outro não flui por medo dos atores públicos que deveriam tornar isso possível?&lt;/b&gt; É difícil ser vanguarda na defesa dos direitos humanos, eu sei. Mas o governo pode se esforçar um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, &lt;b&gt;que mensagem o poder público quer passar barrando a divulgação em massa de campanhas de saúde destinadas aos gays que não se escondam atrás de nossa vergonha heterossexual e mostrem a realidade como ela é?&lt;/b&gt; Dois gays ficando em uma balada é uma cena que não difere de um homem e uma mulher na mesma situação – ao contrário do que os autores de novelas querem passar, com aquelas cenas platônicas ridículas, quando envolvem duas pessoas do mesmo sexo, feitas para não ofender os membros da TFP na sala de jantar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Leonardo Sakamoto, no &lt;a href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/02/09/caricias-de-gays-e-heteros-sao-iguais-bizarro-e-o-preconceito/" target="_blank"&gt;Blog do Sakamoto&lt;/a&gt;, com grifos nossos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos que nos posicionar enfaticamente, não contra o Departamento [de DST, Aids e Hepatites Virais] que tem suas limitações de decisão, mas contra o próprio Ministro que, de cara limpa, fez um discursos bonitinho para a mídia e plateia (...) e, como já vem se tornando uma marca da sua gestão, mudou de rumo mal apagaram os holofotes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- &lt;a href="http://cedusrj.blogspot.com/" target="_blank"&gt;CEDUS&lt;/a&gt;, via &lt;a href="http://tantasnoticiasx1.blogspot.com/2012/02/sobre-os-videos-da-campanha-de.html" target="_blank"&gt;Tantas Notícias&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os dois movimentos [&lt;i&gt;militantes e ONGs LGBT e de Aids&lt;/i&gt;]  vão caminhar juntos nessa questão. Inclusive no que diz respeito às denúncias que serão feitas tanto aqui – por exemplo, ao Ministério Público Federal — quanto internacionalmente, em órgãos de defesa dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem desconhece os bastidores dos dois movimentos, saiba que essa associação é fato raro, pois, em geral, eles atuam separadamente. Mas a repercussão à proibição do filme foi tão grande entre os seus militantes que a campanha de prevenção à aids no Carnaval 2012 conseguiu a proeza de juntá-los numa mesma luta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Conceição Lemes, no &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/algbt-e-257-entidades-aliadas-tambem-repudiam-veto-a-filme-para-jovens-gays.html" target="_blank"&gt;Vi o Mundo&lt;/a&gt; - inclui a íntegra da nota da ABGLT&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como repórter especializada na área de saúde há 30 anos, acompanho a epidemia de HIV/aids desde os anos 80. Já vi muitas campanhas de prevenção da transmissão sexual do HIV/aids e garanto: o novo filme [&lt;i&gt;vídeo do início deste post&lt;/i&gt;] é medíocre, só pra cumprir tabela; é uma das piores  campanhas de carnaval já vistas em toda a história do programa de aids brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) 'Esse vídeo burocrático, sem criatividade, apenas com dados do boletim epidemiológico, feito de improviso, a toque de caixa, só comprova que houve censura e veto à campanha original', denuncia Mario Scheffer, ativista da luta contra a aids e presidente do da luta contra a aids e presidente do Grupo Pela Vidda-SP (ONG aids fundada em 1989). 'A censura imposta ao vídeo original é clara demonstração de discriminação e violação aos direitos dos homossexuais, população altamente vulnerável à infecção pelo HIV e que demanda, portanto, campanha de saúde pública de grande alcance. Essa discriminação imposta aos gays, dentro do próprio governo, é co- responsável pelo crescimento da epidemia nessa população.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) 'O Ministério da Saúde se rendeu à patrulha religiosa dos fundamentalistas e aos conservadores de plantão da base aliada que tanto influenciam as decisões governo hoje', afirma Scheffer. 'No ano passado, aconteceu a mesma coisa. A campanha  do Ministério da Saúde prevista para 1 de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, iria abordar os jovens gays. Mas o tema  foi ‘abortado’, dando lugar a uma campanha genérica sobre preconceito.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Scheffer não fala apenas como ativista. Tem expertise em Saúde Pública e Comunicação; é sanitarista,  pesquisador na área e pós-doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A abordagem  não pode estar restrita a peças especificas para guetos, como quer o ministro Padilha ao veicular o vídeo só em locais de freqüência gay', argumenta. 'A divulgação em larga escala do filme abordando gays e prevenção do HIV é importantíssima, porque ele enfrenta um problema de saúde pública que estão jogando pra debaixo do tapete.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, porque jovem gay 'não existe' socialmente. Jamais uma pesquisa vai trazer quantos jovens se declaram homossexuais. Ao se referir à adolescência, os testemunhos de gays adultos quase sempre evocam sentimentos que eram marcados pelo silêncio e incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, porque no momento em que a sociedade toma conhecimento, via mensagem sensível mas realista da realidade homossexual, o jovem gay  confronta-se com a construção íntima de sua identidade. A auto-estima é um passo importantíssimo para a prevenção eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Em tempo: &lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2012/02/apos-veto-video-de-campanha-contra-aids.html" target="_blank"&gt;matéria publicada nesta terça-feira pela Folha de S. Paulo&lt;/a&gt; dá a versão de que o veto ao filme destinado aos jovens homossexuais seria da presidenta Dilma, que também teria barrado o do elefante. Diz que ela teria gostado apenas do vídeo na praia, destinado ao público heterossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de quem tenha vetado essa campanha, uma coisa é certa: o obscurantismo venceu a saúde pública."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Conceição Lemes, em excelente análise no &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/carnaval-2012-o-obscurantismo-vence-a-saude-publica.html" target="_blank"&gt;Vi o Mundo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;@marcofeliciano Pressão Nossa: Ministério da Saúde manda tirar do site vídeo com cena homossexual glo.bo/yG6KoF&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tuitada do pastor e deputado federal Marco Feliciano, do Partido Social Cristão por São Paulo, sacramenta o fim do estado laico no Brasil. O lobby religioso uma vez mais exigiu e neste carnaval a campanha de prevenção à AIDS não contará com a peça publicitária para o público homossexual, produzida justamente pelo preocupante recrudescimento da epidemia entre essa população. Esse fato vem logo após o governo vergonhosamente ceder a esse grupo conservador e suspender a distribuição dos kits anti-homofobia, perpetuando os casos de &lt;i&gt;bullying &lt;/i&gt;físico e psicológico contra os jovens gays e lésbicas nas escolas.&lt;br /&gt;Isso já havia sido anunciado na campanha eleitoral com a supressão de temas como aborto e união civil entre pessoas do mesmo sexo do programa de governo. Tudo em prol de uma coligação política que tende mais para uma inquisição moderna, que conseguiu unir os cristão das mais diversas religiões e é baseada no preconceito, preconizando a exclusão e o sofrimento para aqueles que não forem do povo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Muito se faz neste mundo em nome do Pai. Em nome dEle são atirados aviões sobre vidas, são explodidas mulheres em meio a multidões, são executados homossexuais e outras pessoas que pensam ou agem de forma diferente das Escrituras.&lt;/b&gt; Em nome dEle o destino de 33 milhões de pessoas foi alterado, sendo que outros tantos o tiveram selado, pois não se pode usar ‘contraceptivos’. &lt;b&gt;Em nome do Pai a eternidade no Paraíso pode ser garantida apenas mantendo em dia o carnê de mensalidades, não importando o quão execrável possa ser sua existência. Em nome dEle, homens ditos de Deus vociferam duras palavras contra os pederastas e sodomitas em pregações onde falta a única coisa que o Pai realmente quer que façamos nesse mundo: amar uns aos outros.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando se mistura Estado e religião não dá coisa boa. É só verificar ao redor do mundo e através da história e ver que os resultados são a rigidez da sociedade e um sistema político ditatorial, sempre em nome do Pai.&lt;/b&gt; Lembro de uma situação na clínica de fisioterapia onde faço meu tratamento, quando em conversa sobre esse tema com uma senhora evangélica ela posicionou-se, peremptoriamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem assumir a presidência tem que governar com o ‘povo de Deus’ (evangélicos de forma geral).&lt;br /&gt;Ao que eu rebati:&lt;br /&gt;- E se um espírita assumir a presidência?&lt;br /&gt;- …… (silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ditadura é assim, só e boa para os poucos que estão por cima da carne seca, como se costuma dizer. Eles controlam a informação e decretam a censura de tudo que não lhes convém. E nós deveríamos estar escolados sobre isso, saímos de uma há menos de trinta anos.&lt;/b&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Beto Volpe, no &lt;a href="http://www.imprenca.com/2012/02/eu-tenho-medo.html" target="_blank"&gt;Imprença&lt;/a&gt;, com grifos nossos&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atualização em 23/02/2012:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você encontra &lt;a href="http://www.eleicoeshoje.com.br/relato-sobre-reuniao-em-ministerio-da-saude-justificou-campanha-de-prevencao-aids/#axzz1nC93WE73" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; um relato sobre a reunião de militantes com representante do Ministério da Saúde para esclarecimento do caso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-8048846681131428167?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/8048846681131428167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=8048846681131428167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8048846681131428167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8048846681131428167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/o-estado-em-nome-de-deus.html' title='O Estado em nome de Deus'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/uf0ZwSrzZzM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3353893110844864862</id><published>2012-02-22T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-22T06:00:06.220-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quaresma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Reflexão sobre a essência da vida cristã: o amor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ml0pPznwQiQ/TzQ1UwU-B7I/AAAAAAAABW0/dc7HEX3EPTY/s1600/erinnicole.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ml0pPznwQiQ/TzQ1UwU-B7I/AAAAAAAABW0/dc7HEX3EPTY/s320/erinnicole.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://erinnicolebrown.com/" target="_blank"&gt;Erin Nicole Brown&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nesta sua mensagem para a Quaresma 2012, o papa Bento XVI pede aos católicos de todo o mundo que neste período haja reflexão, no sentido de “prestarmos atenção uns aos outros”, com “preocupação concreta pelos mais pobres”. Na mensagem, o papa faz o chamamento dos cristãos à “responsabilidade pelo irmão”. Isto é, que estejamos atentos “aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia na íntegra o texto divulgado pela Santa Sé:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmãos e irmãs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.    «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a actual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a acção do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=38&amp;amp;cod_noticia=20342" target="_blank"&gt;Amai-vos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3353893110844864862?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3353893110844864862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3353893110844864862&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3353893110844864862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3353893110844864862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/reflexao-sobre-essencia-da-vida-crista.html' title='Reflexão sobre a essência da vida cristã: o amor'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ml0pPznwQiQ/TzQ1UwU-B7I/AAAAAAAABW0/dc7HEX3EPTY/s72-c/erinnicole.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-1975711813419166487</id><published>2012-02-21T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-21T15:00:02.092-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundamentalismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eventos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Eu sou a filha da Chiquita Bacana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/Wqwsz0In-Yw" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Resiliência – &lt;i&gt;Capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas&lt;/i&gt; (Wikipédia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto de que boa parte das minorias são feitas. Para existir, o que por si só já é resistir, num mundo com padrões rígidos de ser aos quais você não satisfaz, por um motivo ou outro, ou por quase todos, é preciso resiliência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isto fica absolutamente claro através da celebração das “filhas da chiquita”. A festa surgiu em 1975 no bojo da maior manifestação religiosa do norte do Brasil, o Círio de Nazaré que atrai cerca de 2.000.000 de pessoas em Outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este contexto é interessantíssimo. O mais importante evento gay de Belém do Pará nasce em simbiose total com a festa católica mais tradicional da região. Espera-se a imagem da santa ser transladada até a Igreja da Sé e depois no meio deste percurso acontece a festa. Há shows de drag, música e muito, muito fervo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conhecia esta história por alto, mas ontem vi o ótimo documentário &lt;a href="http://www.intercinegay.com.br/2011/07/as-filhas-da-chiquita.html" target="_blank"&gt;“As filhas da Chiquita”&lt;/a&gt; (Direção: Priscilla Brasil. 2006). O filme retrata muito bem esta interseção entra as duas festas e a maneira como cada um dos respectivos organizadores lida com esta confluência de motivos, pessoas e rituais tão díspares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso da Igreja é o óbvio ululante e não poderia ser outro a partir dos personagens escolhidos para representá-la: um padre com cara de infeliz que repete todos os bordões de uma teologia rasa contra a homossexualidade e uma senhorinha fofa de cabelos quase azuis que diz que um assassino merece mais perdão do que um homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fala das “chiquitas” é bem mais interessante. Mostra como cada um, e muitos se afirmavam devotos, ressignificou a pertença religiosa para além da questão da culpa pela homossexualidade. Mais do que isso, desde que esta é entendida como algo intrínseco, vivê-la é de algum modo respeitar a sua natureza e, assim sendo, ser autêntico, verdadeiro, valores morais positivos diante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário, rapidamente, conversa com gente simples sentado num bar. Um diz que a homossexualidade é algo estranho à cultura cabocla, indígena da região, uma espécie de contágio que viria do “sul”, das novelas a que os companheiros de mesa logo desdizem; um senhor faz mesmo um discurso bastante libertário sobre o que, nós “do sul”, chamamos de “direitos individuais”. O que mais me chamou atenção nesta sequência, no entanto foi o uso tranqüilo, plenamente incorporado ao discurso, do termo “gay”. Não deixou de me causar certo fascínio pensar que tal termo foi incorporado à homossexualidade nos E.U.A. como uma forma de positivar a experiência de ser homossexual e foi se propagando por meio da militância e setores mais engajados com esta mesma finalidade, chegando até uma mesa de bar bem simples em Belém do Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o “mestre de cerimônias” da festa das filhas da Chuiquita, no entanto, que nos dá a forma mais feliz de entender a relação entre estas duas festas. Uma imagem que sai cheia de flores, com um manto todo trabalhado na pedraria tinha mesmo que inspirar uma festa gay. E eu acrescentaria: que é conduzida num carro puxado por um bando de homens se roçando uns aos outros para segurar a corda. Ok, talvez a melhor frase mesmo seja a da Miss “Chiquita 2006”, uma drag pobre e descabelada que no seu agradecimento disse cinco frases incompreensíveis, no meio das quais soltou esta: “Nasci feia. Porque quando eu nasci, a beleza tava de férias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando também se apesar de ser um grande fervo a festa das chiquitas não é por si só a manifestação gay política mais significativa do Norte. Existir e se mostrar em praça pública, no evento sagrado e sério do Círio, talvez seja maior do que qualquer manifestação sisuda e cheia de cartazes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-1975711813419166487?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/1975711813419166487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=1975711813419166487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1975711813419166487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1975711813419166487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/eu-sou-filha-da-chiquita-bacana.html' title='Eu sou a filha da Chiquita Bacana'/><author><name>o Inquieto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11767916743944409279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_frVdR9uv8ZA/TULN970lcqI/AAAAAAAAAAM/K1ocK26JXns/s220/Blogger.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Wqwsz0In-Yw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-1370534428795980609</id><published>2012-02-21T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-21T06:00:11.881-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus de amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>O problema da bondade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IY95n1LRVJo/T0IpgPfxKNI/AAAAAAAABY4/FxzYZLLwoPw/s1600/close+eyes+open+heart.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-IY95n1LRVJo/T0IpgPfxKNI/AAAAAAAABY4/FxzYZLLwoPw/s400/close+eyes+open+heart.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://icanread.tumblr.com/post/17324534036" target="_blank"&gt;i can read&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A profundidade dos males que as pessoas sofrem e fazem, e a qualidade transcendente da liberdade humana são o lugar em que as explicações do mundo devem ser construídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião é do jesuíta australiano Andrew Hamilton, em artigo publicado no sítio Eureka Street, revista eletrônica dos jesuítas australianos, 01-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506695-o-problema-da-bondade" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do mal sempre esteve conosco. As aflições que acontecem conosco e o monstruoso mal que as pessoas fazem são um problema, porque desafiam a crença de que a vida tem um sentido mais alto. Eles são particularmente corrosivos para a crença em um Deus amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema da bondade raramente é debatido. No entanto, ele contesta a visão de que o único significado que podemos encontrar no mundo está no nível do que pode ser percebido e medido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal desafia grandes marcos de significado, porque o sofrimento aleatório e a brutalidade humana são experimentadas e imaginadas com muita intensidade. Explicações de como eles são consistentes com um Deus amoroso e atencioso podem ser intelectualmente satisfatórias. Mas, quando as pessoas experimentam o sofrimento e a brutalidade em suas próprias vidas, elas muitas vezes são repelidas pelos grandes argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explicações, que atuam em um nível de abstração e assumem uma ampla visão do mundo, podem parecer superficial para elas em sua perda e dor profundas. Como elas acreditam que o custo de aceitar que o seu sofrimento tem um sentido maior seria negar a sua realidade e obscenidade esmagadoras, elas rejeitam todas as grandes explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias que negam qualquer significado superior podem então ser atraentes. Se podemos dizer que não há nenhuma outra realidade humana além das pequenas causalidades e das interações do acaso em níveis atômico, genético e outros, o mal e o sofrimento deixam de ser um problema. Eles podem ser explicados em termos materiais e fisiológicos, sem a necessidade de uma razão maior, nem de um propósito inteligível no qual possam se encaixar. Então as pessoas ficam aliviadas do fardo do significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, há a bondade. Nesse contexto, eu compreendo a bondade como algo concretamente experimentado e não como uma abstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria de nós conhece pessoas que só poderíamos descrever como boas e cujas qualidades causaram uma impressão indelével em nós. Nós as experimentamos como generosas, serenas, altruístas e infalíveis em sua consideração e estima pessoal pelos outros, mesmo quando isso custa para elas e, aparentemente, não é do seu próprio interesse. Vemos nelas uma grande e notável liberdade e consistência interiores. Podemos descrever nossas relações com elas como uma experiência da bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bondade é uma experiência encorajadora, assim como o mal é prejudicial Mas ela se torna um problema se a nossa compreensão do mundo e das nossas próprias vidas se limita à interação entre causalidade material e acaso. Certamente podemos esperar encontrar evidências das predisposições genéticas para o comportamento amigável, para a influência do hábito na modificação dos caminhos do cérebro de formas que nos inclinam ao altruísmo, e para o papel da criação e do ambiente em ajudar a moldar as formas como vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que experimentamos em pessoas que são translucidamente livres em sua bondade não é adequadamente explicado por esses fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os argumentos para o significado mais amplo podem deixar de ir ao encontro da experiência concreta do sofrimento e do mal, os argumentos que jazem sobre o acaso e o determinismo podem deixar de fazer justiça à experiência concreta da bondade humana. Os relatos são muito fragmentados e reduzem a bondade a algo muito menor do que é experimentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, os problemas nem sempre furam o casco do navio do significado. A medida até onde a experiência da perda ou do mal esmagadores vai ameaçar a crença de alguém em um Deus que cria o mundo por amor, por exemplo, depende em grande parte da força da experiência que esse alguém associa com um Deus afetivo. Pode ser também que uma experiência igualmente forte do poder explicativo do pensamento científico sustente outros que se confrontam com o desafio oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da experiência também sugere por que a resposta inicial adequada das Igrejas aos grandes desastres naturais como os tsunamis é uma resposta de solidariedade para com as vítimas e de fornecimento de espaço simbólico para que as pessoas experimentem e lamentem a escala de sofrimento, e rezem. É melhor deixar para depois a resposta aos argumentos de que os desastres desacreditam a fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao argumentar que a bondade apresenta um problema para alguns relatos do mundo, eu não estou tentando apresentar um argumento sorrateiro e desonesto para a existência de Deus. Estou argumentando simplesmente que qualquer relato do mundo deve dar a devida importância às experiências que são problemáticas para ele. Ele não deveria diminuir as dimensões da experiência para que ela se encaixe em seu quadro teórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profundidade dos males que as pessoas sofrem e fazem, e a qualidade transcendente da liberdade humana são o lugar em que as explicações do mundo devem ser construídas, e não em que se construam materiais a serem cortados para encaixar exatamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-1370534428795980609?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/1370534428795980609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=1370534428795980609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1370534428795980609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1370534428795980609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/o-problema-da-bondade.html' title='O problema da bondade'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IY95n1LRVJo/T0IpgPfxKNI/AAAAAAAABY4/FxzYZLLwoPw/s72-c/close+eyes+open+heart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-8743084911792741686</id><published>2012-02-20T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-20T19:13:12.028-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='respeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundamentalismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='editorial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depoimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estado laico'/><title type='text'>Sobre a necessidade de acreditar em deus (e as palavras)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OvKQ1VuCC4U/T0Iq7q2mIkI/AAAAAAAABZA/z9BlvnS9bgQ/s1600/atheist-black-difference-fobia-gay.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" src="http://3.bp.blogspot.com/-OvKQ1VuCC4U/T0Iq7q2mIkI/AAAAAAAABZA/z9BlvnS9bgQ/s400/atheist-black-difference-fobia-gay.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://minoriaeamae.blogspot.com/2012/02/sobre-necessidade-de-acreditar-em-deus.html" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Saiu há poucos dias no excelente &lt;a href="http://minoriaeamae.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Minoria é a Mãe&lt;/a&gt;, de que já falamos &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/01/todo-adulto-gay-foi-uma-crianca-gay.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, este texto da &lt;a href="http://minoriaeamae.blogspot.com/2012/02/sobre-necessidade-de-acreditar-em-deus.html" target="_blank"&gt;Kamila&lt;/a&gt; que achamos que valia muito a pena reproduzir. Afinal, o que ela escreveu acaba sendo - mesmo sem pretender - uma explicação simples e bem argumentada do porquê da debandada de fieis que as religiões em geral, e o catolicismo em particular, têm sofrido. Bom, vamos ao texto, que eu comento depois.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fui criada em uma família que pratica o que eu chamo de “catolicismo padrão”. O católico brasileiro padrão é aquele que conhece e até segue as tradições básicas da religião, mas não a pratica à risca - só vai pra missa em ocasiões especiais, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu segui algumas das tradições católicas no começo. Fui batizada, fiz catecismo, aprendi a rezar, tentei até ler a Bíblia algumas vezes, mas confesso que nunca consegui terminar. O fato do qual eu tentei fugir durante muitos anos, no entanto, foi que nada disso me tocava. Então eu evitei a questão até que finalmente consegui encará-la de frente e me questionar: afinal, eu acredito em deus ou não? E isso é mesmo necessário? Quando eu finalmente consegui me perguntar isso, cheguei a uma estranha conclusão: meu problema nunca foi com deus, mas sim com a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas eu queria chegar no seguinte fato: quando criança, dificilmente alguém vai te dizer que existe a possibilidade de questionar deus, ou a religião. Mas você geralmente questiona assim mesmo, é isso que crianças fazem. Só que, em um momento ou em outro, você acaba absorvendo que, afinal, não existe por que questionar. Desde muito cedo somos ensinados que existe uma necessidade inerente a todo ser humano de acreditar em um deus. Se converter para outra religião ou não ter religião nenhuma não é tão condenável do que não acreditar em deus, porque isso simplesmente não é visto como uma possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O cristianismo em geral nunca me tocou porque eu não via sentido nele. Jesus pode ter existido e ter sido um cara legal, mas por que as pessoas precisam tentar provar isso, eu me perguntava. Por que as pessoas que são de outras religiões vão automaticamente pro inferno? O que me dá o direito de considerar a minha religião verdadeira e as outras falsas? Por que eu tenho que fazer coisas boas visando agradar a deus pra que eu vá para o paraíso quando morrer? Por que as pessoas não amam e respeitam as outras, se era isso que Jesus queria e é a ele que elas estão seguindo? Por que deus pedia sacrifícios? Por que deus achou que seria uma boa ideia fazer um dilúvio? Por que as pessoas não entendem que o Jardim do Éden é uma metáfora? Por que as pessoas insistem que religião e ciência são mutuamente excludentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então eu aprendi que deveria construir minhas crenças. E, na minha cabeça, as coisas devem fazer sentido. O conceito de divindade - especialmente a judaico-cristã - não era lógica o suficiente e nunca entrou na minha cabeça. No entanto, mesmo achando perfeitamente plausível que deus não existisse, eu ainda acreditava. E cheguei à conclusão de que, bem, ele existe &lt;i&gt;pra mim&lt;/i&gt;. O que eu chamo de deus pra facilitar a vida na verdade não é uma personificação, mas sim uma força universal, por mais brega que isso possa soar. É aquilo que rege as leis da física, a matemática, o nascimento e morte das estrelas, o funcionamento perfeito dos órgãos do corpo humano. Isso tudo sempre foi mais divino pra mim do que o sermão do padre. Isso tudo sempre me tocou, sempre me fez admirar o mundo e o simples fato de existirmos. E é justamente isso que eu acho tão importante: conseguir admirar a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Resumindo a história, hoje em dia eu já descobri que isso tem um nome: eu sou teísta agnóstica. O que basicamente significa que eu acredito em deus, da minha própria maneira, mas que não tenho como saber se ele de fato existe ou não e na verdade não me importo muito em saber. A definição simples de agnosticismo, aliás, é essa: &lt;i&gt;a visão de que a razão humana é incapaz de proporcionar fundamentos racionais suficientes para justificar o conhecimento da existência ou não de Deus.&lt;/i&gt; [&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnosticismo" target="_blank"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que eu quero dizer com isso tudo é que, assim como em qualquer outro aspecto da vida, não vale a pena tentar impor sua religião sobre outra pessoa. Algumas coisas simplesmente não funcionam para algumas pessoas, assim como o catolicismo não funcionou pra mim. Às vezes nós nos damos bem com aquilo que nos é ensinado e às vezes nós precisamos ir atrás do que vai dar certo pra gente. Às vezes nós simplesmente não precisamos. O fato de acreditar em um deus em nenhum momento torna uma pessoa melhor do uma que não acredita - e o contrário também é verdadeiro: não acreditar em deus não torna ninguém melhor do que outra pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Somos muito mais do que uma característica só na vida. Às vezes a sua religião define o seu modo de viver, às vezes você simplesmente não tem uma. Eu não tenho um problema específico com religião alguma, além do fato de não compreendê-las totalmente. O único problema, ao meu ver, acontece quando você usa o seu deus e a sua religião como uma muleta para o desrespeito. Não conheço nenhuma religião que pregue o desrespeito ao próximo; e, no entanto, muitas vezes ela é usada a torto e a direito como uma desculpa plausível para isso. O fato de a sua religião condenar a homossexualidade, por exemplo (o que por si só já é um fato questionável), não te dá o direito de desrespeitar alguém e não faz com que esse ato seja menos condenável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Li em algum lugar uma vez que algumas pessoas estavam reclamando do fato de a lei contra a homofobia estar comprometendo a liberdade de expressão. O argumento era que não poderia ser considerado crime o fato de a sua religião condenar a homossexualidade e você seguir isso. Acontece aqui um erro muito claro de interpretação: existe uma grande diferença entre você não gostar de homossexuais - seja lá por qual motivo for - e cometer algum crime de ódio ou desacato. Nesse momento, a bandeirinha da opinião costuma ser levantada, e ela é muito perigosa. &lt;i&gt;'Eu não tenho preconceito, só não gosto de viado, por que vocês não respeitam a minha opinião?'&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O perigo desse argumento é que ele mascara o preconceito com a liberdade de expressão. Veja você o caso do Danilo Gentilli e da piada do macaco: &lt;i&gt;'Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?'&lt;/i&gt;, ele disse. Isso é uma distorção do conceito de poder. Eu posso fazer muitas coisas. Pra falar a verdade, eu posso fazer praticamente &lt;i&gt;qualquer&lt;/i&gt; coisa, mas eu não faço, por diversos motivos. Um deles é que nós &lt;i&gt;não devemos&lt;/i&gt; fazer algumas coisas, apesar de teoricamente poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu uso palavras que dificilmente seriam consideradas politicamente corretas. Mas uso dentro de um determinado grupo, onde nós nos apropriamos dessas palavras e onde elas não são usadas como ofensa. Eu digo 'viadagem' com essas pessoas, mas em momento nenhum digo em qualquer outro lugar. Porque em qualquer outro lugar, e sem um acordo prévio entre as pessoas que estão ouvindo, eu vou simplesmente estar ofendendo alguém. Há muito e muito tempo, convencionou-se que viado é um xingamento, pois significa que você está chamando a pessoa de gay. Um heterossexual costuma se ofender com isso porque não quer ser confundido com um homossexual. Um homossexual, no entanto, se ofende porque convencionou-se que o termo deveria ser ofensivo. Ele se ofende com a sua própria sexualidade porque nos fazem acreditar que ela está errada e que devemos ter vergonha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu já fui chamada de puta várias vezes, nos mais variados contextos e por pessoas diferentes. Em pouquíssimas me senti realmente atingida, mas foi mais porque a pessoa realmente &lt;i&gt;acreditava &lt;/i&gt;que aquilo era uma ofensa, e das piores. Eu gosto da palavra puta - acho sonoro, acho bonito. Mas convencionou-se que puta é uma coisa ruim pra se dizer a uma pessoa, porque é basicamente dizer que ela faz sexo por dinheiro. No entanto, curiosamente, puta não é tão usado assim nesse contexto; quantas vezes você já não ouviu alguém se referir a alguma moça como puta porque ela gosta de sexo ou por que se veste de determinada maneira? O fato de ser um xingamento só reflete mais ainda o fato de a sexualidade da mulher ser condenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós não ofendemos e somos ofendidos por palavras, pura e simplesmente, mas sim pelo significado que foi atribuído a elas e que nós absorvemos. Vamos parar um pouco e pensar, então, no que estamos falando, no que estamos ouvindo e, principalmente, no que estamos entendendo disso tudo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kamila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pois aí está: quando as pessoas usam a religião pra fazer juízo de valor do outro e justificar menosprezá-lo, excluí-lo ou condená-lo, como a Kamila descreve - que talvez nem seja a religiosidade mais comum, mas certamente é a mais barulhenta - essa religião, vivida dessa forma, é, na minha opinião pessoal, simplesmente detestável. E, com relação aos cristianismos, ela tem toda razão ao intuir que a religião, praticada dessa forma, &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/amigo-dos-excluidos.html" target="_blank"&gt;nada tem a ver com a Boa Nova que Cristo nos veio anunciar&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia postamos aqui no blog &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/12/humanidade-de-deus-e-divindade-do-homem.html" target="_blank"&gt;um texto em que Raymond Gravel comentava&lt;/a&gt; que as pessoas em geral não têm problemas com Deus, ou com Cristo: "Os fiéis e os cristãos que tomaram distância em relação à Igreja, não é a Cristo que eles rejeitam, mas à instituição que pretende representá-lo. As pessoas não se tornaram anticristãs; pelo contrário, nossos modos de viver sempre refletem os valores cristãos fundamentais: a justiça, a liberdade, a igualdade, a dignidade das pessoas. O que as pessoas rejeitam são os gurus, os aiatolás, os ditadores religiosos que creem deter a verdade sobre Deus e sobre o mundo e que esmagam os fiéis com interditos, regras e leis que convidam à intolerância, ao ódio e ao desprezo da pessoa humana." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o que escandaliza é essa imagem de Deus que tantos religiosos, infelizmente, têm vendido por aí. Esse Deus é inaceitável. Ninguém quer um Deus ranzinza, cruel, pronto a condenar ao menor deslize. Ninguém precisa de um Deus que tolhe. O ser humano precisa se realizar em sua plenitude, precisa se abrir, precisa de alegria e paz. Essa imagem de Deus não representa nada disso, e talvez seja mesmo muito saudável que a rejeitemos com todas as nossas forças, apesar de toda a pressão em contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo você religioso, agnóstico ou ateu, esse senso de reverência e beleza, essa capacidade de se emocionar diante do universo, esse senso de que há algo grande para além de nós, e que o universo simplesmente não gira ao redor do umbigo  de cada um - isso é o que tantos filósofos, místicos, teólogos descrevem como o senso do sagrado, e que pessoalmente me parece que é inerente ao ser humano. Se uma religião facilitar para você entrar em contato com isso mais profundamente, ótimo. Aí, a religião será ponte, será abertura, será ligação mais profunda consigo mesmo e com os outros seres humanos, que aí chamaremos de irmãos - "meus iguais": nem abaixo, nem acima. Sem divisões, sem exclusões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se você for religioso, agnóstico ou ateu, ou pegar qualquer outra crença e torná-la importante para você de um modo que te feche para o encontro e para o diálogo, e a use para julgar, condenar, menosprezar e excluir o outro - aí entra em ação um mecanismo que é uma tentação permanente para os seres humanos, e que se manifesta independente da religião (ou falta de) da pessoa. Tenho visto muito isso entre os ateus: uma maneira de defender seu ateísmo chamando os religiosos de estúpidos e cegos que soa muito parecido com os religiosos dizendo que os ateus são imorais e vão para o inferno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem, acho perfeitamente válido ser ateu. José Saramago era ateu, militava ativamente contra a Igreja Católica, e era um humanista de carteirinha. Era de um humanismo tão profundo e tocante que é evidente que, com Cristo ou sem Cristo, ele captou a ideia da coisa melhor do que muito cristão que se encontra por aí. E, sinceramente, isso - como você vive a sua vida e se relaciona - é muito mais importante do que a palavra que você usa para se descrever. No Evangelho, aliás, é também disso que Cristo fala ao advertir que não adianta dizer "Senhor, Senhor", declarar-se &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/10/o-que-e-o-essencial-para-viver-como.html" target="_blank"&gt;seu seguidor&lt;/a&gt;, e não agir como tal. Ele deixa muito claro que os atos são muito mais importantes que as palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as palavras e as opiniões... outro dia li uma discussão (não me lembro onde agora, se lembrar coloco o link) toda baseada em argumentos técnicos do Direito em que essa história de brandir o direito à liberdade de expressão como desculpa para poder sair ventilando ofensas por aí, do ponto de vista do Direito, é um equívoco, porque o respeito à dignidade humana se antepõe à liberdade de expressão. Quer dizer, existem direitos mais importantes que outros, e o direito que eu tenho de ser respeitada é mais importante do que o seu de falar qualquer coisa que lhe venha à cabeça. Muito simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo, com todo o amor. Cuidem-se bem por aí neste Carnaval.&lt;/i&gt; ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cris&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-8743084911792741686?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/8743084911792741686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=8743084911792741686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8743084911792741686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8743084911792741686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/sobre-necessidade-de-acreditar-em-deus.html' title='Sobre a necessidade de acreditar em deus (e as palavras)'/><author><name>Cris Serra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00915561338458144002</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-HJcLBCHA0mA/Tp4c4u7agyI/AAAAAAAAAEI/iaqMmNe45Ac/s220/cris%2BTW.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OvKQ1VuCC4U/T0Iq7q2mIkI/AAAAAAAABZA/z9BlvnS9bgQ/s72-c/atheist-black-difference-fobia-gay.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-541820889114772997</id><published>2012-02-20T09:04:00.000-02:00</published><updated>2012-02-20T09:04:54.297-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='respeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundamentalismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='territórios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>''É preciso questionar a nossa ansiedade diante da pluralidade''</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-941LDhcGLts/T0IocIXKL9I/AAAAAAAABYw/dMxy1rmkWto/s1600/WardRoberts2.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-941LDhcGLts/T0IocIXKL9I/AAAAAAAABYw/dMxy1rmkWto/s400/WardRoberts2.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.wardrobertsphoto.com/" target="_blank"&gt;Ward Roberts&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A socióloga francesa Danièle Hervieu-Léger analisa a pluralização das nossas sociedades, enfatizando a paradoxal homogeneização contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem é de Élodie Maurot, publicada no jornal La Croix, 06-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a entrevista, aqui reproduzida via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506693-e-preciso-questionar-a-nossa-ansiedade-diante-da-pluralidade-entrevista-com-daniele-hervieu-leger" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De onde vêm as nossas interrogações recorrentes sobre a pluralização das nossas sociedades?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio essa inquietação como uma curiosa inversão dos diagnósticos anteriores – que remontam, grosso modo, aos anos 1960 – que consistia em pôr em discussão o monolitismo da nossa sociedade e em reivindicar a possibilidade de expressar a pluralidade das situações, dos pontos de vista, das identidades que eram anuladas ou limitadas pelas restrições de um sistema. Desejava-se reivindicar o reconhecimento da singularidade e da diversidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, estamos um pouco no extremo oposto! Preocupamo-nos com a manifestação dessas diferenças por serem suscetíveis de ameaçar o viver juntos... Penso que essa inversão deve ser estudada, investigada. Por que hoje temos a sensação de que a pluralidade está em excesso, enquanto há 50 anos achava-se que ela estava faltando? Na verdade, a diversidade é percebida como uma riqueza e uma oportunidade contanto que possa ser ordenada dentro de um projeto comum. Sem um dispositivo de codificação comum, as afirmações dos indivíduos não permitem a leitura da carta do social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pode citar alguns fortes indicadores da pluralização?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer coisas banais, considerando que a mundialização, a aceleração da circulação das pessoas e das informações, a rapidez da mudança em todos os âmbitos nos dão a sensação de sermos bombardeados por uma quantidade cada vez maior de novidades e de diversidade. Na incerteza resultante dessa mudança permanente, os julgamentos, as opiniões se dispersam sem poder se confrontar em um debate público produtivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o exemplo da ciência. Vivemos por muito tempo com um consenso – pelo menos relativo – sobre os benefícios do desenvolvimento da ciência. Hoje, a nossa relação com a ciência é muito mais complexa. Sabemos que mais ciência não é apenas mais capacidade de destruição, mais questões éticas difíceis, mas sobretudo, paradoxalmente, um número ainda maior de problemas não resolvidos, cujos resultados escapam aos cidadãos. Queremos transgênicos ou não? O debate não se traduz em "a favor" ou "contra". Ele é muito mais pluralizado. Não opõe apenas "progressistas" de um lado e "reacionários" de outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, pôde-se descrever a cena social dividindo-a entre aqueles que queriam ir para o movimento e aqueles que, ao contrário, o rejeitavam e se opunham a ele. Essa simplificação não se sustenta mais hoje. Mesmo no campo religioso, o esquema que opõe "progressistas" e "conservadores" ou "tradicionalistas" simplifica muito e não permite dar um quadro completo da variedade das opiniões religiosas e das opções espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No seu livro "Catholicisme, la fin d'un monde" ("Catolicismo, o fim de um mundo"), você descreve o colapso – no fundo, recente – da cultura cristã comum...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diminuição da população católica praticante na França começou há muito tempo, mas esse processo foi por muito tempo compatível com a preservação de uma matriz cultural originária do catolicismo, secularizada. Os indivíduos, embora não fossem de convicção católica, embora estivessem distantes ou fossem hostis ao catolicismo, se inseriam nessa matriz comum, que ajudou a dar forma às instituições seculares (o Estado, a escola, o hospital, a universidade, a família...) e continuou impregnando as mentalidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse ponto de vista, a França, um país muito secularizado e religiosamente plural de longa data, podia, no entanto, ser chamado de "país de cultura católica". A partir dos anos 1960, observa-se a dissolução dessa matriz cultural com o advento de uma cultura mundializada do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que poderia substituir hoje essa matriz cultural?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu observo é precisamente que não há nada que possa substituí-la. A ideia de "cultura comum" é uma noção praticamente vazia, e essa é uma das causas do aumento das obsessões comemorativas e patrimoniais que são um modo um pouco desesperado para retomar as rédeas. A nossa sociedade é composta por universos culturais separados, que entram muito pouco em contato uns com os outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afirmação pode parecer em contradição com a suposta "homogeneização" de uma cultura mundializada, mas a circulação mundializada de bens culturais não significa a apropriação compartilhada de saberes, de valores, de experiências que poderiam desenvolver uma relação comum com o mundo. Os grandes relatos federadores – nacional, operário, católico, secular – perderam a maior parte da sua capacidade mobilizadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses grandes relatos, confrontando-se e polemizando entre si, criavam o espaço para uma pluralidade fecunda. A atonia presente do debate público é um indicador da dispersão e da impermeabilidade dos universos culturais uns aos outros, como bolhas flutuantes umas ao lado das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você propôs, em "O Peregrino e o Convertido" (Ed. Vozes, 2008), uma leitura da crescente diversidade religiosa nas nossas sociedades. Desde então, você tem visto uma evolução na pluralidade religiosa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha opinião não mudou, mas também observo o crescimento de um fenômeno ao qual eu não tinha prestado atenção suficiente naquele momento, que é o do esgotamento do peregrino! Eu associava a figura do peregrino – e a mobilidade que lhe é conexa – a uma espécie de apetite pela descoberta de novos territórios, uma atração espiritual pela alteridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convertido, ao contrário, era como um peregrino que depunha suas malas, suspendia a busca e assumia a sua identidade religiosa como uma escolha pessoal, pronto para ir, depois, de escolha em escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que constato hoje é que a trajetória do peregrino não chega necessariamente a uma escolha. Ele também pode se esconder, se diluir, quando a busca espiritual é submersa pela dificuldade de ser si mesmo, como diz Ehrenberg. A religiosidade peregrina também pode ser uma forma – que merece atenção – de sair da religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que você diria sobre a qualidade da diversidade religiosa hoje? É real?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "metáfora do supermercado" foi muito utilizada para descrever a diversidade religiosa contemporânea, com a ideia de que o indivíduo faz as suas "compras" de bens simbólicos e espirituais e coloca em seu carrinho o que quiser. Fora do quadro das instituições, ele compõe, então, o seu pequeno relato crente singular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa metáfora também pode ser lida de forma diferente. O supermercado também é o lugar em que se encontram todos os tipos de marcas diferentes que cobrem um produto, no fundo, idêntico. No âmbito dos bens simbólicos e religiosos, assim como em outros âmbitos, a economia ultramoderna produz tanto a padronização da produção, quanto a extrema personalização do consumo. Somos convidados a consumir, "como se nos fossem destinados pessoalmente", produtos absolutamente iguais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente das diversas famílias religiosas, constata-se assim uma redução minimalista da mensagem religiosa – do ponto de vista da sua densidade teológica – e uma diversificação da "oferta", apresentada em uma forma que se considera adaptada para responder às expectativas mais imediatas dos consumidores espirituais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-541820889114772997?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/541820889114772997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=541820889114772997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/541820889114772997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/541820889114772997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/e-preciso-questionar-nossa-ansiedade.html' title='&apos;&apos;É preciso questionar a nossa ansiedade diante da pluralidade&apos;&apos;'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-941LDhcGLts/T0IocIXKL9I/AAAAAAAABYw/dMxy1rmkWto/s72-c/WardRoberts2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-5420822479302743516</id><published>2012-02-19T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-19T15:00:04.679-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trans'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Elas são mais corajosas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-l9LbYmOoCRs/Tz93W8UQvgI/AAAAAAAABYo/iXn62Ft3yYo/s1600/015_Bentham_DragQueen_002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-l9LbYmOoCRs/Tz93W8UQvgI/AAAAAAAABYo/iXn62Ft3yYo/s400/015_Bentham_DragQueen_002.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://rhmfoundation.org/collect/index.php/selection/web-nominee/63-johnbentham/" target="_blank"&gt;John Bentham&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Entre os segmentos mais excluídos da sociedade, travestis e transexuais se organizam para enfrentar as inúmeras violências que sofrem no dia-a-dia. Matéria publicada na &lt;a href="http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_materia.php?codMateria=3185/elas-sao-mais-corajosas" target="_blank"&gt;Revista Fórum&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em nenhum momento eu soube que era travesti. Eu sou completamente heterossexual e acho que isso não tem dúvida.” Era assim que o jogador de futebol Ronaldo justificava, no programa Fantástico, da Rede Globo, o fato de ter ido a um motel com três travestis. O foco de discussão da mídia se concentrava justamente na questão do atleta ter supostamente tido relações homossexuais. Uma forma velada de homofobia que escancara um dos segmentos mais excluídos da sociedade brasileira: as transgêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora haja controvérsias sobre o tema, pode-se dizer que, de forma geral, transgêneros são pessoas que não se identificam com o seu sexo biológico. Isso se expressa desde o hábito de usar roupas do gênero oposto, fazer tratamentos hormonais e cirurgias estéticas ou mesmo operações de mudança de sexo. Neste último caso, estariam as transexuais, que rejeitam ou não sentem prazer com seus órgão genitais, enquanto com as travestis isso não necessariamente ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ambas enfrentam o estranhamento e a intolerância no seu dia-a-dia, sendo muitas vezes discriminadas, até mesmo por homossexuais. “De modo geral, muitas transexuais e travestis são postas para fora de casa pelos seus próprios familiares, por volta dos 13 ou 14 anos. Normalmente, neste período é que começa a busca pela nossa verdadeira identidade sexual”, explica a transexual pernambucana Aleika Barros, representante e coordenadora da Articulação e Movimento de Transgêneros em Pernambuco (Amotrans-PE). “Este ato de exclusão já contribui bastante para que estas pessoas sintam na pele a intolerância”, garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos e pesquisas vão ao encontro da realidade contada Aleika. É nos dois ambientes mais importantes para crianças e adolescentes, o próprio lar e a escola, que travestis e transexuais sentem pela primeira vez o estigma e a discriminação que em geral as acompanham pelo resto da vida. Com isso, a saída de casa e o precoce contato com a prostituição acabam se tornando algo comum a muitas delas, com o quase simultâneo abandono da vida escolar. De acordo com o estudo Travestis profissionais do sexo: vulnerabilidades a partir de comportamentos sexuais, que coletou dados por meio de entrevistas individuais com cem travestis profissionais do sexo da cidade de Uberlândia (MG), 53% têm até o ensino fundamental incompleto e nenhuma possuía ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A baixa escolaridade deste segmento é enorme. E mesmo quem consegue ultrapassar essa barreira, acaba excluída devido ao preconceito”, conta Majorie Marchi, presidente licenciada da Associação de Transgêneros do Rio de Janeiro (Astra-Rio), organização que conta com 1.300 associadas em todo o estado. “A escola é o lugar das primeiras rejeições vividas na infância, mesmo as que não usam trajes, quando emanam um sinal de sexualidade fora dos padrões, acabam saindo, não há o reconhecimento da identidade”, relata ela, que é travesti desde os 13 anos e viveu da prostituição dos 14 aos 28. Atualmente, participa da Câmara Técnica de Elaboração do programa estadual Rio sem Homofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Majorie tem sido uma das vozes mais ativas do movimento GLBT na contestação ao tratamento que a mídia deu ao caso Ronaldo. Em nota oficial da associação, ela reivindica que “as travestis e transexuais sejam respeitadas na sua identidade de gênero, que é feminina, e que sejam identificadas por seus nomes sociais, e não pelos nomes de registro”. E prossegue: “Infelizmente, a maior parte da mídia não tem observado esse princípio, que faz parte de um direito humano fundamental, preservando a dignidade das pessoas, que têm o direito de ser tratadas como se reconhecem.” Em outra nota, ela protesta contra a apresentadora Ana Maria Braga, que teria dito em uma entrevista com o “Fenômeno”, que ele “deveria dormir mais cedo em vez de se envolver em situações como essa e com esse tipo de gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O senso comum não vê a transexualidade como uma visão possível de sexualidade”, aponta a cientista social Larissa Pelucio, pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero da Universidade de Campinas (Pagu/Unicamp). Para ela, a imprensa tem dificuldade em reconhecer a travesti como um tipo de expressão de gênero distinto da caricatura usual que se faz delas. Larissa realizou um trabalho etnográfico com travestis, em especial da cidade de São Carlos (SP), e, segundo ela, um dos pontos mais importantes desse trabalho foi “ver a dimensão humana e as estratégias que elas têm que desenvolver para enfrentar o preconceito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período em que conviveu com travestis, Larissa conta que presenciou não somente as agressões físicas, algo tristemente normal para aquelas que trabalham nas ruas, mas a violência velada, só visível para quem é alvo dela. “São atos como impedir que a travesti entre em algum lugar. É um mal-estar constante. Nem sempre a violência física é o ato mais brutal, mas o riso no supermercado, os olhares na fila do banco, no circular”, observa. “A travesti desafia os catálogos identitários, não é homem, nem mulher, nem gay, segmentos que ainda têm um grau de aceitação maior na sociedade”, analisa o psicólogo Marcos Garcia, autor da tese de doutorado Dragões: gênero, corpo, trabalho e violência na formação da identidade entre travestis de baixa renda. Ele ressalta a dificuldade que elas enfrentam para sair da condição de profissional do sexo, em especial as que ganham menos. “Uma mulher que trabalha na prostituição, quando envelhece, tem a oportunidade de mudar de profissão e esconder seu passado. Já a travesti tem muito mais dificuldade por conta do estigma”, esclarece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agressões corriqueiras&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;“É uma vida difícil. Assim, difícil porque a gente não tem outro jeito. Então é melhor arriscar. Aí, põe Deus na frente e vem. A violência continua do mesmo jeito. Eu tô achando que tá até piorando mais ainda.” Esse era um trecho de um depoimento da travesti Gleice, no filme Basta um Dia, do documentarista Vagner de Almeida. Tristemente profético, já que ela foi assassinada depois, em novembro de 2007, por um cliente, conforme depoimento de Almeida, que tem muitas outras histórias como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódios de agressão são corriqueiros, em especial para aquelas que fazem programas nas ruas. “São filhinhos de papai que passam tacando ovos, extintores, urina em sacos plásticos, fezes, pedras, isso quando não vêm grupos que espancam todas que encontram pela frente”, descreve Cris Stefanny, coordenadora-geral da Associação das Travestis de Mato Grosso do Sul (ATMS) e que também faz parte do Conselho Nacional de Combate à Discriminação. Ela ressalta que boa parte da violência sofrida pelas travestis é resultado da relação com os próprios clientes. “Quando não querem pagar pelo preço combinado com as travestis e transexuais profissionais do sexo, começam a dar escândalos e chamam a polícia com a mesma conversa da Carochinha de que foi ver o coelhinho da páscoa e dar volta na mula sem cabeça quando deparou com uma travesti que queria lhe roubar”, ironiza. “Como entre homens e mulheres, no meio também existem travestis boas e ruins, mas na maior parte dos casos que param na delegacia tudo não passou de desentendimento comercial. E sempre o cliente vem com o papo de que não sabia que se tratava de uma travesti, como se sair com travesti fosse ato anormal e elas não fossem pessoas merecedoras de direitos e dignidade”, completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo aquelas que conseguem se fazer notar pelo ativismo e pela defesa da diversidade, saindo do gueto, estão sujeitas a humilhações. A travesti Marcelly Malta, servidora pública da prefeitura de Porto Alegre e militante na área dos direitos das travestis e transexuais, foi homenageada pela prefeitura de Porto Alegre no Dia Internacional da Mulher deste ano. Malta recebeu um diploma oferecido a quem se destacou nas ações de parceria com o município, em prol do desenvolvimento da cidade e da melhoria das condições de vida das comunidades onde estão inseridas. Mas nem este reconhecimento vence o preconceito. No dia 13 de maio, Malta denunciou ter sofrido uma agressão no complexo hospitalar onde trabalha há 28 anos na capital gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A servidora conta que se desentendeu com seguranças na saída do Posto de Atendimento Médico 3 (PAM 3) da rede municipal por causa de sua identificação. Na discussão, foi agredida e levada a uma sala vazia, onde foi chutada e esganada. “O que sinto mais não é a dor física e sim a dor psicológica. Minha auto-estima foi lá pra baixo”, declarou Marcelly Malta. Ela registrou queixa na delegacia e compareceu ao Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito, onde foi constatada luxação na faringe e em três costelas. A denúncia será levada ao Ministério Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, divulgou uma nota oficial para esclarecer a denúncia de Marcelly. De acordo com a nota, os agressores já foram identificados e “providências administrativas” estão sendo tomadas e diz que “é necessário afirmar que não existe qualquer tipo de argumento que justifique a violência sofrida pela senhora Marcelly Malta”. O secretário ressalta na nota que os seguranças agressores não são funcionários do município e fazem parte de uma empresa terceirizada, ironicamente chamada Grupo Reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O nosso país é muito homofóbico e as pessoas se acham no direito até mesmo de assassinar”, afirma a deputada Cida Diogo, presidente da frente parlamentar GLBT da Câmara dos Deputados, que trabalha em prol da aprovação do PLC 122, que criminaliza a homofobia – atualmente em tramitação no Senado –, além de ser autora de um projeto de inclusão do nome social no RG das travestis. “Elas estão me procurando e estamos pesquisando as bases jurídicas para ver se conseguimos aprimorar este projeto. A proposta é substituir o nome no registro pelo nome social, mesmo sem a cirurgia (de mudança de sexo)”, explica a deputada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A organização da luta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Hoje, existem diversas associações e grupos no Brasil organizados em torno da luta dos direitos de travestis e transexuais. Mas quase todos têm em comum a dificuldade em agregar apoios e chamar a atenção para a causa. “Muitas das trans já estão desacreditadas nessas lutas pela classe em busca de mais respeito e cidadania”, conta Aleika Barros, que participou da formação da Articulação e Movimento de Transgêneros de Pernambuco, estado que apresenta hoje o maior número de assassinatos de travestis no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No mundo inteiro, o movimento GLBT surge do movimento da classe média alta”, analisa o psicólogo Marco Garcia, destacando uma outra dificuldade dos movimentos, que é alcançar as transgêneros de baixa renda. “No Rio de Janeiro e em Salvador, por exemplo, existem associações mais fortes. As ONGs GLBT também estão ajudando elas a se organizar, mas tenho a impressão que o forte ainda está nas travestis da classe média. As mais pobres estão longe”, comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não podemos cair no lugar comum de vitimizar a travesti e esquecer de lhe proporcionar espaço de inserção nesta mesma sociedade que a exclui”, defende o documentarista Vagner de Almeida. “Sempre tem novas travestis entrando no mercado do sexo. Se elas não conseguem fazer a vida, ir para Europa, montar salão, o que acontece é o empobrecimento, podendo vir daí o envolvimento com as atividades ilícitas. Tudo fruto da discriminação”, pondera Garcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, aos poucos, as barreiras começam a ser vencidas. Em janeiro deste ano, o ministro da Saúde José Gomes Temporão recebeu um grupo de representantes das travestis, que apresentou um documento com reivindicações do segmento no campo da saúde. O documento foi entregue no dia 29 de janeiro, o Dia da Visibilidade das Travestis. Hoje, no Sistema Único de Saúde, as transgêneros já podem ser atendidas pelo seu nome social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra importante conquista é o projeto Damas, desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social da prefeitura do Rio de Janeiro. Durante quatro meses, as participantes recebem uma bolsa-auxílio e são assessoradas por uma equipe técnica que garante o acesso à educação, à capacitação profissional e à participação em palestras de direitos humanos, saúde, entre outras. Ao final do curso, realizam estágio em empresas privadas, organizações não-governamentais ou órgãos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A travesti Majorie Marchi concluiu seu curso em 2006 e depois trabalhou na secretaria de Assistência Social, colaborando com a reformulação do projeto. “Hoje o programa se divide em dois momentos: no primeiro, elas aprendem técnicas relativas ao mercado de trabalho e, no segundo, discutem orientação sexual”, explica. “Antes de fortalecer elas mesmas ou as entidades, elas precisam saber sua história, por isso trabalhamos com um conteúdo pragmático próprio, trabalhando orientação sexual e identidade de gênero e a história do movimento social GLBT.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ativista, Majorie não desanima, mesmo quando encontra dificuldades na discussão do tema, como a que ela conta ter acontecido em um dos encontros do Rio Sem Homofobia, uma câmera técnica inter-setorial. “Uma vez, em uma das reuniões com as secretarias do governo, uma representante de uma secretaria falou que seria um privilégio desenvolver projetos para a comunidade GLBT. Eu respondi o seguinte: não é privilegio não. O privilégio existe quando nosso quadro social é igualitário, mas quando o cenário é de desvantagem e as medidas são para igualar ou diminuir as mazelas, não há privilégio.” Pessoas como ela e outras ouvidas nessa matéria, além de tantas que lutam pela causa, podem finalmente tirar as transgêneros do gueto que o preconceito as condenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os riscos na busca do corpo perfeito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;“Queria me levantar da cama porque não conseguia suportar toda aquela dor, mas sabia que era a dor da beleza e não me mexi”, o depoimento é da travesti Fernanda, e faz parte do livro Princesa, um depoimento de uma travesti a um líder das Brigadas Vermelhas, e exemplifica a busca da travesti pela feminilizacão do seu corpo e a afirmação de sua identidade. No entanto, muitas delas possuem baixa renda e, desprovidas do acesso a meios e técnicas de custo elevado, recorrem a técnicas extremamente perigosas. São aplicações de silicone líquido, em uma combinação muitas vezes fatal de cola Superbonder e agulhas veterinárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo é rápido, ao contrário do tratamento com hormônios. Em horas, a travesti tem seu corpo modificado. Mas também é um processo doloroso. A sessão conta com a bombadeira, chamada assim por ser a responsável por “bombar” o corpo, isto é, injetar o silicone líquido na região. Também está presente uma assistente, em geral responsável pelo enchimento das seringas e pelo fechamento dos furos, realizado com pedaços de papelão e Superbonder. “O silicone injetável é um produto de uso industrial e migra no corpo. Migra para as virilhas, pernas, joelhos e pés. Nestes casos as travestis convivem com ele, e ocasionalmente têm problemas circulatórios”, explica a assistente social Eliana Chagas, que trabalha em uma organização de travestis em Aracaju (SE), a Associação das Travestis na Luta pela Cidadania (Unidas). O silicone já causou a morte de diversas travestis, principalmente quando a aplicação é nas mamas, pois pode migrar para os pulmões e outros órgãos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Aracaju, a Unidas, realizou uma pesquisa com as travestis do estado e constatou que 92% das entrevistadas conheciam amigas que tiveram complicações na aplicação. Mesmo assim, 80% fariam a aplicação do conteúdo. Para conscientizar as bombadeiras e as travestis, a Unidas produziu o livro Silicone – Redução de danos e organiza oficinas sobre o tema. “Fizemos as cartilhas com fotos, algumas até chocantes. Insistimos sempre nas discussões sobre o assunto, no cuidado com a higiene e assepsia do espaço físico onde as aplicações são feitas”, relata a assistente social. “Temos percebido que pelo menos aqui em nosso estado as aplicações nas mamas não têm mais acontecido. Conversamos por diversas vezes com as bombadeiras sobre estes riscos e as travestis têm buscado colocar próteses mamárias”, informou Eliana Chagas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Amo travestis mesmo"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Sim , amo travestis mesmo, já namorei uma durante quatro anos e fiquei casado com outra durante um ano, morei na mesma casa. Estou iniciando uma nova relação, espero que dê certo.” O depoimento é de Paulinho Cazé, 30 anos, que, ao contrário de outros t-lovers, não tem medo de demonstrar sua afeição publicamente. “Digo que sou um amante de travestis, assumo elas em qualquer lugar, isso na minha vida superou fronteiras, a ponto de minha família e amigos de infância aceitarem minha condição.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cazé tem um blogue, o SampaTrans, onde divulga as entrevistas que faz com travestis. “As meninas só querem ser respeitadas, nada mais, já os ‘amantes de travestis’ querem saber sobre como é a primeira experiência, pedem pra indicar uma transa... Perguntam se são gays ou não por que saem com travestis, essas coisas de quem está iniciando uma etapa na vida”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora Larissa Pelucio formou na rede de relacionamentos Orkut a comunidade “Homens que gostam de Travestis” (hoje com 5.056 membros), o que facilitou o seu contato com os t-lovers para realizar sua tese de doutorado. Vários dos perfis na comunidade não têm fotos de rostos, mas apenas de partes do corpo. Segundo ela, grande parte pertence à classe média, e são profissionais liberais, na maioria com idade entre 25 e 40 anos. São casados com mulheres, que costumam chamar de genetic girls.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na internet, as travestis reivindicam que seus parceiros façam como Paulinho Cazé e assumam sua orientação sexual, o que ajudaria a diminuir o preconceito. No mesmo Orkut, uma das travestis explica que “todos os namorados que tive eram homens heterossexuais que se apaixonaram por mim, e depois que nosso namoro acabou eles voltaram a namorar ou casar com mulheres. Mas enquanto estivemos juntos, eles me assumiram totalmente diante de suas famílias e amigos. Já com os t-lovers, eu tive casos fortuitos e às escondidas. Hoje, que tenho mais consciência política, me nego a ter um namorado que não me assuma. Para mim, isso passou a ser um defeito grave, por mais belo que seja o cara”. E prossegue, repudiando o comportamento dos parceiros que procuram relações, mas que as enxergam “simplesmente como um o obeto sexual. Um tipo de cafajeste que transa com as trans, mas diante da sociedade fala mal das travestis, enfim, o comportamento típico de quem vive no armário. Um verdadeiro t-lover é um homem que se realiza não só sexualmente, mas afetivamente, com uma trans, além de assumi-la diante de todos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por Brunna Rosa e Glauco Faria&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-5420822479302743516?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/5420822479302743516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=5420822479302743516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5420822479302743516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5420822479302743516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/elas-sao-mais-corajosas.html' title='Elas são mais corajosas'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-l9LbYmOoCRs/Tz93W8UQvgI/AAAAAAAABYo/iXn62Ft3yYo/s72-c/015_Bentham_DragQueen_002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-4148993460066968197</id><published>2012-02-19T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-19T06:00:05.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exegese'/><title type='text'>Ressuscitar contra tudo e contra todos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vM8OJNTj99o/Tz7k7HTSs0I/AAAAAAAABYI/NLd6rH54Go0/s1600/ressurrection.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-vM8OJNTj99o/Tz7k7HTSs0I/AAAAAAAABYI/NLd6rH54Go0/s1600/ressurrection.jpg" width="166" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506635-ressuscitar-contra-tudo-e-contra-todos" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se Cristo está vivo e se ele atua ainda hoje no nosso mundo e na nossa Igreja, ele deve necessariamente ter uma linguagem nova e realizar novas ações, através de seus discípulos atuais, para que nós possamos dizer também: Nunca vimos nada semelhante! A Ressurreição se realiza contra tudo e contra todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão é de &lt;a href="http://www.lesreflexionsderaymondgravel.org/" target="_blank"&gt;Raymond Gravel&lt;/a&gt;, sacerdote de Quebec, Canadá, publicada no sítio &lt;a href="http://www.culture-et-foi.com/dossiers/homelies/index.htm" target="_blank"&gt;Culture et Foi&lt;/a&gt;, comentando as leituras do 7º Domingo do Tempo Comum (19 de fevereiro de 2012). A tradução é de Susana Rocca, aqui reproduzida via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506635-ressuscitar-contra-tudo-e-contra-todos" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências Bíblicas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1ª leitura: Is 43,18-19.21-22.24-25&lt;br /&gt;2ª leitura: 2 Co 1,18-22&lt;br /&gt;Evangelho: Mc 2,1-12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo os textos bíblicos de hoje podemos nos fazer a seguinte pergunta: Quem é, então, o nosso Deus? Deus é criador e mesmo recriador; “Vejam que estou fazendo uma coisa nova: ela está brotando agora, e vocês não percebem?” (Is 43,19). Deus também é perdão: “Era eu mesmo, por minha conta, quem acabava limpando suas transgressões e não me lembrava mais de seus pecados” (Is 43,25). Deus se realiza através de seu Filho que foi sempre um sim: “De fato Jesus Cristo, o Filho de Deus, que eu, Silvano e Timóteo anunciamos a vocês, não foi ‘sim e não’, mas unicamente ‘sim’. Todas as promessas de Deus encontraram nele o seu sim” (2 Co 1,19-20). Finalmente, Deus se mostra através de Cristo como aquele que perdoa, que cura, que levanta e que ressuscita: “Pois bem, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem poder na terra para perdoar pecados – disse Jesus ao paralítico –, eu ordeno a você: Levante-se, pegue a sua cama e vá para casa” (Mc 2,10-11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse trecho de Marcos, bastante inusitado, particular, quanto à atuação do próprio evangelista, mostra que Jesus está em casa, na casa de Pedro, isto é, a Igreja, para ensinar e anunciar a Palavra, a Boa Notícia. Está cheio de obstáculos que impede o paralítico de se aproximar de Jesus, de maneira que os quatros homens que o levam ficam obrigados a subir ao telhado, de fazer um buraco no teto, para poder descer o paralítico até Jesus, que está no interior da casa. O que significa isso? Quem são esses homens? Quem é o paralítico? Que mensagens podemos tirar desse evangelho, hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os quatro homens: No primeiro capítulo do evangelho de Marcos (Mc 1,16-20), vemos Jesus que chama Simão, seu irmão André, Tiago e seu irmão João, que deixam as suas ocupações para seguir a Cristo. Eles se tornam discípulos. Eles são quatro. Como discípulos eles têm a missão de levar Cristo aos feridos da vida, aos coxos, aos paralíticos, aos excluídos, aos marginalizados. Sem dúvida, eles são os que conduzem o paralítico do evangelho de Marcos até Cristo. O que lhes anima é a sua grande fé. Nenhum obstáculo consegue detê-los: nem a multidão que invade a casa, a Igreja, e que impede o acesso ao paralítico, ao ferido, excluído pela comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses quatro homens são discípulos, cristãos engajados, que realizam a missão cristã. É na fé deles, e não na fé do paralítico (Marcos não diz nada em relação a isso), que pode-se operar a cura: “Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico...” (Mc 2,5). E para mostrar claramente que se trata de uma cura do coração, de uma inclusão e de uma integração na comunidade: “Jesus disse ao paralítico: ‘Filho, os seus pecados estão perdoados” (Mc 2,5). Aqui Jesus age como um profeta. Ele fala em nome de Deus. Ele não diz: eu te perdoo os pecados, mas: Teus pecados são perdoados... por Deus. Então, a fé de um discípulo, de um cristão, pode liberar mais alguém, integrá-lo, tirá-lo da paralisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O paralítico: Ele não tem nome; ele não fala e o evangelista não diz nada sobre ele, somente que ele é paralítico, incapaz de se mexer, de avançar, de se manter de pé. Esse paralítico representa todas aquelas pessoas que precisam de cura, de perdão, de amor e de esperança. Esse paralítico é cada um e cada uma de nós, em determinados momentos da nossa vida. Como nós não estamos sós no planeta, e que a fé cristã não é individual, o evangelista nos lembra que nós temos necessidade dos outros para ficar curados. Precisamos ser levados pela fé dos outros, dos quatro homens, dos discípulos de Cristo, da Igreja, para poder nos aproximar de Jesus Ressuscitado, para poder reencontrá-lo e que ele nos coloque de pé, nos ressuscite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O perdão e a ressurreição: A cura pelo perdão e a ressurreição vão juntas. Jesus diz: “O que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levante-se, pegue a sua cama e ande’?” (Mc 2,9). O perdão nos libera, nos desvincula do que nos encadeia, nos paralisa; ele nos ressuscita, e uma vez ressuscitados, ficamos em pé, caminhamos, avançamos, voltamos para casa. Não ficamos no lar, na igreja, contemplando: saímos em missão: “O homem (não é mais um paralítico) então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos” (Mc 2,12). Por sua vez, esse homem se torna discípulo, disposto a proclamar a Boa Nova, o Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Os obstáculos: Fica evidente que acolher o outro, o estrangeiro, o ferido da vida, o paralítico, incomoda os intelectuais, a instituição e seus dirigentes. São Marcos nos diz que há escribas na assistência, que recusam essa novidade do Cristo da Páscoa: “Por que este homem fala assim? Ele está blasfemando! Ninguém pode perdoar pecados, porque só Deus tem poder para isso!” (Mc 2,7). Mesmo hoje, são muitos os escribas que se recusam e que querem impedir a novidade do evangelho: uma mulher que faz um aborto deve ser excomungada! Não dá para acolher na mesa eucarística um divorciado, casado novamente, ou alguém que se diz favorável ao casamento gay! Esses são comentários que, infelizmente, ainda hoje ouvimos dentro da nossa Igreja. Se eu leio bem o evangelho e os outros textos de Paulo, de hoje, parece que tudo é possível. Na fé dos discípulos Cristo pode curar, perdoar, levantar, ressuscitar todos os paralíticos da terra, e isso sem a autorização dos escribas e dos dirigentes do momento. Cristo realiza plenamente essa profecia de Isaias que temos na primeira leitura de hoje: “Vejam que estou fazendo uma coisa nova: ela está brotando agora, e vocês não percebem? Abrirei um caminho no deserto, rios em lugar seco” (Is 43,19). E este mundo novo começa na Páscoa, renova-se constantemente, cada vez que um paralítico é levado pelos crentes, pelos discípulos, e levado até Cristo para que seja liberado, ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última frase do evangelho de Marcos deveria considerada: “E todos ficaram muito admirados e louvaram a Deus dizendo: ‘Nunca vimos uma coisa assim!’” (Mc 2,12). Se Cristo está vivo e que ele atua ainda hoje no nosso mundo e na nossa Igreja, ele deve necessariamente ter um linguagem nova e realizar novas ações, através de seus discípulos atuais, para que nós possamos dizer também: Nunca vimos nada semelhante! A Ressurreição se realiza contra tudo e contra todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, o perdão não nos faz somente ficar curados e ressuscitados; ele nos faz ver também a importância e a utilidade do pecado. O teólogo belga Jean Vernette escreve: “Um velho rabino contava: Cada um de nós está unido a Deus por um fio. E quando cometemos uma falta, o fio se quebra. Mas quando nos arrependemos da nossa falta, Deus faz um nó no fio. De repente, o fio fica mais curto que antes. E o pecador fica um pouco mais perto de Deus. Assim, entre falta e arrependimento, entre nó e nó, nós nos aproximamos de Deus. Finalmente, cada um dos nossos pecados é uma ocasião de encurtar a corda de nós, e de chegar mais rapidamente perto do coração de Deus”. Sem dúvida que não é por nada que São Paulo dizia que tudo é graça, mesmo o pecado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-4148993460066968197?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/4148993460066968197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=4148993460066968197&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4148993460066968197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4148993460066968197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/ressuscitar-contra-tudo-e-contra-todos.html' title='Ressuscitar contra tudo e contra todos'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vM8OJNTj99o/Tz7k7HTSs0I/AAAAAAAABYI/NLd6rH54Go0/s72-c/ressurrection.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3020347909482029857</id><published>2012-02-18T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-18T15:00:07.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Cristãos negros, e não por acaso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UcT1fM1rZDg/Tz9zRXy4HRI/AAAAAAAABYg/VGev904G-co/s1600/Attualita_06.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://1.bp.blogspot.com/-UcT1fM1rZDg/Tz9zRXy4HRI/AAAAAAAABYg/VGev904G-co/s400/Attualita_06.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505912-cristaos-negros-e-nao-por-acaso" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nos últimos 30 anos, nas Igrejas cristãs da América Latina, foi-se desenvolvendo uma nova teologia, filha das comunidades negras descendentes dos escravos africanos, que une vontade de justiça, feminismo e inculturação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem é de Mauro Castagnaro, publicada na revista Jesus, de dezembro de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto, aqui reproduzida via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505912-cristaos-negros-e-nao-por-acaso" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou a filha da teologia da libertação, porque sempre me identifiquei com a opção pelos pobres. No entanto, a minha pesquisa teológica começou da percepção de que a minha experiência de mulher, o fato de não querer ser marginalizada na Igreja como negra e, sobretudo, a intensa espiritualidade da população afrocolombiana exigiam uma reflexão mais aprofundada e inclusiva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas palavras de Maricel Mena López, professora de Novo Testamento na Pontifícia Universidade Xaveriana de Bogotá, não descreve, apenas, de um ponto de vista feminino, um itinerário individual, mas também são representativas do processo mediante o qual surgiu a teologia afroamericana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos 30 anos, de fato, paralelamente ao surgimento de movimentos negros na cena sociopolítica e cultural latino-americana, também nas Igrejas – e particularmente na católica – ganhou espaço uma tentativa de reler a mensagem evangélica e o cristianismo dentro da vivência das comunidades afroamericanas, marcadas pelo violento desenraizamento da África, por séculos de escravidão e de revoltas, pela opressão, pela discriminação, pela marginalização e pela pobreza que ainda hoje acompanham a condição da grande maioria dos 150 milhões de afrodescendentes, presentes principalmente no Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador, na costa atlântica da Nicarágua e Honduras, e no Caribe (Haiti, Cuba, Jamaica e República Dominicana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre eles, no entanto, cresceu a conscientização e a reivindicação da sua própria identidade cultural. Mena López resume: "A teologia afroamericana nasce da discriminação racial e da experiência de Deus vivida pelas comunidades negras em todo o continente. Ela propõe uma reflexão enraizada nas nossas cosmovisões culturais e religiosas, começando pelo culto praticado por diversas comunidades afrocatólicas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida, pelo menos no plano do Magistério continental, é geralmente considerado o documento final da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Puebla, no México, em 1979: o texto, referindo-se aos "rostos concretos" que assume "a situação de extrema pobreza generalizada" e em que "devemos reconhecer os traços sofredores de Cristo", dita os afroamericanos definindo-os, assim como os índios, de "os mais pobres entre os pobres".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1980, realizaram-se 11 Encontros de Pastoral Afroamericana, o último dos quais na Cidade do Panamá, em 2009, promovido pelo Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), enquanto, desde 1985, com uma frequência mais ou menos decenal, ocorreram três Consultas Ecumênicas de Teologia Afroamericana e Caribenha, e desde 1999 a Associação Ecumênica de Teólogos e Teólogas do Terceiro Mundo realizou quatro Encontros de Teologia Afroamericana e Caribenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À produção teológica popular, ligada diretamente à pastoral afro, juntam-se alguns órgãos de pesquisa, elaboração e divulgação como o Centro Afroequatoriano de Quito e o Centro Atabaque de Cultura Negra e Teologia de São Paulo, no Brasil, assim como grupos como o Guasá, na Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, aumentou o número de bispos negros, surgiram espaços inter-religiosos em que participam padres, religiosas, pastores protestantes, pais de santo e mães de santo (que presidem os cultos do candomblé), houve grandes encontros dos órgãos de pastoral negra católicos e protestantes, dos quais também participaram sacerdotes afro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre Antônio Aparecido da Silva, professor de Teologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pioneiro da pastoral afrobrasileira, falecido em 2009, explicava que "o Deus dos pobres se identifica com o povo negro. Deus é negro, caminha com o seu povo e se revela na sua história de marginalização como a única fonte de segurança". E identificava como tarefa principal da teologia afroamericana a de "ajudar a comunidade negra a compreender a sua fé no emaranhado tecido e na mistura das experiências religiosas", lembrando que "em algumas regiões do Caribe há comunidades de tradição protestante, mas a maioria da população negra do continente é católica. Uma parte significativa, no entanto, permanece fiel às tradições religiosas africanas, através do vodu (Haiti), do candomblé (Brasil) ou da santeria (Cuba). Igualmente significativo é o número de negros e negras que têm uma dupla filiação, participando da vida da Igreja católica e dos cultos afro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Sílvia Regina de Lima Silva, teóloga brasileira que atualmente trabalha em San José, na Costa Rica, no Departamento Ecumênica de Pesquisa (Dei) e na Universidade Bíblica Latino-Americana, "no início, falávamos de teologia negra da libertação, assumindo o lugar, espaço, corpo da negritude como ponto de partida do fazer teológico, promovendo a formação dos agentes de pastoral negros e a liturgia afro, a partir de uma hermenêutica negra da Bíblia, muito atenta ao Deus libertador, à prática libertadora de Jesus, ao compromisso de libertação das primeiras comunidades cristãs. Depois, o fato de descobrir o povo negro como imagem e semelhança de Deus nos ajudou a desmontar o Deus que nos foi imposto pelo colonialismo teológico e a abrir a pesquisa à pluralidade de imagens, experiências, culturas. Hoje, quando se fala de interculturalidade e diálogo inter-religioso na nossa experiência, há esse encontro com um Deus plural, que remete à diversidade, à criatividade, à diferença".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro da reflexão teológica afroamericana há questões relacionadas à vida cotidiana das comunidades negras, como a pobreza, a terra, a saúde e a educação, mas também as relações com as religiões tradicionais. Estas, explica Lima Silva, "foram para os negros na diáspora um lugar privilegiado de encontro com Deus, que nelas se revelou como solidário e fiel". Isso facilita um diálogo com o cristianismo, porque "muitos negros e negras tiveram nele uma experiência do Deus libertador semelhante à vivida nos cultos africanos, que têm um cuidado especial pela vida, pela saúde, pelos relacionamentos amorosos, pela sobrevivência financeira, com o uso de ervas, peixes etc. Para mim, que cresci em comunidades cristãs, foi muito bonito me encontrar com esse Deus dos meus antepassados e experimentar o seu cuidado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com López Mena, no entanto, "não se trata de inserir símbolos de um universo religioso em outro, mas sim de assumir e respeitar as riquezas de culturas não hegemônicas. O diálogo com as religiões afroamericanas deve ser conduzido a partir do conceito de 'macroecumenismo', que busca superar os limites impostos pelo 'ecumenismo' (limitado às Igrejas cristãs) e 'diálogo inter-religioso' (que nem sempre expressa a necessidade de um prática comum pela paz e pela justiça). O macroecumenismo implica respeito pelas diferenças religiosas e busca de ações comuns em favor de uma vida digna para todos e todas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Rodrigues da Silva, teólogo brasileiro e professor convidado em diversas universidades no país, salienta que o centro de tudo é a cristologia desenvolvida a partir do "Cristo negro de Portobelo, no Panamá, do Cristo Negro de Limón, na Costa Rica, e pelo Senhor do Bonfim, na Bahia. O primeiro é triste, sofredor, torturado, o Cristo da Senzala (a casa dos escravos nas plantações). O segundo é um Cristo glorioso, o Cristo dos reis espanhóis. E o terceiro é o Cristo da dança, da bênção. Três aspectos que remetem ao Jesus da história, que já é salvífico na perspectiva do povo afroamericano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Rodrigues da Silva, a teologia afroamericana está dando passos importantes na eclesiologia, "que surge a partir não só das comunidades eclesiais de base, mas também das comunidades quilombolas (onde vivem os descendentes dos escravos fugitivos das plantações), das confrarias e das congadas (festas populares religiosas)". E, acrescenta, "pode dar uma contribuição fundamental para enfrentar a 'questão ecológica', porque a essência dos mitos africanos – da água, da chuva, da floresta, da cura com as ervas – é o respeito pela natureza, que é mãe e vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vertente feminista adquiriu recentemente uma grande. Mena López recorda que esse filão "nasce da necessidade de produzir teologia a partir da vida comunitária e religiosa de mulheres latino-americanas negros, sejam cristãs, sejam pertencentes aos cultos afroamericanos. A teologia negra feminista se preocupa acima de tudo com a tríplice opressão – de classe, de gênero e de raça – que caracteriza a sua existência nas nossas sociedades. Nós, mulheres negras, nos confrontamos não só com o racismo e o sexismo da sociedade dominante e das suas estruturas patriarcais, mas também, de um lado, com o racismo de um movimento feminista dominado por mulheres brancas e, de outro, com o antifeminismo e o heterossexismo normativo do movimento negro, que não raramente expressa um machismo violento e exalta o super-homem. Essa teologia quer manifestar a revelação de Deus na vida das mulheres negras, partindo tanto do seu sofrimento pela discriminação e pelo racismo, quanto das suas lutas e resistências. Mesmo sem esquecer que continuam sendo vítimas da fome, das doenças e das taxas mais altas de desemprego, ela lhes resgata do papel de 'pobres', domésticas e escravas, e lhes recupera como detentoras de poder e sabedoria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ocorre também "reivindicando os seus próprios corpos como espaços sagrados de revelação, em resposta a uma sociedade que desvalorizou o corpo da mulher negra e de uma teologia que, durante séculos, o considerou como 'corpo de pecado'. O corpo é o espaço em que confluem as nossas alegrias, as nossas angústias, os medos, a fé e a esperança, em que a mulher negra experimenta o mundo, o divino e a salvação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa luz, no seu trabalho de biblista, Mena López se dedicou "à pesquisa de raízes afroasiáticas na Bíblia e ao estudo da influência dos povos de origem africana (Egito, Cuch ou Etiópia, Saba) na formação da tradição judaico-cristã. Depois, ao resgate de mulheres negras presentes na Bíblia dos papéis de escrava, bruxa e sedutora, evidenciando, por exemplo, como Hagar, a serva egípcia de Abraão, é a única mulher que fala diretamente com Deus (Gn 16); Séfora, a esposa de Moisés, é a única que circuncida um bebê (Ex 4), ato que a religião israelita reservava aos homens, e precisamente o papel sacerdotal da mulher cuchita parece estar na origem da hostilidade de Miriam e de Arão contra ela (Nm 12 e Ex 18). Assim, as afrocolombianas descobriram que o cristianismo não tinha chegado a elas apenas através da colonização, mas também havia uma herança bem mais antiga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, observa Rodrigues da Silva, "a teologia afroamericana custa para abrir espaço, porque o que provinha do povo da diáspora africana foi rotulado como sincretismo religioso". E Lima Silva vai mais longe: "Se existe a teologia negra, a teologia tradicional não é mais 'a' teologia. Ela deve renunciar a se apresentar como um 'universal' e reconhecer as suas próprias parcialidades".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as maiores dificuldades, retoma Rodrigues da Silva, foram registradas "no campo litúrgico, porque ainda não está claro como conectar os rituais africanos de tradições diversas e o rito católico ou protestante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1981, a Congregação vaticana para os Sacramentos e o Culto Divino vetou a Missa dos Quilombos, composta por Dom Pedro Casaldáliga, bispo de São Félix do Araguaia, e por ele celebrada em Recife nesse mesmo ano, juntamente com Dom José Maria Pires, arcebispo da Paraíba, e Dom Hélder Câmara, ordinário local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que desperta desconfiança, acrescenta Mena López, é também o fato de que, "enquanto os ocidentais separam o divino-espiritual, entendido como superior, do humano-corporal, considerado inferior, os afroamericanos e afroamericanas se expressam nas cerimônias com todo o corpo, na dança e com uma simbologia diferente, superando esses dualismos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho da inculturação parece ser, portanto, ainda muito longo caminho, mas no fundo resta o sonho de Dom Pires, hoje com 92 anos, "patriarca do cristianismo afroamericano", carinhosamente apelidado de "Dom Zumbi" (em homenagem ao líder da revolta negra decapitado em 1695): "Nós, negros, alimentamos a esperança de nos seja reconhecido o direito à cidadania eclesial. Estamos cada vez mais convencidos de que é possível para o negro ser discípulo de Cristo e viver na Igreja sem deixar de ser negro, sem renunciar à sua cultura, sem ter que abandonar a religião dos orixás (os ancestrais divinizados), que, como o judaísmo, poderá se deixar comprometer pela mensagem de Jesus Cristo" e ter "centenas de milhares de pequenas comunidades cristãs organizadas com base no terreiro (o espaço em que se celebra o culto do candomblé), com uma mãe de santo à frente, incorporando os valores evangélicos nas tradições africanas e mantendo uma profunda solidariedade com os mais pobres".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3020347909482029857?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3020347909482029857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3020347909482029857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3020347909482029857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3020347909482029857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/cristaos-negros-e-nao-por-acaso.html' title='Cristãos negros, e não por acaso'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UcT1fM1rZDg/Tz9zRXy4HRI/AAAAAAAABYg/VGev904G-co/s72-c/Attualita_06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-8175540317229423896</id><published>2012-02-18T14:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-18T14:00:00.228-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casamento igualitário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><title type='text'>A campanha pelo casamento gay no Brasil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0rDOoSOvNQI/Tz7m_4ZYPNI/AAAAAAAABYY/uaY3Tv5zBUU/s1600/casamento.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-0rDOoSOvNQI/Tz7m_4ZYPNI/AAAAAAAABYY/uaY3Tv5zBUU/s400/casamento.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Vocês viram esta nota que estava rolando no Facebook esta semana?&lt;/i&gt; :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque já gravou. Sandra de Sá, Zélia Duncan e a atriz Arlete Sales também. Caetano Veloso se comprometeu a dar seu depoimento. Todos esses figurões estrelarão a campanha em apoio à proposta de emenda constitucional que permite o casamento civil de homossexuais, elaborada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). Os vídeos serão veiculados a partir do próximo mês nas redes sociais. O projeto precisa de mais 70 assinaturas de parlamentares para começar a tramitar nas comissões técnicas da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leonel Rocha&lt;br /&gt;Reproduzido da coluna de Felipe Patury no site da &lt;a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/02/17/a-campanha-pelo-casamento-gay/" target="_blank"&gt;Revista Época&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-8175540317229423896?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/8175540317229423896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=8175540317229423896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8175540317229423896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8175540317229423896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/campanha-pelo-casamento-gay-no-brasil.html' title='A campanha pelo casamento gay no Brasil'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0rDOoSOvNQI/Tz7m_4ZYPNI/AAAAAAAABYY/uaY3Tv5zBUU/s72-c/casamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-5986176506386111996</id><published>2012-02-18T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-18T06:00:07.229-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exegese'/><title type='text'>Quantas pessoas precisam ser curadas por dentro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6RXt5NqkfKE/Tz7lfNlzIyI/AAAAAAAABYQ/r8pGLC7qtrk/s1600/paralitico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://2.bp.blogspot.com/-6RXt5NqkfKE/Tz7lfNlzIyI/AAAAAAAABYQ/r8pGLC7qtrk/s400/paralitico.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506633-quantas-pessoas-precisam-ser-curadas-por-dentro-quem-os-ajudara-a-se-por-em-contato-com-um-jesus-que-cura" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 2, 1-12 que corresponde ao 7º Domingo do Tempo Comum, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506633-quantas-pessoas-precisam-ser-curadas-por-dentro-quem-os-ajudara-a-se-por-em-contato-com-um-jesus-que-cura" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus foi considerado pelos seus contemporâneos um curador especial. Ninguém o confunde com os magos ou os curandeiros da época. Ele tem seu próprio estilo de curar. Não recorre a forças estranhas nem pronuncia conjuros ou fórmulas secretas. Não utiliza amuletos ou feitiços. Mas quando ele se comunica com os enfermos contagia-lhes a saúde. Os relatos evangélicos desenham de diferentes formas seu poder que cura. Seu amor apaixonado pela vida, sua íntima acolhida a cada enfermo, sua força para regenerar o melhor de cada pessoa, sua capacidade de contagiar sua fé em Deus criavam as condições que faziam possível essa cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não oferece remédios para resolver um problema orgânico. Aproxima-se dos enfermos na busca de uma cura desde sua raiz. Não procura somente uma melhora física. A cura do organismo fica englobada numa cura mais integral e profunda. Jesus não cura somente enfermidades. Ele sara a vida enferma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diferentes relatos têm sublinhado isso de diferentes formas. Livra os enfermos da solidão e da desconfiança contagiando-lhes sua absoluta fé em Deus: “Você já acredita?”. Ao mesmo tempo, os resgata da resignação e da passividade, despertando neles o desejo de iniciar uma vida nova: “Você quer curar-se?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acaba ali. Jesus os libera daquilo que bloqueia sua vida e o desumaniza: a loucura, a culpabilidade ou o desespero. Oferece-lhes gratuitamente o perdão, a paz, a benção de Deus. Os enfermos encontram nele algo daquilo que os curandeiros populares não lhes oferecem: uma nova relação com Deus que lhes ajudará a viver com mais dignidade e confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos narra a cura de um paralítico no íntimo da casa onde Jesus mora em Cafarnaúm. É o exemplo mais significativo para destacar a profundidade de sua força que cura. Vencendo todo tipo de obstáculos, quatro vizinhos conseguem trazer até os pés de Jesus um amigo paralítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus interrompe sua predicação e fixa seu olhar nele. Onde está a origem dessa paralisia? Quais são os medos, as feridas, os fracassos e culpabilidades obscuras  que estão bloqueando sua vida? O enfermo não diz nada, ele não se move. Ele esta ali diante de Jesus, amarrado a sua maca. Que precisa um ser humano para pôr-se de pé e seguir caminhando? Jesus fala-lhe com a ternura da mãe: “Filho, teus pecados estão perdoados”. Deixa de atormentar-se. Confia em Deus. Acolhe seu perdão e sua paz. Anima-te a levantar-te de teus erros e de teu pecado. Quantas pessoas precisam ser curadas por dentro. Quem os ajudará a se pôr em contato com um Jesus que cura?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-5986176506386111996?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/5986176506386111996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=5986176506386111996&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5986176506386111996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5986176506386111996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/quantas-pessoas-precisam-ser-curadas.html' title='Quantas pessoas precisam ser curadas por dentro'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6RXt5NqkfKE/Tz7lfNlzIyI/AAAAAAAABYQ/r8pGLC7qtrk/s72-c/paralitico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-1493354455885709980</id><published>2012-02-17T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-17T15:00:00.978-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Rainha da Bateria</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-I9NV-dEs6zA/TzxLp9HfRUI/AAAAAAAABXo/0uQSdlCIIig/s1600/how-to-look-good-naked-season-2-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-I9NV-dEs6zA/TzxLp9HfRUI/AAAAAAAABXo/0uQSdlCIIig/s400/how-to-look-good-naked-season-2-2.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://biscatesocialclub.wordpress.com/2012/02/10/rainha-bateria/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dia ela quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família foi contra. Nem ligava, ela iria mesmo assim. Sair nua no carnaval. Nua inteirinha. A arte da pintura corporal a adornar. Nada mais. Nem tapa-sexo. Não tinha sequer certeza de que seria permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candidatou-se. Os 118 quilos não eram impedimento legal, confirmou com a advogada. Sambava melhor que qualquer magra. Animava a bateria. Tinha uma voz incrível e um fôlego incomparável. Cantava e sambava, ao mesmo tempo, a distância do sambódromo inteirinha. Era uma verdadeira sereia do samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amava mulheres. Era, além de tudo, lésbica. Preta, pobre, gorda, lésbica e, claro, mulher. Ela que sonhava em sair nua no carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feito rodou as notícias, a mídia. Vieram repórteres de todo o Brasil, do mundo. Se ela conseguisse o posto de rainha seria a primeira gorda e a primeira lésbica a comandar no pé uma bateria do grupo especial. No começo estava até tímida com tantas perguntas. Não gostava de revelar o peso, nem a idade. Os repórteres insistiam. Ela lá, firme. Importava o peso? “Já não dá pra ver que sou gorda?”, retrucava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntavam sobre a família, afinal, duas mulheres de mais de 100 quilos que têm um filho e uma filha não é exatamente o padrão do comercial de margarina. Biscates, desafiavam o mundo inteiro com sua mera existência. Que não é mera coisíssima nenhuma, vale dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imoral. Pronto. Como são geralmente as biscates, ela era uma verdadeira imoral. O mau exemplo em pessoa. Ninguém escolhe nascer negro, claro, mas ela podia fazer um regime. Exercícios. Cirurgia pra reduzir o estômago. Podia não se casar ou tentar um tratamento para resolver os problemas psicológicos que levavam “ao homossexualismo”. Podia fingir casando-se com um homem. Podia não desejar sair pelada pela avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofensa. Foi esse o tom das respostas pela internet. Ofensa pelo amor que ela nutria à sua companheira. Ofensa por seu corpo. Ofensa por seu desejo carnavalesco. Enfim não foi eleita rainha da bateria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indagada pelo repórter, o último que veria em sua vida de curto flash midiático, como lidaria com essa derrota, com a frustração de não realizar o sonho, respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Derrota seria não tentar” e acrescentou, ainda, esmigalhando o tom de autoajuda que a imprensa tanto gostaria de levar ao ar: “Meus fãs ainda poderão me ver. Fui convidada pela escola de samba Unidos do Tupiniquim, em São Vicente, para comandar a bateria. Me aguarde!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas biscates não desistem. Que bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Inspiradoras mulheres…quando ser biscate é ter coragem: &lt;a href="http://srtabia.com/2012/01/a-musa/" target="_blank"&gt;A Musa&lt;/a&gt; (Haonê) e &lt;a href="http://extra.globo.com/noticias/carnaval/vania-flor-plebeia-que-virou-princesa-coroada-musa-do-salgueiro-3677436.html" target="_blank"&gt;Vânia Flor&lt;/a&gt; (musa do Salgueiro/2012)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://biscatesocialclub.wordpress.com/author/tantaelefanta/" target="_blank"&gt;Marília Moscou&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reproduzido do excelente&amp;nbsp;&lt;a href="http://biscatesocialclub.wordpress.com/2012/02/10/rainha-bateria/" target="_blank"&gt;Biscate Social Club&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-1493354455885709980?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/1493354455885709980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=1493354455885709980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1493354455885709980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1493354455885709980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/rainha-da-bateria.html' title='Rainha da Bateria'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-I9NV-dEs6zA/TzxLp9HfRUI/AAAAAAAABXo/0uQSdlCIIig/s72-c/how-to-look-good-naked-season-2-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-2698612722847427054</id><published>2012-02-17T07:20:00.001-02:00</published><updated>2012-02-17T07:20:42.090-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><title type='text'>Não vos preocupeis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HlG26Oxk-KM/Tz4brgNuI_I/AAAAAAAABYA/PAQSa2tyoGA/s1600/ericcahanskyBridgehamptonNY.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-HlG26Oxk-KM/Tz4brgNuI_I/AAAAAAAABYA/PAQSa2tyoGA/s400/ericcahanskyBridgehamptonNY.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;a href="http://ericcahan.com/" target="_blank"&gt;Eric Cahan&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No Sermão da Montanha, Jesus identificou as preocupações materiais como sendo nossa principal fonte de ansiedade. Como podemos nos sentir mais confortáveis e reduzir o sofrimento pessoal?  Esta é a maior preocupação que obscurece o momento presente e nos desconecta das verdadeiras prioridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento e o corpo mais do que a roupa?" Mt 6:25.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele nos diz para não nos preocuparmos, Jesus não está negando a realidade dos problemas do dia-a-dia.  Está nos dizendo para abandonarmos a ansiedade, e não a realidade. Aprender a não se preocupar é uma tarefa difícil....[No entanto], a despeito de sua síndrome de atenção deficiente, até a mente moderna também tem sua capacidade natural de se aquietar e de transcender suas fixações. Nas profundezas, ela descobre sua própria clareza onde está em paz, livre da ansiedade. A maioria de nós tem cerca de meia dúzia de ansiedades favoritas, tais como doces amargos que mastigamos sem parar. Ficaríamos assustados se nos privassem delas. Jesus nos desafia a superar o medo de abrir mão da ansiedade, o medo que temos da própria paz. A prática da meditação é uma forma de aplicar seu ensinamento à prece; através da experiência, ela prova que a mente humana pode realmente optar por não se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não significa que possamos facilmente esvaziar a mente e afastar todos os pensamentos, à nossa vontade. Na meditação, permanecemos distraídos e, contudo, livres da distração, porque - por menos que seja, a princípio - estamos livres para optar por onde colocar nossa atenção. Gradualmente, a disciplina da prática diária fortalece essa liberdade. Seria pueril imaginar que conseguiremos realizar isso plenamente, em curto prazo.  Permanecemos distraídos por muito tempo. Logo nos acostumamos com as distrações, como companheiras de viagem no caminho da meditação. Mas, elas não precisam ser dominantes. Optar por repetir o mantra com fé, e voltar a ele, sempre que as distrações intervém, é o exercício da nossa liberdade de prestar atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de algo como uma opção por uma determinada marca da prateleira do supermercado. É a opção pelo compromisso. O caminho do mantra é um ato de fé, e não uma jogada de poder do ego. Em cada ato de fé existe uma declaração de amor. A fé prepara o terreno para que a semente do mantra germine no amor. Não criamos um milagre da vida e do crescimento sozinhos, mas, somos responsáveis por seu desabrochar. Chegar à paz da mente e do coração - ao silêncio, à tranqüilidade e à simplicidade - não exige a vontade de um campeão, mas a atenção incondicional, a fidelidade continuada de um discípulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Laurence Freeman OSB&lt;br /&gt;In "Jesus, o Mestre Interior" (São Paulo, Martins Fontes,2004), pp. 277-278&lt;br /&gt;Reproduzido via site da &lt;a href="http://www.wccm.com.br/leitura_da_semana.htm" target="_blank"&gt;Comunidade Mundial de Meditação Cristã no Brasil&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-2698612722847427054?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/2698612722847427054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=2698612722847427054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2698612722847427054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2698612722847427054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/nao-vos-preocupeis.html' title='Não vos preocupeis'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HlG26Oxk-KM/Tz4brgNuI_I/AAAAAAAABYA/PAQSa2tyoGA/s72-c/ericcahanskyBridgehamptonNY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3645976858996019234</id><published>2012-02-16T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-16T15:00:06.174-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campanha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Amor de carnaval tem que ser sem violência</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5c9jUBx3uRQ/TzxOEzr-RHI/AAAAAAAABXw/6sSRrwQWGwo/s1600/campanha-psol-recortada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="336" src="http://4.bp.blogspot.com/-5c9jUBx3uRQ/TzxOEzr-RHI/AAAAAAAABXw/6sSRrwQWGwo/s400/campanha-psol-recortada.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2012/02/amor-de-carnaval-tem-que-ser-sem-violencia/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É fevereiro e começamos a contar os dias para a chegada do Carnaval. Época de festar, frevar, sambar e namorar bastante, como dizia a música: Beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é, é namorar pelado. Em alguns estados são quase duas semanas de bloquinhos, bailes, micaretas, mesmo com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cuadotEn_to" target="_blank"&gt;as críticas que possamos ter&lt;/a&gt; a este período que começa a inebriar o país é importante lembrar que para nós feministas Carnaval não é sinônimo de carta branca para passar a mão na cabeça dos casos de violência machista e mercantilização do corpo da mulher e não é raro nos depararmos com aumento de casos de violência contra a mulher durante as folias, por que será, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Observatório da Discriminação Racial, da Violência Contra a Mulher e a Comunidade LGBT, promovido pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur), registrou 254 casos até o final da tarde da última terça-feira, 08 de março, último dia oficial do Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte deles, 149, foi de racismo. As denúncias de agressão a mulher vem em seguida, com 63 registros. Contra grupos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) foram 42 casos. (&lt;a href="http://machismomata.wordpress.com/2011/03/11/violencia-contra-a-mulher-foi-a-segunda-mais-recorrente-no-carnaval-de-salvador/" target="_blank"&gt;Violência contra a mulher foi a segunda mais recorrente no carnaval de Salvador&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é tão séria que chama atenção dos governos estaduais, no nordeste aparecem campanhas em diversas unidades federativas com o eixo do combate à violência contra a mulher, principalmente a física. Tanto que este ano o afoxé Filhos de Gandhy levará para o circuito do carnaval soteropolitano o tema da violência machista, numa alusão carnavalesca e importante da campanha do &lt;a href="http://www.lacobranco.org.br/" target="_blank"&gt;laço branco&lt;/a&gt;. A questão é que o Carnaval, apesar de parecer para muitas pessoas, não é um momento de abertura de um vórtex onde toda a construção social e cultural que envolvem as mulheres e os negros somem como mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente acabamos caindo pela máxima de que no Carnaval é meio inócuo de se fazer coisas para disputar ideologicamente a sociedade, passo longe dessa ideia e acho iniciativas como o &lt;a href="http://www.ocotidiano.com.br/2011/03/bloco-maria-vem-com-as-outras.html" target="_blank"&gt;“Maria vem com as outras”&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-08/bloco-paulistano-adeus-amelia-desfila-comemorando-dia-internacional-da-mulher" target="_blank"&gt;“Adeus Amélia”&lt;/a&gt; fantásticas e que devem ser mais exploradas, pois é importante ter bailes e bloquinhos que se pretendam festejar, mas sem perpetuar as opressões diversas existentes em nossa sociedade. Quando se tratam de blocos compostos por mulheres acho melhor ainda, pois normalmente as mulheres de verdade são substituídas pelas siliconadas da capa da playboy nas passarelas do samba. No caso das mulheres negras não somos apenas substituídas nas grandes escolas de samba, se em uma sociedade patriarcal a máxima para mulher é ser santa ou puta, para as mulheres negras é ser da  cor do pecado ou domésticas e raramente a mulher para ser assumida como parceira de vida ou companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da mercantilização do corpo das mulheres &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2012/02/imagem-da-mulher-na-midia/" target="_blank"&gt;não é menor&lt;/a&gt;, mas obviamente assusta mais casos de violência sexual estimulados por esta mercantilização, a mulher é sempre de alguém, nunca dela mesma e paga caro por esta concepção arraigada no senso comum. Talvez no carnaval seja um dos momentos mais ilustrativos, até por que como todo mundo vai para avenida com o intuito de se divertir, pular carnaval e afins &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/10/rhanna-diogines/" target="_blank"&gt;nunca imaginamos ser alvo&lt;/a&gt; de violência ao ir com as amigas para um bloco de carnaval ou para um baile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A objetificação da mulher e a perpetuação da lógica de propriedade do homem se perpetuam no Carnaval, as vezes de forma mais grave do que em outros períodos, talvez que de maneira mais massiva só se presencie durante as calouradas, nas quais veteranos muitas vezes se aproveitam de calouras bêbadas para poder irar uma casquinha. No carnaval talvez seja pior, justamente por conta da lógica do ninguém é de ninguém e eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Durante a festa a mulher bebe, se diverte, como todo mundo. Diz ao homem que não quer ficar com ele. Isso já deveria bastar para um homem com um mínimo de senso ético desencanar da dita mulher. Pois não. Ele fica lá, enchendo o saco. Ela continua dizendo que não quer ficar com ele. No final da noite, ela trêbada se deita. Ele vai lá e começa a abusar dela. Carícias não só não-solicitadas, como repelidas, não são carícias. São atos de violência. Se a mulher não diz não, isso não significa um “sim” automático, até porque ela não estava em condições de dizer nenhum dos dois. (&lt;a href="http://www.outraspalavras.net/2012/01/16/a-cena-do-big-brother-e-um-problema-do-brasil/" target="_blank"&gt;MOSCHKOVICH, Marília. A cena do Big Brother é um problema do Brasil&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte das vezes as mulheres vítimas de violência durante as folias não são acolhidas dessa forma, mas sim como se tivessem provocado sua própria violência, perpetuando a lógica de culpabilização das mulheres pelas ações machistas perpetradas em nossa sociedade e, sobretudo, pelos homens. Rodinhas de homens coagindo garotas a beijarem ou até mesmo se aproveitar de mulheres que não tem a mínima condição de sequer ficarem sentadas, recolocando assim o debate sobre estupro de vulnerável na pauta da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tão grave quanto o ataque do estuprador são os comentários que consideram que a culpa do estupro é da vítima. Estar bêbada, usar determinadas roupas e até mesmo “olhar” de certo jeito são argumentos frequentemente usados por defensores de estupradores para culpar a vítima. Ora, se o estupro fosse causado por uma saia curta, quase todos os homens heterossexuais seriam estupradores e todas as mulheres teriam sido estupradas. O que causa estupro não é a roupa, o comportamento da vítima (corrobora com isso, inclusive, o fato de que a maior parte dos casos de violência sexual acontece dentro da família da vítima, em casa). É o estuprador.  (&lt;a href="http://www.outraspalavras.net/2012/01/16/a-cena-do-big-brother-e-um-problema-do-brasil/" target="_blank"&gt;MOSCHKOVICH, Marília. A cena do Big Brother é um problema do Brasil&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fechar os olhos para coisas como estas enquanto nos divertimos entre amigos, ficantes, namorados e afins é importantíssimo, pois o combate a violência machista e a coisificação das mulheres também deve aparecer durante as festas e folias, é necessário que metamos a colher quando vemos acontecer em nossa frente abuso. Pois hoje pode ser com aquela menina que tu não conheces, mas amanhã pode ser tu, tua irmã, filha, mãe e faz parte das nossas tarefas como feministas sim reafirmarmos a necessidade de defesa e autodefesa das mulheres inclusive durante o Carnaval e em todos os estados do Brasil. Assim como deve estar casada uma política real de atendimento as mulheres em situação de violência, não apenas doméstica, mas de todas as formas. Política que tenha investimento suficiente para acolher e dar suporte as mulheres que sofrem com violência sexual, psicológica e afins durante os festejos momescos e que garanta para nós um ótimo Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria de nós curte pular o Carnaval e nada melhor do que pular nos bloquinhos e bailes sem ter a preocupação e o medo de ser abusada, violentada ou estuprada por um desconhecido, ou até mesmo por alguém próximo. O combate à violência contra mulher é por mim, por você, por todas nós e a todos os momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/author/lukissima/" target="_blank"&gt;Luka&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reproduzido do excepcional &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2012/02/amor-de-carnaval-tem-que-ser-sem-violencia/" target="_blank"&gt;Blogueiras Feministas&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3645976858996019234?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3645976858996019234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3645976858996019234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3645976858996019234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3645976858996019234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/amor-de-carnaval-tem-que-ser-sem.html' title='Amor de carnaval tem que ser sem violência'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5c9jUBx3uRQ/TzxOEzr-RHI/AAAAAAAABXw/6sSRrwQWGwo/s72-c/campanha-psol-recortada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-8721137500025953795</id><published>2012-02-16T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-16T06:00:10.512-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><title type='text'>A unidade e a pluralidade de caminhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gTkbH4E862o/TzxSSHxjjpI/AAAAAAAABX4/ISQweI2auyc/s1600/RoyceBair20.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-gTkbH4E862o/TzxSSHxjjpI/AAAAAAAABX4/ISQweI2auyc/s640/RoyceBair20.jpg" width="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/ironrodart/" target="_blank"&gt;Royce Bair&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para muitas abordagens cristãs teológicas, o nome atribuído ao fluxo que dá a todos uma possibilidade de vida não encerrada no horizonte de uma existência puramente terrena assume o nome de Espírito. Poder-se-ia afirmar que o Espírito é o itinerário com o qual o Pai do "nosso Senhor Jesus Cristo" se faz presente até lá onde o Deus trinitário não é abertamente conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão é do filósofo italiano Piero Stefani, grande conhecedor do judaísmo e diretor-científico da Fundação do Museu Nacional do Judaísmo Italiano e do Holocausto (MEIS, na sigla em italiano), com sede em Ferrara. O texto foi publicado no seu blog de reflexões bíblicas, Il Pensiero della Settimana, 19-11-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505133-a-unidade-e-a-pluralidade-de-caminhos" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, nos perguntamos se a mística pode ser uma via de encontro entre as religiões. A resposta é certamente negativa se se trata de "religiões". O discurso muda se, conformando-se a uma terminologia consolidada, falamos de diálogo entre experiências religiosas. No caso da mística, o núcleo do problema parece, porém, se articular de uma forma ainda diferente. Nessa área, embora sendo verdade que nos encontremos diante de uma experiência impossível de separar de alguma filiação religiosa, situamo-nos, de fato, em um céu colocado além das barreiras conectadas com uma determinada identidade. É isso mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência cognoscitiva mística não tem nada a ver com o empirismo, não é um saber controlável e verificável. Ela, porém, não tem nada a ver com a dimensão prática de um pedido dirigido a Deus para obter qualquer benefício, nem se nos relacionamos com Ele na perspectiva de obter um prêmio ou de evitar um castigo. O Mestre Eckhart, para ridicularizar esta última hipótese, usava a comparação de uma pessoa que embarcava em uma viagem de milhares de léguas para ir a Roma a fim de ver o papa e, uma vez admitido à sua presença, pedia-lhe um feijão. Quando a presença de Deus – ou a sua ausência noturna – preenchem todo o horizonte, não é possível pedir nada mais do que Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se insiste no termo conhecimento, escancara-se o tema crucial do sujeito que deve estar diante de Deus sem se perder completamente n’Ele. Justamente por essa razão, há aqueles que defenderam que não pode haver nenhuma mística autêntica sem uma mediação capaz de permitir uma relação mais intensa sem que ela envolva a fusão com Deus, que resultaria na dissolução do sujeito na infinidade do divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande místico muçulmano al-Hallaj (século X) escreveu expressões tão audazes que teve que pagar com o preço da vida. Entre elas, estão aquelas que falam a linguagem da identificação: "Eu sou Aquele que eu amo, e Aquele que eu amo sou eu; somos dois espíritos, que habitam um só corpo. Se tu me vês, vês a Ele: se vês a Ele, me vês (...) O teu espírito se misturou ao meu como o vinho com a água pura". Aqui, a fusão parece ser completa. É realmente assim? Al-Hallaj também nos transmitiu uma abissal reflexão sobre a manutenção e a transcendência contemporâneas da própria filiação religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Refleti sobre religiões,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;tentando compreendê-las;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;descobri que são ramos diferentes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;de um só tronco.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não peças a ninguém&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;que abrace uma determinada religião,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;assim o afastarias&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;do seu Princípio.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ele, o Princípio&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;está na busca dele&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;n’Ele ficam claros&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;todos os símbolos e os sentidos:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ele então compreenderá. &lt;/i&gt;[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso do grande místico não é "relativista". Só quem é prisioneiro de rígidos preconceitos dogmáticos poderia, de fato, tomá-lo como tal. Certamente, é verdade que podemos chegar ao único tronco partindo de mais ramos. No entanto, não é menos certo que isso acontece por causa do fato de que é o próprio Princípio que vai à tua busca, alcançando-te lá onde tu estás. Tal linguagem pressupõe, em termos doutrinais, como nos acostumamos a denominar uma concepção pessoal de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O léxico de al-Hallaj é tendencioso. Em muitas tradições religiosas, não se compreenderia o que significa afirmar que o Princípio está à tua busca. O abismo divino sem forma nem rosto não vai à procura das suas próprias criaturas. Para as fés que têm a certeza no Deus criador, o problema da pluralidade de vias não deve ser articulado perguntando-se se há muitos itinerários através dos quais os seres humanos possam chegar a Deus. O discurso, de fato, deve ser proposto partindo do outro extremo. Portanto, é preciso tentar compreender de que modos Deus vai em busca das suas próprias criaturas, fazendo com que a seiva do único tronco alimente os mais diversos ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitas abordagens cristãs teológicas, o nome atribuído ao fluxo que dá a todos uma possibilidade de vida não encerrada no horizonte de uma existência puramente terrena assume o nome de Espírito. Poder-se-ia afirmar que o Espírito é o itinerário com o qual o Pai do "nosso Senhor Jesus Cristo" se faz presente até lá onde o Deus trinitário não é abertamente conhecido. Transcritos em termos cristãos, os versos de al-Hallaj se tornariam uma celebração da ação do Espírito. A maneira suprema com a qual o Princípio vai em busca das suas próprias criaturas assume agora este rosto. Pode-se falar de modo autêntico só apegando-se à linguagem específica do próprio ramo. Porém, a partir dele, é dado, de modo assimétrico e, por isso, não diretamente dialógico, ampliar o olhar a outros ramos alimentados pelo mesmo tronco. "Então compreenderás" que muitas são as vias por meio das quais Deus alcança as suas próprias criaturas, e múltiplos são, portanto, os itinerários com os quais os homens fazem experiência de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Citado em G. Scattolin. Esperienze mistiche nell’islam. I primi tre secoli, EMI, Bologna 1994, 128-129.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-8721137500025953795?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/8721137500025953795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=8721137500025953795&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8721137500025953795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/8721137500025953795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/unidade-e-pluralidade-de-caminhos.html' title='A unidade e a pluralidade de caminhos'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gTkbH4E862o/TzxSSHxjjpI/AAAAAAAABX4/ISQweI2auyc/s72-c/RoyceBair20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3919594602049920267</id><published>2012-02-15T18:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-15T18:00:04.769-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='afetos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casamento igualitário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='online'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Ti Sposerò</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="500" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/kHZujzXgf-g" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ontem, 14/2, foi dia de S. Valentim - dia de celebrar o amor e a amizade. Nada nos pareceu melhor, para marcar a data, do que este lindo vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://instinctmagazine.com/blogs/blog/must-watch-italy-s-gorgeous-marriage-equality-psa?directory=100011" target="_blank"&gt;Instinct Magazine&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dica do nosso amigo Hugo Nogueira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3919594602049920267?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3919594602049920267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3919594602049920267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3919594602049920267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3919594602049920267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/ti-sposero.html' title='Ti Sposerò'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kHZujzXgf-g/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6020377569915080503</id><published>2012-02-15T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-15T15:00:00.410-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Homossexualidade e movimento LGBT: estigma, diversidade, cidadania</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OqEkx_LyUI4/TztzGGxyR8I/AAAAAAAABXg/iyT4XqkMThA/s1600/parada-gay+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-OqEkx_LyUI4/TztzGGxyR8I/AAAAAAAABXg/iyT4XqkMThA/s400/parada-gay+2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2011/07/homossexualidade-e-movimento-lgbt-estigma-diversidade-cidadania/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ensaio retirado da coletânea &lt;a href="http://companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13086" target="_blank"&gt;Agenda brasileira: temas de uma sociedade em mudança&lt;/a&gt;, lançada em julho de 2011 pela Companhia das Letras.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumamo-nos a ver, em várias cidades brasileiras, multidões de pessoas reunidas em manifestações organizadas para celebrar o “Orgulho LGBT”, sigla que se refere a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros. No Brasil, assim como em vários outros países, os modernos movimentos LGBT representam um desafio às formas de condenação e perseguição social contra desejos e comportamentos sexuais anticonvencionais associados à vergonha, imoralidade, pecado, degeneração, doença. Falar do movimento LGBT implica, portanto, chamar a atenção para a sexualidade como questão social e política, seja como fonte de estigmas, intolerância e opressão, seja como meio para expressar identidades e estilos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade é uma referência privilegiada em muitas interpretações clássicas do Brasil. Sensualidade e luxúria, manifestadas como uma espécie de propensão coletiva à precocidade sexual e ao desregramento erótico, foram apontadas como traços importantes (ou mesmo definidores) da brasilidade, por autores tão diversos em contextos distintos como Nina Rodrigues (1862-1906), Paulo Prado (1869-1943) e Gilberto Freyre (1900-1987). Deve-se observar que a visão do Brasil como terra do excesso sexual provinha já dos primeiros tempos da colonização, como sugerem os relatos de viajantes sobre práticas do “pecado nefando” entre os ameríndios e documentos sobre confissões e denúncias de sodomia durante a visitação do Santo Ofício, na Bahia e em Pernambuco, no final do século XVI e começo do século XVII. Nas interpretações da formação social brasileira que se desenvolveram desde o final do século XIX até meados do século XX, causas variadas foram propostas para explicar aquele pendor: a influência do calor tropical; a natureza supostamente mais excitável, ardente e descontrolada de africanos, ameríndios e portugueses; as condições sociais de desigualdade, violência e degradação moral forjadas na escravidão; ou, ainda, uma combinação de tudo isso. Diferenças de ênfase à parte, essas interpretações corroboraram a visão de um Brasil marcado por uma sexualidade excessiva, com sua busca de prazeres “perversos” de toda sorte, entre os quais se destacavam as relações entre pessoas do mesmo sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da importância que vários autores clássicos do pensamento social brasileiro atribuíram à sexualidade, somente a partir dos anos 1970 o tema deixou de ser incidental e se tornou foco de pesquisa sistemática nas nossas ciências sociais. Isso se ligou, em boa parte, ao contexto de intensificação dos movimentos em defesa da liberdade sexual nos Estados Unidos e na Europa durante a chamada “contracultura” dos anos 1960, culminando com a famosa rebelião dos frequentadores homossexuais do clube Stonewall contra a polícia de Nova York, no começo do verão de 1969. Na cena norte-americana, palavras de ordem como “assumir-se” e “sair do armário” simbolizavam o anseio de tornar visível e fonte de orgulho o que até então era motivo de vergonha e vivido na clandestinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil dos anos 1970, sob a ditadura militar, formas locais de desbunde e contestação cultural abriram brechas na repressão política. A androginia adquiria então um potencial subversivo. Em seu primeiro espetáculo no Brasil depois da volta do exílio na Inglaterra, em 1972, o cantor e compositor Caetano Veloso surpreendia o público ao usar batom e encenar maneirismos à moda de Carmem Miranda. Ao mesmo tempo, surgia o grupo teatral Dzi Croquettes, cujos componentes misturavam barbas, cílios postiços, peitos peludos, sutiãs, meiões de futebol e saltos altos em espetáculos de humor, canto e dança que percorriam o país com grande impacto. Os Dzi Croquettes buscavam vivenciar no cotidiano o que representavam no palco, mobilizando fãs ou “tietes” com quem formavam uma comunidade com múltiplas relações eróticas e afetivas. Essas intervenções artísticas e existenciais foram, em boa medida, precursoras e coprodutoras da “saída do armário” no Brasil. No final da década de 1970, em meio a um movimento crescente de oposição ao regime militar, emergiria um movimento homossexual no país, cujos marcos foram a criação do jornal Lampião e a fundação do grupo Somos de Afirmação Homossexual, ambas em 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nesse momento os trabalhos do filósofo e historiador francês Michel Foucault (1926-1984) sobre a produção histórica e social da loucura, do crime e da sexualidade foram introduzidos nos cursos de ciências humanas no Brasil. Em sua História da sexualidade: a vontade de saber (publicado na França em 1976 e traduzido no Brasil já no ano seguinte), Foucault argumentou que os especialistas médicos, desde a segunda metade do século XIX, em seus esforços de conhecer e prevenir tudo aquilo que poderia ameaçar a saúde do indivíduo e da nação, contribuíram decisivamente para estabelecer uma série de classificações de tipos humanos que deram corpo às sexualidades “marginais” ou “perversas”. Dessa forma, os médicos ajudaram a promover uma nova forma de controle social, tendo a sexualidade como alvo, ao mesmo tempo que moldaram novos personagens sociais. Um exemplo seria a figura do “homossexual”, que substituiu a figura do “sodomita” na linguagem da medicina e do direito. Na visão influenciada pela religião, o sodomita era um praticante eventual ou reincidente de relações sexuais ilícitas. Na visão dos especialistas médicos, o “homossexual” passava a ser um tipo de natureza física e psíquica singular, situada entre o masculino e o feminino, que se manifestaria em seu corpo, seu temperamento e sua conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito do debate brasileiro dos anos 1970, cabe destacar o trabalho do antropólogo Peter Fry, por sua relevância para a configuração de uma área de estudos voltada às conexões entre homossexualidade, cultura e política, que também desenvolvia uma abordagem da sexualidade como produto histórico e social. Fry argumentou que no Brasil, na passagem do século XIX para o século XX, também se elaborou uma compreensão do “homossexual” como um ser dotado de uma natureza singular. Nossos especialistas médicos não apenas codificaram e descreveram “anormalidades” sexuais, mas procuraram associá-las a explicações para degeneração, delinquência e loucura fundamentadas em diferentes versões do determinismo biológico e das teorias raciais em voga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão médica da homossexualidade viria se contrapor a um modelo mais antigo e persistente de classificação de tipos sexuais, que Fry denominou de “hierárquico-popular”. Nele, as categorias referidas às práticas homossexuais estão englobadas por uma hierarquia de gênero, distinguindo as figuras do “homem” e da “bicha” (ou “viado”, “boiola”, “xibungo” etc.), em termos de seu papel no ato sexual. Na lógica do modelo hierárquico-popular, os atos de penetrar e de ser penetrado adquirem os sentidos respectivos de dominação e submissão por meio das categorias de “ativo” e “passivo” (e várias outras expressões populares correspondentes, como “comer” e “dar”, “ficar por cima” e “ficar por baixo”, “meter” e “abrir as pernas” etc.). O parceiro ativo dominador conservaria sua masculinidade, enquanto o feminino é quem se entregaria de forma subalterna e servil. Seria possível conceber também uma versão desse modelo para as relações homossexuais femininas, com a figura do “sapatão” (ou “paraíba”, “fancha”, “mulher-macho” etc.), que desempenharia o papel “ativo” ao se relacionar com “mulheres”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fry sugeriu que o modelo hierárquico-popular teria raízes históricas profundas, mas não seria uma peculiaridade brasileira. Distinções similares de “ativo” e “passivo” já constavam em cancioneiros medievais que mencionavam praticantes do coito anal. Recuando ainda mais no tempo, podemos encontrá-las na Roma antiga, onde o cidadão adulto que se deixasse penetrar em relações homossexuais era vilipendiado em sua honra viril, enquanto a passividade era adequada aos jovens escravos. Cabe lembrar que Gilberto Freyre, em Casa-grande &amp;amp; senzala (1933), já havia equiparado o papel do moleque, como paciente do senhor moço entre as grandes famílias escravocratas do Brasil, ao do escravo púbere escolhido para companheiro do rapaz aristocrata no Império Romano, observando que, “através da submissão do moleque, seu companheiro de brinquedos e expressivamente chamado de “leva pancadas”, iniciou-se muitas vezes o menino branco no amor físico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o modelo hierárquico-popular diz quem é masculino e quem é feminina, o modelo médico-psicológico insiste na distinção entre homossexualidade e heterossexualidade. Em um primeiro momento, os médicos incorporaram em suas classificações os princípios da hierarquia de gênero, dividindo os homossexuais em “ativos” e “passivos”, parcialmente correspondendo a suas concepções de homossexualidade “adquirida” e “congênita”. O modelo médico-psicológico se encaminharia depois para uma representação mais homogênea dos diferentes tipos, baseada em uma noção de orientação do desejo sexual. Assim, os homens que mantivessem relações sexuais com outros homens seriam considerados “homossexuais”, não importando mais se é “ativo” ou “passivo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa passagem é importante, pois permite a Fry argumentar que um modelo “igualitário-moderno” teria surgido como uma derivação do modelo médico-psicológico, mudando-se o valor social atribuído aos termos. Se “homossexual” apresenta conotações de patologia, perturbação e crime, termos como “gay” vêm substituí-lo para expressar literalmente uma pessoa “alegre” e “feliz”. O modelo igualitário-moderno alargaria a visão de que a orientação do desejo sexual é o que importa para identificar os parceiros de uma relação homossexual, ao mesmo tempo que buscaria separar a homossexualidade da inversão de gênero. Se “bicha” ou “travesti” trazem as conotações de afeminação e espalhafato, termos como “entendido” ou “gay” vêm substituí-los para referir-se a rapazes que, mesmo “alegres”, são discretos e viris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse terreno de convivência e disputa entre modelos concorrentes — com ênfase na igualdade de orientação sexual em contraposição à hierarquia de gênero — que Fry e outros pesquisadores situaram a emergência do movimento político em defesa dos direitos homossexuais no Brasil, no final dos anos 1970. Desde então, o movimento homossexual colaboraria de forma decisiva para a expansão do modelo igualitário-moderno, que se daria principalmente entre as classes médias urbanas, como também dependeria dessa expansão. As diferenças de valor entre “igualdade” e “hierarquia” nas relações homossexuais ajudariam a produzir uma hierarquia entre os próprios modelos, tornando-se assim um meio privilegiado de expressar e constituir distinções de classe. O emergente movimento político homossexual tenderia a incorporar a crítica aos papéis de gênero convencionais, formulada pelo feminismo. Desse modo, entraria em tensão crescente com os valores e comportamentos que prevaleceriam no universo “tradicional” e “atrasado” das “bichas”, “sapatões” e travestis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas qualificações podem ser feitas acerca dessa influente leitura da estruturação da homossexualidade e do movimento homossexual no Brasil. Em primeiro lugar, ela sugere uma tendência geral de transição do modelo hierárquico para o igualitário, através da mediação do modelo médico, cuja realização histórica não pode nem deve ser entendida de forma linear. O historiador James Green mostrou evidências de identidades homossexuais masculinas que extrapolavam o binário ativo/passivo na cena urbana brasileira desde a virada do século XIX ao século XX — contemporâneas, portanto, dos primeiros momentos de produção da visão médico-psicológica do “homossexual”; e bem anteriores ao surgimento e popularização das categorias de “entendidos” e “gays”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a insistência no termo “modelo” é crucial para definir com mais clareza o plano em que essa leitura se situa: isto é, das ideias, valores e suas conexões lógicas, por meio das quais comportamentos e identidades ganham inteligibilidade social, demarcam regras e contravenções. Em contrapartida estão os processos através dos quais indivíduos tornam-se sujeitos e agentes sociais, incorporando-se e reconhecendo-se em determinadas categorias; o que abre espaço para variações, deslocamentos e transformações nos próprios modelos. Assim, podemos encontrar rapazes que fazem sexo com outros homens por dinheiro ou alguma outra forma de recompensa, e que podem até desempenhar o papel “passivo” no ato sexual, mas que não deixam de se considerar e de ser considerados como “homens”. Temos ainda as travestis, que adotam nomes e modos de tratamento no feminino, submetem-se a modificações corporais irreversíveis para adquirir vistosas formas femininas, mas não se acham necessariamente “mulheres” e, muitas vezes, desempenham o papel “ativo” no ato sexual. Além disso, podemos encontrar homens e mulheres que se dispõem à experimentação erótica com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, sem recorrer a identidades fixas de orientação sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dinâmica não deixou de repercutir na própria trajetória do movimento LGBT no Brasil. O antropólogo Edward MacRae, em seu trabalho sobre o Somos, de São Paulo, um dos primeiros grupos homossexuais formados no final dos anos 1970, mostra que já naquele momento os militantes se dividiam quanto a se constituir ou não em torno de uma identidade homossexual. Havia então uma grande inquietação quanto aos riscos de se cristalizar (ou “reificar”, para usar uma expressão mais comum à época) a oposição entre hetero e homossexualidade, e daí promover novos rótulos e estigmas. MacRae registrou sua própria angústia de trabalhar com pressupostos analíticos (baseados na visão da homossexualidade como um papel social e historicamente construído) que se contrapunham a um princípio importante para a solidariedade do grupo, de que a homossexualidade seria uma característica interna e inescapável de cada pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1980 o cenário mudou. A eclosão da epidemia HIV-aids trouxe de volta velhas associações entre homossexualidade e doença, enquanto a democratização acenava com a abertura de canais de comunicação com o Estado, especialmente com as autoridades de saúde envolvidas nas respostas sociais à aids e com os novos partidos políticos. A partir de então, é possível observar também o desenvolvimento de um estilo de atuação política diferente, mais preocupado com aspectos formais de organização institucional e que buscava se organizar em torno de campanhas específicas, como a mobilização para incluir a proibição de discriminação por “orientação sexual” durante a Assembleia Constituinte. Embora não tenha atingido seu objetivo, essa campanha envolveu um significativo esforço pela produção de um consenso em torno da ideia de “orientação sexual”. A pesquisa da antropóloga Cristina Câmara sobre o grupo Triângulo Rosa, do Rio de Janeiro, no final dos anos 1980, mostra como essa campanha mobilizou vários cientistas sociais brasileiros, que proferiram pareceres ressaltando vantagens da expressão “orientação sexual” como instrumento capaz de promover o direito individual à liberdade sexual e propiciar ao movimento maiores possibilidades de diálogo com a sociedade civil e com as diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos 1990, as parcerias com o Estado em torno do combate à aids consolidaram-se e deram impulso à multiplicação de grupos ativistas, inclusive de lésbicas e de travestis, promovendo a diversificação e a incorporação dos vários sujeitos do movimento homossexual na atual sigla LGBT. Parte considerável das entidades de base do movimento aderiu ao formato de organizações não governamentais (ONGs), estabelecendo estruturas mais formais de organização interna, conduzindo uma rotina de elaboração de projetos e relatórios, preocupando-se com a “capacitação de quadros” para estabelecer relações duráveis com técnicos de agências governamentais e organismos internacionais. A pesquisa da antropóloga Regina Facchini mostra como esse processo se deu em um pequeno grupo de ativistas de São Paulo, na segunda metade dos anos 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período mais recente, o movimento LGBT lança campanhas pelo reconhecimento legal dos relacionamentos homossexuais e pelo combate à discriminação e à violência contra homossexuais, que contribui para popularizar o termo “homofobia”. É também o momento de emergência e consagração das Paradas do Orgulho LGBT, paralelamente ao crescimento de um mercado segmentado e à proliferação de diversos estilos de vida associados à homossexualidade, que acaba por refratar em múltiplas categorias e identidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte da visibilidade social e política alcançada pelo movimento LGBT deveu-se ao seu processo recente de institucionalização e estabelecimento de parcerias com o Estado. Nesse campo de relações, há vantagens, mas também riscos. Abrem-se novos canais para pressões vindas “de baixo” que, entretanto, podem também favorecer novas redes de clientela que amorteçam o potencial crítico do movimento. Sob esse aspecto, a trajetória do movimento LGBT recoloca de forma eloquente um fenômeno bastante conhecido e atual: a interpenetração e porosidade entre Estado e sociedade civil no Brasil. Poderia ser diferente? Afinal, o movimento LGBT leva consigo as tramas e tensões da sociedade em que está enredado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Júlio Assis Simões é professor do Departamento de Antropologia da USP e pesquisador colaborador do Pagu – Núcleo de Estudos de Gênero da Unicamp. Tem pesquisas sobre movimentos sociais, participação política, envelhecimento, gênero e sexualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reproduzido do &lt;a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2011/07/homossexualidade-e-movimento-lgbt-estigma-diversidade-cidadania/" target="_blank"&gt;Blog da Companhia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6020377569915080503?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6020377569915080503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6020377569915080503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6020377569915080503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6020377569915080503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/homossexualidade-e-movimento-lgbt.html' title='Homossexualidade e movimento LGBT: estigma, diversidade, cidadania'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OqEkx_LyUI4/TztzGGxyR8I/AAAAAAAABXg/iyT4XqkMThA/s72-c/parada-gay+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6209934204791397919</id><published>2012-02-15T06:50:00.000-02:00</published><updated>2012-02-15T06:50:32.204-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leigos'/><title type='text'>Corresponsabilidade: mais espaço para os leigos na Igreja</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X7bkOjQAwoA/TztxmVD2VYI/AAAAAAAABXY/q2t1YByepc0/s1600/davidanthonyhall00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://1.bp.blogspot.com/-X7bkOjQAwoA/TztxmVD2VYI/AAAAAAAABXY/q2t1YByepc0/s400/davidanthonyhall00.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.photohall.com/DAH/David_Anthony_Hall.html" target="_blank"&gt;David Anthony Hall&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A "corresponsabilidade" voltou. Durante o Concílio Vaticano II, essa era uma das palavras mais recorrentes. Depois, durante anos, desapareceu. Um congresso organizado na França traz novamente à tona a "corresponsabilidade" e indica a comunidade Saint-Luc, em Marselha, como modelo de colaboração entre clero e leigos na Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 20-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto, aqui reproduzida via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505973-mais-espaco-para-os-leigos-na-igreja" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;, com grifos nossos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem repropôs a discussão foi Nicole Lemaitre no sítio francês "Baptises", segundo a qual &lt;b&gt;a corresponsabilidade se realiza a partir da noção de comunhão, no sentido daquilo que é a vida trinitária: "Todos os fiéis estão presentes nela, por causa da sua participação na graça dos sacramentos"&lt;/b&gt;. Os pontos de partida são o lema da Assembleia Geral do Episcopado Francês de 1973 ("Todos responsáveis na Igreja") e a exortação apostólica &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_30121988_christifideles-laici_po.html" target="_blank"&gt;Christifideles laici&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; (&lt;b&gt;"Em virtude dessa dignidade batismal comum, o fiel leigo é corresponsável, com todos os ministros ordenados e com os religiosos e as religiosas, pela missão da Igreja"&lt;/b&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os precedentes foram particularmente significativos. Na conferência inaugural do IV Congresso Eclesial (Verona, 16 a 20 de outubro de 2006), o cardeal Dionigi Tettamanzi indicou a corresponsabilidade como &lt;b&gt;"fundamento de uma relação entre os vários componentes do povo de Deus, rico e fecundo do ponto de vista eclesiológico"&lt;/b&gt;. De diversos setores eclesiais, explica Giorgio Campanini, professor de história das doutrinas políticas da Universidade de Parma, foram propostas iniciativas a fim de valorizar a contribuição dos leigos à vida da Igreja. "A contribuição do apostolado dos leigos na missão evangelizadora da Igreja foi definida no passado por duas palavras, atrás das quais há uma longa história de disputas eclesiológicas e de opções pastorais: &lt;b&gt;'participação' e 'colaboração'&lt;/b&gt;", afirma Campanini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a bússola no "revival" da corresponsabilidade é constituída pelo discurso proferido no fim de maio de 2009 por Bento XVI na Basílica de São João de Latrão, na abertura do Congresso Eclesial da diocese de Roma, que teve como tema "Pertencimento eclesial e corresponsabilidade pastoral" (&lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2009/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20090526_convegno-diocesi-rm_po.html" target="_blank"&gt;leia aqui&lt;/a&gt;). O Papa indicou os leigos como corresponsáveis na missão da Igreja. &lt;b&gt;Eles não podem mais ser considerados como "colaboradores" do clero, mas devem ser vistos como "corresponsáveis" pela missão da Igreja.&lt;/b&gt; Uma exortação a se interrogar sobre a verdade de fé sentida e praticada pelos fiéis, especialmente pelos leigos, e sobre o quanto o seu pertencimento eclesial está aberto à corresponsabilidade pastoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Ratzinger retomou os frutos do Concílio Vaticano II, mas, ao mesmo tempo, sublinhou que a &lt;b&gt;sua recepção não ocorreu sempre sem dificuldades e de acordo com uma interpretação correta, enquanto houve a tendência de identificar a Igreja com a hierarquia.&lt;/b&gt; Em particular, ele alertou contra uma visão puramente sociológica da noção de Povo de Deus, advertindo que o Concílio não quis uma ruptura, uma outra Igreja, "mas sim uma verdadeira e profunda renovação, na continuidade do único sujeito Igreja, que cresce no tempo e se desenvolve, permanecendo porém sempre idêntico, único sujeito do Povo de Deus em peregrinação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, muitos batizados se perderam do caminho da Igreja e não se sentem parte da comunidade eclesial, ou se dirigem às paróquias para receber serviços religiosos só em determinadas circunstâncias. "Isso exige uma mudança de mentalidade, que se refere especialmente aos leigos – destacou o papa –, deixando de considerá-los como 'colaboradores' do clero para reconhecê-los realmente como &lt;b&gt;'corresponsáveis' pelo ser e pelo agir da Igreja, favorecendo a consolidação de um laicado maduro e comprometido"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a necessidade de uma formação mais atenta à visão da Igreja, uma melhor presença pastoral e a promoção da corresponsabilidade dos membros do Povo de Deus, sem diminuir o papel desempenhado pelos párocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é importante cuidar da liturgia da Eucaristia, da qual deriva a comunhão. De fato, disse o papa, devemos sempre aprender a proteger a unidade da Igreja de rivalidades, de contendas e de invejas que possam nascer nas e entre as comunidades eclesiais. "O crescimento espiritual e apostólico da comunidade leva a promover o seu alargamento através de uma convicta ação missionária", disse o papa. "Empenhem-se, portanto, para reavivar em cada paróquia, como nos tempos da Missão Cidadã, os pequenos grupos ou centros de escuta de fiéis que anunciam Cristo e a sua Palavra, lugares onde seja possível experimentar a fé, exercer a caridade, organizar a esperança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa articulação das grandes paróquias urbanas através da multiplicação de pequenas comunidades permite um respiro missionário mais amplo, que leva em conta a densidade da população, da sua fisionomia social e cultural, muitas vezes altamente diversificada. O papa, assim, destacou a importância de utilizar esse método pastoral nos locais de trabalho. "Quando perguntados para explicar o sucesso do cristianismo dos primeiros séculos, a ascensão de uma suposta seita judaica na religião do Império, os historiadores respondem que foi particularmente a experiência da caridade dos cristãos que convenceu o mundo. &lt;b&gt;Por isso, viver a caridade é a principal forma da missionariedade&lt;/b&gt;". Para os participantes do congresso organizado na França sobre a "corresponsabilidade", a nova eclesiologia começa com o batismo. E "a primavera de um novo cristianismo, mais aberto, mais dinâmico, mais utópico, parece estar mais perto".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6209934204791397919?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6209934204791397919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6209934204791397919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6209934204791397919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6209934204791397919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/corresponsabilidade-mais-espaco-para-os.html' title='Corresponsabilidade: mais espaço para os leigos na Igreja'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-X7bkOjQAwoA/TztxmVD2VYI/AAAAAAAABXY/q2t1YByepc0/s72-c/davidanthonyhall00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3401254760488791555</id><published>2012-02-14T16:51:00.002-02:00</published><updated>2012-02-14T16:55:48.517-02:00</updated><title type='text'>“Felicidade é o nosso direito” – Campanha Rio Carnaval Sem Preconceito</title><content type='html'>“Felicidade é nosso direito” é o que diz o Samba do Arlindo Cruz para a Campanha do “Rio Carnaval Sem Preconceito” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda-chuva da Campanha é o preconceito. Simples assim.  A roda de Samba conta com várias personalidades da Cidade. Veja o clipe e acompanhe o Samba, muito bonito e de bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yz-vxW03ZyQ?version=3&amp;amp;feature=player_detailpage"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yz-vxW03ZyQ?version=3&amp;amp;feature=player_detailpage" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="281"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; RIO CARNAVAL SEM PRECONCEITO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autoria: Arlindo Cruz e Luana Carvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verão, a cidade está em festa&lt;br /&gt;É o reinado da alegria&lt;br /&gt;Traga as suas fantasias&lt;br /&gt;Mande embora o desamor&lt;br /&gt;De pé no chão não existe diferença&lt;br /&gt;Nem de cor e nem de crença&lt;br /&gt;Vale tudo em nome do amor&lt;br /&gt;Samba é tradição no meu rio de janeiro&lt;br /&gt;Um redentor pra abraçar o mundo inteiro&lt;br /&gt;Vem ser mais um&lt;br /&gt;Um ser de paz na multidão&lt;br /&gt;Deixar falar seu coração&lt;br /&gt;Ser carioca no prazer de sonhar&lt;br /&gt;Folião, ter liberdade é não ter medo&lt;br /&gt;Sacode a poeira e bate no peito&lt;br /&gt;O rio é carnaval sem preconceito&lt;br /&gt;Tolerância zero com a discriminação&lt;br /&gt;Você quer, eu quero&lt;br /&gt;Mais respeito e inclusão&lt;br /&gt;Felicidade é o nosso direito&lt;br /&gt;Vamos lá, meu rio carnaval sem preconceito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3401254760488791555?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3401254760488791555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3401254760488791555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3401254760488791555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3401254760488791555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/felicidade-e-o-nosso-direito-campanha.html' title='“Felicidade é o nosso direito” – Campanha Rio Carnaval Sem Preconceito'/><author><name>Rodolfo Viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18334529566212067395</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-449701496327608949</id><published>2012-02-14T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-14T15:00:08.724-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='afetos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>"Pode me chamar de gay"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-v8LuVgGc1zA/TzPziBnMbrI/AAAAAAAABWM/cfat6iNCbmE/s1600/CarstenWitte1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-v8LuVgGc1zA/TzPziBnMbrI/AAAAAAAABWM/cfat6iNCbmE/s400/CarstenWitte1.jpg" width="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.carstenwitte.com/" target="_blank"&gt;Carsten Witte&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pode me chamar de gay, não está me ofendendo. Pode me chamar de gay, é um elogio. Pode me chamar de gay, apesar de ser heterossexual, não me importo de ser confundido. Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Pode me chamar de gay, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade. Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode me chamar de gay. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços. Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro. Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite. Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever. Pode me chamar de gay. Que seja bem alto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fabrício Carpinejar&lt;br /&gt;Crônica do livro &lt;a href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=417" target="_blank"&gt;Canalha!&lt;/a&gt;, reproduzida aqui via &lt;a href="http://politicaativa.gay1.com.br/2011/12/pode-me-chamar-de-gay-por-pedro-bial.html#" target="_blank"&gt;Gay1 - Políticativa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-449701496327608949?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/449701496327608949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=449701496327608949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/449701496327608949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/449701496327608949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/pode-me-chamar-de-gay.html' title='&quot;Pode me chamar de gay&quot;'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-v8LuVgGc1zA/TzPziBnMbrI/AAAAAAAABWM/cfat6iNCbmE/s72-c/CarstenWitte1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-2668736861713663233</id><published>2012-02-14T12:41:00.000-02:00</published><updated>2012-02-14T12:41:38.428-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Uma fé enfraquecida nos palácios das intrigas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2Nv5B9bqn3A/Tzpyf9B8NZI/AAAAAAAABXQ/OptBvrusDBY/s1600/vaticano.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="278" src="http://4.bp.blogspot.com/-2Nv5B9bqn3A/Tzpyf9B8NZI/AAAAAAAABXQ/OptBvrusDBY/s400/vaticano.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se a Igreja está em crise, Bento XVI sempre repetiu, é porque a fé dos homens da Igreja está em crise. Sem excluir a hierarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião é do jornalista e escritor italiano Vittorio Messori, publicada no jornal Corriere della Sera, 13-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506526-uma-fe-enfraquecida-nos-palacios-das-intrigas" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes tempos, acompanhar &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506492-vaticano-investiga-complo-contra-o-papa" target="_blank"&gt;certas crônicas vaticanas nada edificantes&lt;/a&gt; pode ser saboroso ou entristecedor, dependendo do humor anticlerical ou clerical. Na realidade, o católico que não só conhece a história da sua Igreja, mas que também não se esqueceu das advertências do Evangelho, não deveria se perturbar mais do que isso. Isto é, essa Igreja é um campo onde o grão bom e a cizânia venenosa crescerão sempre juntos; é uma rede lançada ao mar em que peixes bons e ruins sempre vão conviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra do próprio Jesus, que exorta a não se escandalizar com isso e a não tentar nem mesmo dividir o são do corrompido, reservando a si essa tarefa no dia do Grande Juízo. Exemplo primeiro dessa situação é, obviamente, o centro e o motor da "máquina" eclesial: a Cúria vaticana, isto é, a administração central daquela que a Tradição chama de "a Igreja militante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, quanto a essa, não foi um herege ou um comedor de padres, mas sim uma santa que Paulo VI quis proclamar "Doutora da Igreja", a padroeira da Itália, Catarina de Siena, que constatou: "A corte do Santo Padre Nosso parece-me, às vezes, um ninho de anjos, outras, uma cova de víboras". Bem e mal, portanto, unidos na mesma realidade, assim como todas as coisas humanas: e a Igreja também é uma instituição humana, é um invólucro histórico (com os limites que derivam disso) para conter um Mistério meta-histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acenaremos a uma avaliação moral mais abaixo. Há, antes, um aspecto "organizacional" a considerar. Deve ser lembrado, de fato, que, do Vaticano atual, não vêm apenas ecos de "escândalos" de negócios, sexo, poder. É a própria máquina da administração que, há anos, já parece falhar com inquietante frequência; são os equívocos, as distrações, as gafes diplomáticas, até mesmo os erros – às vezes em documentos solenes – naquele latim que ainda é a sua língua oficial, mas que é conhecida cada vez menos e sempre pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo, a Cúria, assim como a própria Igreja, semper reformanda est. Mas aqui não parece possível uma "reorganização empresarial", porque parecem faltar as forças novas e de qualidade. Os infinitos escritórios vaticanos são regidos, desde os tempos da Contrarreforma, por pessoal eclesiástico que vem de todas as dioceses e de todas as ordens religiosas do mundo. Mas é um mundo, este nosso, onde a maioria das dioceses e das congregações fecharam seminários por falta de frequentadores, e o seu problema certamente não é o de enviar a Roma, a serviço da Igreja universal, os jovens mais promissores. Esses jovens não existem e, se existir algum, é defendido zelosamente por bispos e superiores gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, depois daquele Vaticano II que queria emagrecer a estrutura eclesial, o Anuário Pontifício quase triplicou as suas páginas, a expansão burocrática não teve descanso. Aumentam funções, postos, responsabilidades, enquanto diminuem, ano após ano, os recursos humanos. E os poucos reforços não parecem capazes de portar aquela esmagadora responsabilidade que é gerir na terra nada menos do que a vontade do Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o realismo católico parece impor um drástico redimensionamento da estrutura de uma Catholica que, de massa como era, está se tornando ou já se tornou comunidade minoritária. Querer manter o imponente aparato barroco, quando as forças vêm a faltar (e as poucas que ainda restam às vezes não são adequadas), leva inevitavelmente aos desvios e aos erros que são constatados na gestão eclesial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levar a sério, portanto, aqueles que propõem um retorno ao primeiro milênio, confiando à Unesco, como lugares artísticos e turísticos, os palácios na colina do Vaticano e voltar à "verdadeira" catedral do bispo de Roma, a de São João de Latrão, com uma estrutura institucional ao mínimo? Não é o caso de se refugiar em tais extremos, mas o problema existe e deverá ser enfrentado, embora longe de ideologias de 1968, de demagogia pauperista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dizíamos, parece haver também uma falha moral que não é só sexual (a questão dos pedófilos, mas não só, docet), mas é também o retorno, quase como nos tempos do Renascimento, de palácios vaticanos reduzidos a nós de intrigas e de luta por carreiras, poderes, dinheiro, interesses ideológicos e políticos. Pois bem, aqui, não há reforma que esteja à altura, aqui não há remédio apenas humano. Aqui, toda técnica de reorganização empresarial é ridiculamente impotente e deve se abrir ao "escândalo" da oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra do Papa Bento XVI, mas, durante décadas, palavra também do cardeal Joseph Ratzinger. Se a Igreja está em crise, ele sempre repetiu, é porque a fé dos homens da Igreja está em crise. Sem excluir a hierarquia. Ele chegou a me dizer, uma vez: "No ponto em que estamos, eu confesso: a fé, a fé plena, a que não hesita, parece ter se tornado tão rara que, ao encontrá-la, ela me assombra mais do que a incredulidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ele voltou às raízes de tudo, com os seus três volumes sobre o Jesus da história; por isso, ele quis um órgão especial para a nova evangelização; por isso, ele proclamou este 2012 como o &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506000-o-ano-da-fe-do-papa-ou-de-jesus" target="_blank"&gt;"Ano da Fé"&lt;/a&gt;. L'intendance suivra, dizia Napoleão: antes a conquista, depois os funcionários da administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja – o Papa Bento XVI está certo disso – também que fazer uma conquista, ou melhor, uma reconquista, a da fé na historicidade dos Evangelhos, no Deus que se encarnou em uma mulher, em um Jesus que, ressurgindo, mostrou ser o Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja já tem poucos homens, e às vezes pouco adequados. O despedaçamento, para a instituição, seria certo se quem ainda está "trabalhando na vinha do Senhor" (assim o papa gosta de dizer) perdesse a perspectiva de se empenhar não por um prêmio humana, mas sim divino. Se a fé vacila ou se apaga, se não é mais a razão cotidiana de vida, a preguiça dissimulada do burocrata está à espreita, o velho monsenhor, assim como o jovem, estão prontos para se transformar em funcionários do ministério clerical e, como tais, sujeitos a toda tentação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-2668736861713663233?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/2668736861713663233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=2668736861713663233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2668736861713663233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2668736861713663233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/uma-fe-enfraquecida-nos-palacios-das.html' title='Uma fé enfraquecida nos palácios das intrigas'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2Nv5B9bqn3A/Tzpyf9B8NZI/AAAAAAAABXQ/OptBvrusDBY/s72-c/vaticano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6575127017529532400</id><published>2012-02-13T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-13T15:00:10.699-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='respeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trans'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Um banheiro para Laerte/Sonia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VyaoMsmb49E/TzP0bOa8HqI/AAAAAAAABWU/DezRlBfI3DE/s1600/laerte_banheiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="356" src="http://2.bp.blogspot.com/-VyaoMsmb49E/TzP0bOa8HqI/AAAAAAAABWU/DezRlBfI3DE/s400/laerte_banheiro.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Tirinha: Laerte Coutinho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Banheiro em casa é para todos. Vai a amiga, vai o primo, vai o cara que tá consertando a pia e ficou apertado. Enfim, no banheiro de nossas casas ambos os sexos o frequentam e porque existe algo chamado civilidade, em geral, o banheiro continua intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o assunto é o banheiro público e a divisão binária que hoje temos entre homem e mulher. Mais ainda, a questão é o projeto de lei do vereador da cidade de São Paulo Carlos Apolinário (DEM): criar um terceiro banheiro público unissex destinado a gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e até heterossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia surgiu depois que o vereador, autor também do controverso projeto – vetado – do Dia do Orgulho Hétero, soube que &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1040192-cartunista-vai-a-justica-para-ter-direito-de-usar-banheiro-feminino.shtml" target="_blank"&gt;o/a cartunista Laerte Coutinho/Sonia Cateruni foi advertido pelo gerente de um restaurante por ter usado o banheiro feminino&lt;/a&gt;. Há dois anos, Laerte/Sônia vive com trajes de mulher e, mais do que isso, assumiu através das roupas a alma considerada e construída como feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes sustos e abusos do/a cartunista é que seu simples existir mostra com evidência como masculino e feminino não passam de meras construções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laerte/Sônia não gostou nada da lei: “Carlos Apolinário propõe banheiro “unisex” - na verdade, um terceiro banheiro, para banir os diferentes (dele) das vistas dos homofóbicos. É a institucionalização do gueto. Não surpreende, vindo do sujeito que quis criar o Dia do Orgulho Hetero…”, escreveu em seu Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Folha, ele/ela foi mais enfático e chamou o projeto de “consagração do gueto”. "É uma solução que não é uma solução, porque discrimina de uma vez por todas. Como se os outros fossem normais e uma outra parte não".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esconder debaixo de todos os vestidos a verdade da feminilidade como construção, começou-se uma série de argumentos rasteiros partindo do próprio vereador. "Se qualquer cidadão do sexo masculino disser que está se sentindo mulher naquele dia, pode entrar no banheiro feminino. Às vezes, pode ser até um cidadão sem vergonha, mau caráter, que nem tem essa opção sexual", disse Apolinário à Folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confunde-se assim sexo biológico (macho/intersexo/fêmea) com a forma que você demonstra seu gênero, a chamada expressão de gênero (masculino/andrógeno/feminino). Além disso, coloca-se no fácil e falso moralismo a questão da perversão, do sujeito que se aproveitará da situação para abuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como expressão de gênero, Laerte/Sônia sentiu que naquele momento ele/ela deveria ir ao banheiro feminino e como tal se comportará como uma pessoa do sexo feminino (tenho certeza que urinará até sentada e com a porta fechada). Igual ao banheiro das nossas casas, é uma questão de civilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://blogay.folha.blog.uol.com.br/perfil.html" target="_blank"&gt;Vitor Angelo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://blogay.folha.blog.uol.com.br/arch2012-02-05_2012-02-11.html#2012_02-08_19_20_13-159984795-0" target="_blank"&gt;Blogay&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6575127017529532400?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6575127017529532400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6575127017529532400&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6575127017529532400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6575127017529532400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/um-banheiro-para-laertesonia.html' title='Um banheiro para Laerte/Sonia'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VyaoMsmb49E/TzP0bOa8HqI/AAAAAAAABWU/DezRlBfI3DE/s72-c/laerte_banheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-5570966263050092816</id><published>2012-02-13T06:00:00.001-02:00</published><updated>2012-02-13T06:00:03.361-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='respeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Meu nome é medo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_cAwZ5LGg8E/TzQztdnDzFI/AAAAAAAABWs/Mfgl0Xkwb8o/s1600/EntertheVoid.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-_cAwZ5LGg8E/TzQztdnDzFI/AAAAAAAABWs/Mfgl0Xkwb8o/s640/EntertheVoid.jpeg" width="468" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;" target="_blank"&gt;Imagem &lt;a href="http://www.mymodernmet.com/profiles/blogs/pic-of-the-day-enter-the-void"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meu propósito é dominar corações e mentes. Incutir em cada um o medo do outro. Medo de estender a mão, tocar em cumprimento a pele impregnada de bactérias nocivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de abrir a porta e receber um intruso ansioso por solidariedade e apoio. Com certeza ele quer arrancar-lhe algum dinheiro ou bem. Pior: quer o seu afeto. Melhor não ceder ao apelo sedutor. Evite o sofrimento, tenha medo de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero todos com medo da comunidade, do vizinho, do colega de trabalho. Medo do trânsito caótico, das rodovias assassinas, dos guardas que intimidam e achacam. Medo da rua e do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém trancar-se em casa, fazer-se prisioneiro da fragilidade e da desconfiança. Reforce a segurança das portas com chaves e ferrolhos; cubra as janelas de grades; espalhe alarmes e  eletrônicos por todos os cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça de seu prédio ou condomínio uma penitenciária de luxo, repleta de controles e vigilantes, e no qual o clima de hostilidade reinante desperte, em cada visitante, uma ojeriza ao prazer da amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema o Estado e seus tentáculos burocráticos, os pesados impostos que lhe cobra, as forças policiais e os serviços de informação e espionagem. Quem garante que seu telefone não está grampeado? Suas mensagens eletrônicas não são captadas por terceiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais prudente é evitar ser transparente, sincero, bem humorado. Sua atitude pode ser interpretada como irreverência ou mesmo ameaça ao sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuja de quem não se compara a você em classe, renda, cultura e cor da pele; dos olhos invejosos, da cobiça, do abraço de quem pretende enfiar-lhe a faca pelas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha medo da velhice. Ela é prenúncio da morte. Abomine o crescimento aritmético de sua idade. Jamais empregue o termo “velho”; quando muito, admita “idoso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema a gordura que lhe estufa as carnes, a ruga a despontar no rosto, a celulite na perna, o fio branco no cabelo. É horrível perder a juventude, a esbeltez, o corpo desejado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha medo da mais terrível inimiga: a morte. Ela se insinua quando você fica doente. Saiba que ninguém está interessado em sua saúde. Em seu bolso, sim. Basta adoecer para verificar como haverão de humilhá-lo os serviços médicos e os planos de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se mova! Por que viajar, abandonar o conforto doméstico e se arriscar num acidente de ônibus, navio ou avião? Nunca se sabe quando, onde e como os terroristas atacarão. Quem diria que numa bucólica ilha da pacífica Noruega o terror provocaria um genocídio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é medo. Acolha-me em sua vida! Sei que perderá a liberdade, a alegria de viver, o prazer de ser feliz. Mas darei a você o que mais anseia: segurança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus braços, você estará tão seguro quanto um defunto em seu caixão, a quem ninguém jamais poderá infligir nenhum mal, nem mesmo amedrontá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frei Betto&lt;br /&gt;Reproduzido via &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=53&amp;amp;cod_noticia=20349" target="_blank"&gt;Amai-vos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-5570966263050092816?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/5570966263050092816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=5570966263050092816&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5570966263050092816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/5570966263050092816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/meu-nome-e-medo.html' title='Meu nome é medo'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_cAwZ5LGg8E/TzQztdnDzFI/AAAAAAAABWs/Mfgl0Xkwb8o/s72-c/EntertheVoid.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6633284608593569989</id><published>2012-02-12T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T06:00:05.214-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundamentalismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='julgamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exegese'/><title type='text'>"Se queres, tu tens o poder de me purificar”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_eJUczL6yL8/TzVB1PKzHZI/AAAAAAAABXI/v7wUpov8DFI/s1600/untouchable-woman-allard-733027-xl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-_eJUczL6yL8/TzVB1PKzHZI/AAAAAAAABXI/v7wUpov8DFI/s400/untouchable-woman-allard-733027-xl.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://ngphotooftheday.blogspot.com/2008_11_05_archive.html" target="_blank"&gt;William Albert Allard&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"O leproso, como o doente de AIDS dos nossos dias, é um ser rejeitado pela sociedade. Jesus o reintegra... Fica evidente que a misericórdia de Jesus não é uma cura, mas um nascimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão é de &lt;a href="http://www.lesreflexionsderaymondgravel.org/" target="_blank"&gt;Raymond Gravel&lt;/a&gt;, sacerdote de Quebec, Canadá, publicada no sítio &lt;a href="http://www.culture-et-foi.com/dossiers/homelies/index.htm" target="_blank"&gt;Culture et Foi&lt;/a&gt;, comentando as leituras do 6º Domingo do Tempo Comum (12 de fevereiro de 2012). A tradução é de Susana Rocca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506390-se-queres-tu-tens-o-poder-de-me-purificar-mc-1-40" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências Bíblicas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1ª leitura: Lv 13, 1-2. 45-46&lt;br /&gt;2ª leitura: 1 Co 10, 31-11, 1&lt;br /&gt;Evangelho: Mc 1, 40-45&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste contatar que todas as sociedades humanas tiveram e têm ainda seus excluídos, seus párias, seus intocáveis. Será que nós não temos os nossos também hoje? No antigo Israel, como em outras épocas e embaixo de outros céus, eram simplesmente os leprosos os que representavam essa categoria de malditos. É evidente que eles confundiam todas as doenças da pele com a lepra, o que a medicina atual saberia bem diferenciar... Além do mais, como a doença era considerada um castigo divino e a lepra representava um aspecto repugnante, existia uma punição dupla para os leprosos: eles sofriam de uma impureza moral e religiosa, mas também social. Porém, atualmente, não é porque a lepra seja mais estudada e melhor cuidada, que não temos os nossos pesteados, nossos marginais e excluídos, na nossa sociedade e na nossa Igreja. O teólogo francês, Jean Perron escreve: “Os hipócritas, os hipócritas que somos nós mesmos, sempre tiveram necessidade de poder catalogar alguém de impuro, para convencer-se que eles mesmos não o são”. Ainda hoje, nós temos nossos leprosos, e isso reconforta sempre os hipócritas da religião e da política. A partir dos textos da Palavra de hoje, que ensinamentos podemos tirar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Transgredir a Lei: No livro do Levítico, que temos hoje na primeira leitura, apresenta-se o homem atingido pela lepra como um intocável, um morto-vivo. Esse homem perdia toda a sua dignidade humana. Chamavam-no pelo nome da sua doença: o leproso. No evangelho de hoje, São Marcos começa dizendo: “Um leproso chegou perto de Jesus“ (Mc 1, 40). O enfermo de lepra perdia todos os seus bens, sua casa, as suas pertenças... Devia morar fora da cidade ou do povoado: “Viverá separado e morará fora do acampamento” (Lv 13, 46). Além do mais, ele não podia mais entrar em contato com os outros: a sua esposa, seus filhos, seus pais, seus amigos... Quando uma pessoa não tem mais contato com ninguém, é um morto-vivo. E, para ter certeza de que ninguém se aproximaria de um leproso, ele devia andar “com as roupas rasgadas e despenteado, com a barba coberta e gritando: «Impuro! Impuro!” (Lv 13, 35). E, para evitar todo contato com um leproso, ele devia levar uma campainha no pescoço para advertir que ele estava no entorno.  A lei proibia severamente o leproso de abordar alguém e, se ele se aproximava de alguma pessoa deixava-a impura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vejam que no evangelho, há uma infração: um leproso enfrenta a lei aproximando-se de Jesus: “pediu de joelhos: ‘Se queres, tu tens o poder de me purificar’” (Mc 1, 40). É todo um ato de fé; ele se confiou à vontade de Jesus: “Se queres”. Além do mais, ele não pede a cura, mas somente a purificação, isto é, a reinserção, a inclusão na comunidade. O leproso quer recobrar a sua dignidade humana. Mas, há outra coisa: o evangelho de Marcos nos diz que Jesus também transgride a lei: “tocou nele e disse: ‘Eu quero, fique purificado’” (Mc 1, 41). É a purificação instantânea, e assim, a inclusão na comunidade. “No mesmo instante a lepra desapareceu e o homem ficou purificado” (Mc 1, 42). Transgredindo a lei da exclusão social e religiosa, aquele que era identificado pelo seu mal: o leproso, se tornou alguém: o homem. Isso significa que a exclusão desumaniza. O excluído se torna objeto a jogar ou a evitar. O contato com outro ser humano lhe fez reencontrar a sua dignidade; se tornou um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a regra da época, Jesus envia-o para lhe mostrar ao sacerdote, pois são os sacerdotes os que podem reintegrar às pessoas excluídas da comunidade (Mc 1, 44). E mesmo se Jesus lhe adverte severamente (Mc 1, 43), o homem não se preocupa da recomendação e se torna missionário do evangelho, da Boa Notícia da Salvação trazida pelo Cristo ressuscitado (Mc 1, 45)... De maneira que, agora, é Jesus que se torna leproso, isto é, impuro, rejeitado e excluído. São Marcos escreve: “Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ele ficava fora, em lugares desertos” (Mc 1, 45). Por outro lado, o evangelista acrescenta: “E de toda parte as pessoas iam procurá-lo” (Mc 1, 45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Entrar no coração de Deus: O episódio do evangelho de hoje nos diz algo do coração de Deus. Jesus se moveu pela compaixão, isto é, ele ficou emocionado até as entranhas. Ele quer purificar o leproso. Ele estende a mão e o toca. O amor vira as leis. Jesus recria a relação que a Lei tinha rompido. Ele demonstra a sua misericórdia. Toma sobre si o sofrimento do outro. É a única maneira de curar. E para demonstrar que há, de fato, inclusão e reinserção na comunidade, Jesus pede para o leproso cumprir as prescrições de lei: “Não conte nada para ninguém! Vá pedir ao sacerdote para examinar você, e depois ofereça pela sua purificação o sacrifício que Moisés ordenou” (Mc 1, 44). E o evangelista acrescenta: “para que seja um testemunho para eles” (Mc 1, 44).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucas palavras, o evangelista Marcos demonstra o que pode fazer o amor em toda a sua gratuidade. Quando se exprime como compaixão e misericórdia, a cura é, não somente possível, mas automática, e ele se torna testemunho para os outros; de maneira que o homem curado se torna discípulo, missionário: “Mas o homem foi embora e começou a pregar muito e a espalhar a notícia” (Mc 1, 45). Será que não é o São Paulo que nos pede para fazer como ele na segunda leitura, hoje, quando ele nos diz: “Façam como eu, que me esforço para agradar a todos em todas as coisas, não procurando os meus interesses pessoais, mas o interesse do maior número de pessoas, a fim de que sejam salvas” (1 Co 10, 33). E por que tomar Paulo como modelo? Simplesmente porque seu modelo próprio é Cristo, e o Cristo que nos salvou e nos curou de todas as nossas feridas e as nossas exclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo acolheu todas as enfermidades e todos os excluídos sem exceção. Ele nos convida a fazer a mesma coisa. Para chegar a isso, precisa simplesmente de Amor. O exegeta francês Jean Debruynne escreve:“Para Jesus, o Amor que ama é sempre capaz de transgredir todas as proibições. O Amor será sempre mais forte que a regra, Sempre mais urgente que a regra. Quando ele encontra esse leproso em São Marcos, é um excluído que Jesus encontra. Mais do que uma doença médica, a lepra era vivenciada na época como uma enfermidade social. O leproso, como o doente de AIDS dos nossos dias, é um ser rejeitado pela sociedade. Jesus o reintegra e lhe recomenda claramente de não esquecer os passos a fazer para que seja reintegrado com a assinatura dos sacerdotes. Fica evidente que a misericórdia de Jesus não é uma cura, mas um nascimento”. No fundo, incluir, reintegrar, liberar, despertar a esperança de alguém por Amor, é dar-lhe de novo a vida, é fazê-lo renascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Aceitar pagar o preço do Amor: O preço do Amor é, infelizmente com bastante freqüência, a cruz, e ela se manifesta necessariamente. No evangelho, pelo fato de que Jesus deixa o leproso se aproximar dele, e mais ainda, que o toque e o purifique, Jesus se torna leproso por sua vez, isto é, rejeitado pelos outros. O que significa que Cristo, nos curando, carrega sobre si as nossas doenças, as nossas enfermidades, as nossas feridas, os nossos pecados. Como cristãos, discípulos de Cristo, nós somos convidados a fazer como ele, a liberar as pessoas feridas e a lhes devolver a dignidade, sob o risco de perder a nossa. Mas o Amor deve ir até lá. Por outro lado, não há que ter medo, pois o evangelista conclui dizendo: “E de toda parte as pessoas iam procurá-lo” (Mc 1, 45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, eu gostaria simplesmente de citar um comentário do francês Michel Viot, sobre este tempo litúrgico que chamamos comum, mas que não tem nada de comum: “A força de deixar de lado os leprosos de todos os gêneros, fizemos deles pessoas marginais... Os leprosos são proibidos de serem acolhidos assim como de serem saudados. Mas o próprio Jesus tem a audácia hoje de tocar o intocável. Isso acontece no sexto domingo que chamamos comum. Comum, vocês falam? Será que é comum tocar os reclusos? É comum tornar novo esse homem em sursis? Vamos lá, então! Todo é extraordinário neste domingo. Nada é como sempre. Nada é feito segundo as regras. Jesus o toca e está proibido. Jesus o envia para voltar à comunidade dos vivos e está proibido. É o sinal evidente de um mundo novo que nasce. É dar novamente um rosto humano a todas as proibições do coração, aos recalcados de toda parte, aos desocupados, aos aidéticos, às pessoas com necessidades especiais, aos divorciados, aos homossexuais, aos imigrantes... O Amor faz essas coisas!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6633284608593569989?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6633284608593569989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6633284608593569989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6633284608593569989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6633284608593569989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/se-queres-tu-tens-o-poder-de-me.html' title='&quot;Se queres, tu tens o poder de me purificar”'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_eJUczL6yL8/TzVB1PKzHZI/AAAAAAAABXI/v7wUpov8DFI/s72-c/untouchable-woman-allard-733027-xl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-841267162165752786</id><published>2012-02-11T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-11T14:15:10.752-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundamentalismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='julgamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exegese'/><title type='text'>Amigo dos excluídos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-s0mBujJCJTI/TzU_y45X6TI/AAAAAAAABXA/KZ5a_7FWpBY/s1600/sistine-chapel-hands.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="257" src="http://4.bp.blogspot.com/-s0mBujJCJTI/TzU_y45X6TI/AAAAAAAABXA/KZ5a_7FWpBY/s400/sistine-chapel-hands.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1, 40-45, que corresponde ao 6º Domingo do Tempo Comum, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/01/jesus-sempre-comeca-curar-libertando-de.html" target="_blank"&gt;José Antonio Pagola&lt;/a&gt; comenta o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506379-aquele-homem-leproso-representa-a-solidao-e-o-desespero-de-tantos-estigmatizados" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;, com grifos do autor.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus era muito sensível ao sofrimento de quem encontrava no Seu caminho, marginalizados pela sociedade, desprezados pela religião ou rejeitados pelos setores que se consideravam superiores moral ou religiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo que Lhe sai de dentro. Sabe que &lt;b&gt;Deus não discrimina ninguém. Não rejeita nem excomunga. Não é só dos bons.&lt;/b&gt; A todos acolhe e bendiz. Jesus tinha o hábito de levantar-se de madrugada para orar. Em certa ocasião revela como contempla o amanhecer: "Deus faz sair o Seu sol sobre bons e maus". Assim é Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, por vezes, reclama com força que cessem todas as condenações: &lt;b&gt;"Não julgueis e não sereis julgados"&lt;/b&gt;. Outras, narra pequenas parábolas para pedir que ninguém se dedique a "separar o trigo e o joio" como se fosse o juiz supremo de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais admirável é a Sua atuação. &lt;b&gt;O rasgo mais original e provocativo de Jesus foi o Seu hábito de comer com pecadores, prostitutas e gente indesejável.&lt;/b&gt; O fato é insólito. Nunca se tinha visto, em Israel, alguém com fama de "homem de Deus" comendo e bebendo animadamente com pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dirigentes religiosos mais respeitáveis não o puderam suportar. A sua reação foi agressiva: "Aí tendes a um comilão e bêbado, amigo de pecadores". Jesus não se defendeu. Era certo.&lt;b&gt; No mais íntimo do Seu ser sentia um respeito grande e uma amizade comovedora para com os rejeitados da sociedade ou da religião.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos recolhe no seu relato &lt;b&gt;a cura de um leproso&lt;/b&gt; para destacar essa predileção de Jesus pelos excluídos. Jesus atravessa uma região solitária. De repente aproxima-se um leproso. Não vem acompanhado por ninguém. Vive na solidão. Leva na sua pele a marca da sua exclusão. As leis condenam-no a viver afastado de todos. É um ser impuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De joelhos, o leproso faz a Jesus uma súplica humilde. Sente-se sujo. Não lhe fala de doenças. Só quer ver-se limpo de todo estigma: «Se queres, podes limpar-me». Jesus comove-se ao ver a Seus pés aquele ser humano desfigurado pela doença e o abandono de todos. &lt;b&gt;Aquele homem representa a solidão e o desespero de tantos estigmatizados.&lt;/b&gt; Jesus «estende a Sua mão» procurando o contato com a sua pele, «toca-lhe» e diz-lhe: «Quero. Ficar limpo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que discriminamos a partir da nossa suposta superioridade moral a diferentes grupos humanos (vagabundos, prostitutas, toxicómanos, HIV positivos, imigrantes, homossexuais...), ou os excluímos da convivência negando-lhes o nosso acolhimento, estamos a afastar-nos gravemente de Jesus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-841267162165752786?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/841267162165752786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=841267162165752786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/841267162165752786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/841267162165752786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/amigo-dos-excluidos.html' title='Amigo dos excluídos'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-s0mBujJCJTI/TzU_y45X6TI/AAAAAAAABXA/KZ5a_7FWpBY/s72-c/sistine-chapel-hands.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3453269076761607063</id><published>2012-02-10T16:30:00.002-02:00</published><updated>2012-02-10T16:30:02.834-02:00</updated><title type='text'>Revisite sua infância vendo Tomboy</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7GinQ3EI7oc/TzVItUEMoZI/AAAAAAAAAdQ/ixwJt0ucKZM/s1600/Tomboy%2B2011%2Bposter.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7GinQ3EI7oc/TzVItUEMoZI/AAAAAAAAAdQ/ixwJt0ucKZM/s320/Tomboy%2B2011%2Bposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707548046079598994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poster acima é de um dos mais sensíveis filmes que já  vi em minha vida. Já discutimos aqui no blog sob como os pais se sentem em relação a sexualidade das crianças, como os psicólogo e pedagogos e diferentes ciências vêem a criança transexual, mas acho que tô pra ver alguma discussão,  ou pelo menos uma exposição, tão honesta  quando a do filme acima que trata sob o ponto de vista da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simplesmente mostrado como a criança se sente, talvez alguém interessado em formar um discurso sobre o assunto possa até querer escrever uma tese depois de assistir. Mas, pra mim o filme me emocionou do começou ao fim. Pude sentir novamente o gostinho do que tive de bom, estranho e inominável na minha infância. Partilhei com o/a protagonista todos os seus sentimentos e a partir deles pude revisitar a minha infância em vários momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TomBoy é simplesmente um filme infantil e leve, mesmo nos momentos mais tensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o trailler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JvfdCI4MArQ?version=3&amp;amp;feature=player_detailpage"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JvfdCI4MArQ?version=3&amp;amp;feature=player_detailpage" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="281"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TTz-sQWptbA/TzVQQ-rcx3I/AAAAAAAAAdc/wlNyeSHEHmg/s1600/arte_5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TTz-sQWptbA/TzVQQ-rcx3I/AAAAAAAAAdc/wlNyeSHEHmg/s320/arte_5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707556355395340146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Só pra não perder o fio da meada, também com a mesma leveza, indico um belíssimo curta brasileiro que também trata da inocência juvenil, chamado a “Arte de andar pelas ruas de Brasília”. Não consegui achar o trailler. Mas, há uma sinopse &lt;a href="http://vidacandanga.com/?p=4351"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último, fica como uma homenagem a nossas colaboradoras e queridas amigas &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/03960035763090298294"&gt;Zu &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/00915561338458144002"&gt;Cris&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom fim de semana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3453269076761607063?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3453269076761607063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3453269076761607063&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3453269076761607063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3453269076761607063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/revisite-sua-infancia-vendo-tomboy.html' title='Revisite sua infância vendo Tomboy'/><author><name>Rodolfo Viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18334529566212067395</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7GinQ3EI7oc/TzVItUEMoZI/AAAAAAAAAdQ/ixwJt0ucKZM/s72-c/Tomboy%2B2011%2Bposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-4779212991799696985</id><published>2012-02-10T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-10T15:00:03.212-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='editorial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Tapa na peruca de Higgs e palmada no bumbum do jornalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-X6bNkOtrVWk/TzR-Gr4yuWI/AAAAAAAAAE8/FSro5yOaxvk/s1600/pinocchio.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707325281110505826" src="http://3.bp.blogspot.com/-X6bNkOtrVWk/TzR-Gr4yuWI/AAAAAAAAAE8/FSro5yOaxvk/s400/pinocchio.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 221px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 228px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Pela trocentésima vez desde o final do ano passado, tive a oportunidade de me deparar com uma manchete gritando que cientistas chegaram quase-quase na observação do qualquer-coisa do Bóson de Higgs. Esse Bóson de Higgs parece o "pertim" do mineiro; tá sempre quase lá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pra quem ainda não entendeu do que eu estou falando, Bóson de Higgs é uma partícula elementar surgida logo após o Big Bang de escala maciça hipotética predita para validar o modelo padrão atual de partícula. É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendeu? Nem eu. Qual a relevância disso pro católico? Veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que concerne ao ser humano católico, alguém, um belo dia, resolveu chamar essa questão física de Partícula de Deus. Se o nome de Deus gerasse R$1,00 em prol das pesquisas pelo fim de doenças graves no mundo, a cada vez que fosse usado, a gente nunca mais morreria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí começou a confusão e eu tenho acompanhado essa discussão toda que já chegou ao ponto de alguém dizer que os cientistas estão perto de descobrir Deus. Achei que era hora de parar com isso. Me arrepio toda só de pensar que algum ser humano realmente acredita que o tal Boston de Higgs, somente por ter estado lá no começo de tudo, representa Deus. É como se alguém andasse por aí procurando o próprio umbigo. Ele está lá. Basta se envergar um pouquinho pra ver. E ele sempre esteve lá. Parte do ser humano, igualzinho a Deus. E aí eu me pergunto: Quando observarem o Higgs, seremos todos felizes? Estaremos todos repletos e teremos as respostas para todas as perguntas? Seremos mais irmãos e menos resmunguentos? De onde viemos, saberemos. Mas, e pra onde vamos? E o porquê da gente ter sido criado? Comofaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito muito que cada um de nós precise mesmo construir senso crítico frente à imprensa porque a coisa tá ficando cada vez mais feia. Escreve-se qualquer coisa para vender jornal ou aumentar o fluxo de navegação em sites de notícias e a gente não pode cair na tentação de comprar tudo o que se fala por aí porque, do mesmo jeito que algum irresponsável alardeia que a pesquisa científica séria da observação do bóson de Higgs vai nos mostrar Deus, esse mesmo irresponsável espalha outra infinidade de cretinices que só geram mais confusão e gritaria. Todo ser humano carrega, em si, Deus. Todas as pessoas são sacrários do Divino, e à humanidade cabe apenas descobrir como se unir cada vez mais a essa Divindade, independente da religiosidade que a expressa. A ciência corre atrás de seus interesses em prol da evolução da nossa espécie mas daí a algumas mídias transformarem isso na manchete de que Deus está pra ser descoberto, é pura pescaria de leitor. E a gente sabe que a religião de verdade vem para esclarecer, para formar consciência, para fazer de nós, humanos, pessoas mais críticas e menos mera massa de manobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que os cientistas evoluam na pesquisa e se sintam felizes e satisfeitos com ela. Espero que o jornalismo pare de tentar transformar pessoas de verdade em Pinocchios e acredito mesmo que a gente consiga ter a temperança de pensar e pesquisar antes de cair na rede de qualquer cretino que se intitula jornalista e faltou à aula de ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor,&lt;br /&gt;Zu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-4779212991799696985?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/4779212991799696985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=4779212991799696985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4779212991799696985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4779212991799696985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/tapa-na-peruca-de-higgs-e-palmada-no.html' title='Tapa na peruca de Higgs e palmada no bumbum do jornalismo'/><author><name>Zu.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03960035763090298294</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_6r3TAQTrfmY/SJ51aXCHc8I/AAAAAAAAAAo/pde2EsW0CMg/s1600-R/niver_leise.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-X6bNkOtrVWk/TzR-Gr4yuWI/AAAAAAAAAE8/FSro5yOaxvk/s72-c/pinocchio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-311547343198202060</id><published>2012-02-10T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-10T06:00:19.990-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clero'/><title type='text'>A missão de um bispo: primeiro os pobres, os presos, os doentes, os estrangeiros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ebkcxw_96DY/TzQrqpeYhwI/AAAAAAAABWc/9Z8w8YoWQFo/s1600/bishops.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ebkcxw_96DY/TzQrqpeYhwI/AAAAAAAABWc/9Z8w8YoWQFo/s400/bishops.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506035-que-perfil-um-bispo-deveria-ter-hoje-a-opiniao-do-cardeal-martini" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O perfil do bispo contemporâneo em debate: para o bispo recém-eleito de Novara, na Itália, Franco Giulio Brambilla (foto), o cardeal &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/01/o-sentido-da-vida-nas-palavras-de-jesus.html" target="_blank"&gt;Carlo Maria Martini&lt;/a&gt; delineia a figura pastoral do bispo sobre o pano de fundo dos grandes textos da tradição bíblica, que enfatizam a sua dedicação, amorosidade e o mandato que vem de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião – escrita por ocasião do lançamento do novo livro do cardeal Martini, intitulado &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506033-martini-face-a-face-com-quem-nao-cre" target="_blank"&gt;Il vescovo&lt;/a&gt; [O bispo] (Ed. Rosenberg &amp;amp; Sellier, 92 páginas) – foi publicada no jornal Corriere della Sera, 22-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506034-a-missao-de-um-bispo-primeiro-os-pobres-os-presos-os-doentes-os-estrangeiros" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou saudar o cardeal Martini. Em poucos dias, farei o ingresso como novo bispo da diocese de Novara. Ele foi o da minha maturidade de padre. Falamos longamente com o olhar no momento presente da Igreja e do mundo. A sua voz imperceptível intervém pouquíssimo, com palavras afiadas e encorajadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura, ele me pergunta: que programa você tem para Novara? Ele pede que o secretário busque um pequeno livro, ainda quente da imprensa: Il vescovo [O bispo]. Ele me diz: quis escrever de minha mão com dificuldade. Ele será lançado em alguns dias dias. Em casa, leio-o de uma vez só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um pequeno livro pensado no rastro da grande tradição do Liber pastoralis, de Gregório Magno a Carlos Borromeu. Ele não frequenta os grandes picos da teologia. Protela-os conscientemente. Devia ser – diz  a nota introdutória do editor – a primícia da coleção La cura delle parole. É como o número zero, confiado a "um verdadeiro mestre do cuidado com as palavras". E assim foi escrito. Ele quer falar do bispo para "arrancá-lo do nicho e vê-lo em contato com as pessoas (...) com uma imagem menos vaporosa e hierática, mais viva e sem falsas pretensões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martini, mestre da Palavra, é capaz de tecer sobre a trama da linguagem humana uma reflexão sapiencial, tingida de ironia e desencanto, de pontas marcantes e saborosas notações. Ele a entrega a todos aqueles que se perguntam sobre o sentido de autoridade na Igreja e sobre a sua presença na sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras precisam de cuidado, senão se consomem. Ou, melhor, corrompem a nossa relação com o real, porque são a porta para o mistério do ser. A etimologia do termo "bispo" (de epi-skopein: supervisor, guardião, guia, pastor) tende a esmagar a sua figura sobre a questão da autoridade. Essa, na comunicação pública, goza hoje de uma má fama. Martini a remove da sua concentração sobre o poder de governo para colocar o bispo em relação com a Palavra e a sua ação santificadora. Quando estava em Milão, ele dizia frequentemente que sentia o ônus de ser um símbolo também para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura pastoral do bispo é lida sobre o pano de fundo dos grandes textos da tradição bíblica, que enfatizam a sua dedicação, amorosidade e o mandato que vem de Cristo. Surge daí uma imagem persuasiva que faz do bispo um "servidor da Palavra de Deus". O próprio Martini foi como que o seu ícone: "Ele deve ter o Evangelho dentro de si mesmo e, assim, ser um Evangelho vivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreenderá muito, até mesmo aqueles que não frequentam a língua da Igreja, a sua insistente referência ao vínculo do bispo com a Igreja celeste: ele deve "ser homem de oração, sobretudo de oração de intercessão". Para concluir de modo icônico: "Se queremos um bispo profeta, é preciso dar-lhe muito tempo para rezar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem perfilada por Martini no capítulo crucial do pequeno livro relê radicalmente o tema da autoridade. O seu poder é iluminador e libertador, que participa dos gestos de libertação do mal de Jesus e transmite a força do fermento evangélico. A autoridade na Igreja tem a forma testemunhal, porque coloca em contato vital a consciência com a Palavra. Como disse em um texto fulgurante, o terreno não existe sem a semente: "Terra e semente foram criados um para o outro. Não faz sentido pensar na semente sem uma relação própria com o terreno. E este último sem a semente é deserto inabitável. Fora da metáfora: o homem, assim como nós o conhecemos, se cortar toda a sua relação com a Palavra, torna-se estepe árida, torre de Babel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponta de diamante da figura do bispo, segundo Martini, se desdobra no terceiro capítulo de modo agradável por parte de todos. Passam-se em resenha todos os contatos do bispo: &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506035-que-perfil-um-bispo-deveria-ter-hoje-a-opiniao-do-cardeal-martini" target="_blank"&gt;com os não crentes, os pobres&lt;/a&gt;, os doentes, os encarcerados, os estrangeiros. Depois, a ampla rosa das relações eclesiais: os fiéis, os colaboradores, os padres e diáconos, os teólogos, o seminário, os religiosos, o mundo missionário. Para terminar com as instituições, os judeus e o mundo da mídia. É o capítulo mais "martiniano", onde se desenha a imagem do bispo que se deixa guiar – na dialética com o mundo – pela pergunta: Quid hoc ad Evangelium?, "o que eu faço e digo, o que tem a ver com o Evangelho?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto provocativo que não despreza nem o debate com o peso burocrático da vida da Igreja e a sua relação com as diversas instâncias da Igreja universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, à margem do livro, as características atuais de um bispo: a integridade, a lealdade, a paciência e a misericórdia. Esculpidas com o estilete de um sábio bíblico e entregues idealmente a um jovem bispo. Como a conclusão final do livro: "Um homem humilde, que vence as durezas com a sua doçura, que sabe ser discreto, que sabe rir de si mesmo e das suas fragilidades. Que sabe reconhecer seus próprios erros, sem muitas autojustificações. Portanto, acima de tudo, um homem de verdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Martini clássico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-311547343198202060?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/311547343198202060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=311547343198202060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/311547343198202060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/311547343198202060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/missao-de-um-bispo-primeiro-os-pobres.html' title='A missão de um bispo: primeiro os pobres, os presos, os doentes, os estrangeiros'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ebkcxw_96DY/TzQrqpeYhwI/AAAAAAAABWc/9Z8w8YoWQFo/s72-c/bishops.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6589103579350126068</id><published>2012-02-09T18:31:00.000-02:00</published><updated>2012-02-09T18:31:30.197-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='respeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>Assembleia de ferramentas...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vnBmdhhapBc/TzQtB01B98I/AAAAAAAABWk/Q7tZZ3JKM8A/s1600/ferramentas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="278" src="http://2.bp.blogspot.com/-vnBmdhhapBc/TzQtB01B98I/AAAAAAAABWk/Q7tZZ3JKM8A/s400/ferramentas.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://www.halfaworldaway.com.au/pages/jobs/tools.cfm" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em certa ocasião, aconteceu uma assembleia de ferramentas numa carpintaria, para resolver problemas da classe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O martelo se auto-elegeu como presidente e convocou as ferramentas batendo forte na mesa do carpinteiro. Mas sua presidência durou pouco. Foi acusado de fazer muito barulho e ficar dando golpes o tempo todo. O martelo reconheceu sua culpa e foi substituído pelo parafuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parafuso também não durou muito, pois era muito enrolado e foi acusado de ficar dando muitas voltas para conseguir alguma coisa. O parafuso concordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lixa, então, assumiu seu lugar, mas também por pouco tempo. Ela era muito áspera no tratamento com os demais e criava muitos atritos. Acatou também as reclamações pela sua maneira de agir e foi substituída pelo metro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O metro no princípio se deu bem, era muito metódico e certinho, mas logo começaram a acusá-lo de que só ele estava certo e media a todos segundo suas próprias medidas, como se fosse o único perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O serrote o substituiu, quando então o marceneiro entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as ferramentas ficaram quietas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marceneiro separou umas tábuas e começou a trabalhar nelas. As ferramentas foram passando por suas mãos: o martelo, o serrote, o parafuso, a lixa, o metro... No final de seu trabalho, aquelas tábuas se tinham convertido num belo armário, elegante e fino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o marceneiro saiu, as ferramentas continuaram sua assembléia. O serrote disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhoras e senhores! Ficou demonstrado que todos temos defeitos e por isso não nos aceitamos uns aos outros. Mas o marceneiro trabalhou com nossas qualidades, com o que temos de valor. Esse armário está em pé, bem equilibrado, preciso e exato, graças ao metro. As tábuas foram encaixadas umas nas outras graças à força do martelo. O parafuso uniu e juntou muito bem as diversas partes do armário. A lixa tirou as asperezas da madeira e deu lisura e brilho ao armário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as ferramentas sentiram-se valorizadas e animadas ao ver que podiam produzir móveis de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta: Qual a “ferramenta” que mais se assemelha com seu modo de agir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj&lt;br /&gt;Reproduzido via &lt;a href="http://padreramonsj.blogspot.com/2012/02/assembleia-de-ferramentas-anonimo.html?spref=fb" target="_blank"&gt;blog do autor&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6589103579350126068?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6589103579350126068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6589103579350126068&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6589103579350126068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6589103579350126068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/assembleia-de-ferramentas.html' title='Assembleia de ferramentas...'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vnBmdhhapBc/TzQtB01B98I/AAAAAAAABWk/Q7tZZ3JKM8A/s72-c/ferramentas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-850374415458197147</id><published>2012-02-09T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-09T15:00:08.893-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Mundo corporativo, um mundo homofóbico?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ic1UOcWmBsM/TzOmB4atyfI/AAAAAAAABWE/Ba3VKfXbJr0/s1600/gay-worker.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="357" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ic1UOcWmBsM/TzOmB4atyfI/AAAAAAAABWE/Ba3VKfXbJr0/s400/gay-worker.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://forumbaianolgbt.blogspot.com/2011/06/empresas-94-veem-discriminacao-na.html" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, coloquei um comentário no Facebook apoiando os direitos dos homossexuais na questão de formarem uma família (adoção de crianças, casamento civil, dependência em planos médicos, direito de herança, entre outras) e me surpreendi com alguns comentários que traziam um ranço do século XV. É claro que não sou nenhuma “Alice no país das maravilhas” e sei que a questão é controversa, mas confesso que não esperava ouvir, nos tempos de hoje, argumentos tão rasos e preconceituosos em relação a essas questões. Ou a qualquer outra que diga respeito aos direitos de um cidadão comum, que apenas tem uma opção sexual diferente da que prega o, aqui, maldito senso comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei me dando conta de que o processo pelo qual passa hoje essa questão parece ter a mesma dinâmica pela qual passou o preconceito em relação à cor da pele. Ainda me lembro de um tempo no qual parecia divertido fazer piada com a cor da pele de alguém. E que esse tipo de absurdo sequer era questionado pelos demais membros da sociedade, influenciando crianças com o pior sentimento possível: o preconceito. Incrível como o grau de hipocrisia com esse assunto era extremamente elevado. Nos discursos oficiais, todos eram contra o preconceito de cor. Mas, em reuniões menores ou em ocasiões sociais, não faltavam piadas sobre pessoas negras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma hipocrisia reina hoje no mundo corporativo, só que com viés muito forte para a homofobia. Ok, ninguém é espancado entre uma reunião e outra por assumir sua homossexualidade, mas não tenho dúvida de que enfrentam hoje o mesmo preconceito velado pelo qual já passaram negros e mulheres (não que esses preconceitos tenham acabado totalmente no mercado, mas, pelo que vejo, estão hoje em menor intensidade). Conversando com alguns amigos (gays ou não), as histórias são sempre as mesmas. Diante do público, o discurso politicamente correto de que as empresas não fazem qualquer tipo de distinção entre raça, sexo ou opção sexual. Mas, nos corredores e nas reuniões privadas, não faltam piadas sobre o tema. Um amigo me confessou que na empresa na qual trabalha até uma “lista dos que são” é feita de maneira informal durante as reuniões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar o preconceito velado na hora de se discutir a carreira de um homossexual. A pergunta que fica é: se a opção sexual de um cidadão em nada interfere na sua vida profissional, por que deveria interferir na hora de avaliar a sua progressão de carreira? Aqui nesse ponto tenho certeza de que muitos vão colocar o chapéu do “politicamente correto” e dizer que esse tipo de discriminação não existe na hora das promoções. Então proponho um exercício simples: antes de afirmarem categoricamente que não existe qualquer tipo de discriminação (mesmo que inconsciente), olhem por um instante para os cargos mais altos das empresas nas quais trabalham e contem quantos negros, mulheres e homossexuais existem. Garanto que, somados, não chegarão aos cinco dedos de uma só mão. E isso independe do número de cargos de liderança que existam na companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me traz uma outra questão: vai ser fácil contar as mulheres e negros, pelo simples fato de que eles não têm como “esconder” a sua situação. Já um homossexual, garanto que não será tão fácil assim identificá-lo em cargos de liderança. Não porque não existam, mas porque, nesse nosso ambiente corporativo dito “liberal”, muitos deles escondem sua opção por não se sentirem confortáveis o suficiente para assumi-la integralmente. São poucos os “corajosos” que o fazem dentro desses ambientes hostis, nos quais impera a hipocrisia do “aceito, mas faço piada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões que coloco são simples: por que incomoda tanto a um terceiro a opção sexual de alguém se essa opção não interfere em nada na sua vida? Por que se preocupar de o outro gostar de uma coisa ou de outra, se esse gostar diz respeito apenas a ele? Por que fazer piada com um assunto que não lhe diz respeito, mas que desrespeita o outro ao fazê-lo? E por último, mas não menos importante: por que preterir alguém ou negar-lhe algum direito se a sua contribuição para a sociedade, para a empresa e para o entorno é a mesma que a dos demais e que a diferença entre ele e você não passa apenas de uma preferência que não lhe diz respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com Mata Hari sobre o tema, ela me provocou com um exercício interessante para descobrir se realmente o preconceito sobre essa questão está ou não impregnado dentro da gente. Dizia ela: “imagine se o seu filho, ou sua filha, se declara gay. Qual seria a sua reação? O que você sentiria?”. No primeiro instante confesso que fiquei perplexo diante da pergunta. Por mais que apoie o tema, nunca tinha parado para pensar nessa hipótese. Mas fiquei feliz em seguida ao chegar a conclusão de que o mais importante para mim é que eles (meus filhos) sejam felizes e que vou apoiar qualquer que sejam as suas escolhas. E torcer para que, quando eles chegarem à vida adulta, esse cenário já seja apenas uma má lembrança do passado. Independente de suas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esse respeito seja apenas uma questão de amadurecimento da sociedade, da mesma forma que aprendemos a respeitar indivíduos de outra cor ou sexo. Mas, não tenha dúvida, respeito se ensina em casa, começando com os nossos filhos. Acho que vou guardar esse texto para um futuro próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- André Moragas&lt;br /&gt;Reproduzido do blog "Na hora do cafezinho", do jornal O Globo (&lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/nahoradocafezinho/posts/2012/02/08/mundo-corporativo-um-mundo-homofobico-429698.asp" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-850374415458197147?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/850374415458197147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=850374415458197147&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/850374415458197147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/850374415458197147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/mundo-corporativo-um-mundo-homofobico.html' title='Mundo corporativo, um mundo homofóbico?'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ic1UOcWmBsM/TzOmB4atyfI/AAAAAAAABWE/Ba3VKfXbJr0/s72-c/gay-worker.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-7643425994596930298</id><published>2012-02-09T06:26:00.001-02:00</published><updated>2012-02-09T06:26:27.572-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><title type='text'>"Ninguém pode excluí-los da Igreja"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eqxnpUhJ1RI/TzOC1AAoZcI/AAAAAAAABV8/59Fu0DnpcJc/s1600/431205_10150634741162463_108605392462_10900993_1251688870_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-eqxnpUhJ1RI/TzOC1AAoZcI/AAAAAAAABV8/59Fu0DnpcJc/s400/431205_10150634741162463_108605392462_10900993_1251688870_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto via &lt;a href="http://www.thecoolhunter.com.au/article/detail/2059/2012-light-festival--ghent-belgium" target="_blank"&gt;The Cool Hunter&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando no interior do grupo de homossexuais católicos de Milão denominado “Il Guado” se discutiu em convidar Luigi Bettazzi, bispo emérito de Ivrea, para falar sobre o Concílio Vaticano II, alguns expressaram o medo de que o encontro pudesse colocar na sombra a questão dos homossexuais na Igreja e as dificuldades que estes encontram no confronto com uma hierarquia que parece ser incapaz de acolher e compreender a experiência gay de católicos. Mas, no fim, o encontro com o bispo emérito de Ivrea, no dia 06-02-2010, no salão paroquial de S. Maria Bartrade, superou qualquer temor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia é da agência italiana Adista, 15-02-2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testemunho privilegiado do evento conciliar (uma “graça” – afirmou – pela qual ainda hoje agradeço a Deus”), uma experiência vivida em estreito contato com um protagonista importante, o cardeal Lercaro (de quem era bispo auxiliar), Bettazzi encarnou a novidade do Concílio Vaticano II na realidade dos grupos eclesiais que buscam, com muito esforço, manter a sua especificidade de gênero com a própria pertença eclesial. Na sua reflexão, o bispo indicou alguns ensinamentos importantes daquela experiência e que podem ser lidos como um paradigma interpretativo da atualidade. Ele os organizou partindo das três grandes Constituições que o Concílio aprovou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou falando da &lt;i&gt;Gaudium et Spes&lt;/i&gt;, a constituição com que a Igreja optava, de maneira solene, de não ter mais como únicos interlocutores somente os católicos, mas todos os homens e todas as mulheres “de boa vontade”. Esta opção significou uma escolha definitiva do próprio magistério: não é por acaso que, desde então, nenhuma encíclica é publicada sem que os interlocutores sejam sempre todos os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem crê no Cristo está salvo!", é o título de um livro que o próprio Bettazzi publicou há alguns anos, retomando um versículo do Evangelho de São João (3,15). Durante o encontro o próprio Bettazzi observou como aquele mesmo versículo pode ser lido de muitas maneiras: a primeira, ("Quem crê em Cristo, será salvo") coloca o acento sobre a adesão de fé em Cristo, vê na adesão à Igreja a única estrada para a salvação. A segunda (“Quem crê, em Cristo será salvo”) que coloca o acento sobre a seriedade com que nós respondemos à nossa vocação humana, vivendo-a com a fidelidade de quem “crê”, de quem assume a responsabilidade de ter em conta, nas suas opções, as exigências e as necessidades dos que partilham da sua humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lida à luz desta mensagem, Bettazzi recordou com força, que a condição homossexual adquire um significado radicalmente novo que expulsa as polêmicas que, nestes últimos dias, foram protagonizadas por alguns bispos italianos ao fazerem afirmações muito duras em relação aos homossexuais, taxando como “aberrante” a sua condição e pedindo o afastamento da Igreja e dos sacramentos. Somente quem esquece o ensinamento do Vaticano II na &lt;i&gt;Gaudium et Spes&lt;/i&gt;, afirmou Bettazzi, pode pensar que a homossexualidade seja em si mesma um motivo que pode afastar as pessoas da Graça e que se possa, de fora, julgar o estado de Graça de uma pessoa que não esconde a sua própria homossexualidade, negando-lhe à priori, o acesso aos sacramentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter analizado, por meio da &lt;i&gt;Sacrosanctum concilium&lt;/i&gt;, a importância da recuperação da centralidade da liturgia na vida, não só da Igreja, mas também dos crentes, para realizar, inclusive, uma relação diferente entre a instituição eclesiástica e a experiência vivida pelos indivíduos, Bettazzi refletiu sobre a &lt;i&gt;Dei Verbum&lt;/i&gt;, convidando a não considerar a Palavra de Deus como algo estranho nas nossas vidas, mas na direção de uma escuta atenta e responsável do texto bíblico para chegar àquele discernimento requerido pelas situações específicas. Neste sentido, a história de tantos homossexuais crentes se insere, como a história de todos os homens e como a história de cada um, no percurso, do qual o próprio Concílio foi um capítulo particularmente significativo e particularmente importante: a história de um Deus que se comunica e se narra ao homem e que, usando os instrumentos de que o homem pode entender, chama a humanidade toda à salvação. Uma história em que nenhum de nós deve se sentir como o utilizador final de serviço que outros lhe confeccionaram, mas deve sentir-se como o protagonista da história do amor com o qual o próprio Deus, em Jesus Cristo, de modo admirável o chamou à existência e, de modo ainda mais admirável, o chamou à salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Boletim eletrônico IHU, 16/2/20210. Reproduzido via site do Diversidade Católica, &lt;a href="http://www.diversidadecatolica.com.br/bibliografia_detalhes.php?id=48" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-7643425994596930298?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/7643425994596930298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=7643425994596930298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/7643425994596930298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/7643425994596930298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/ninguem-pode-exclui-los-da-igreja.html' title='&quot;Ninguém pode excluí-los da Igreja&quot;'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eqxnpUhJ1RI/TzOC1AAoZcI/AAAAAAAABV8/59Fu0DnpcJc/s72-c/431205_10150634741162463_108605392462_10900993_1251688870_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-4309208412939367699</id><published>2012-02-08T17:35:00.003-02:00</published><updated>2012-02-08T17:39:02.163-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campanha'/><title type='text'>Ministério veta vídeo gay na campanha de Carnaval</title><content type='html'>Já que o Ministério da Saúde vetou o vídeo da Campanha de uso de preservativos no Brasil divulgamos aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dhlUv9_80V8?version=3&amp;feature=player_dehttp://www.blogger.com/img/blank.giftailpage"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dhlUv9_80V8?version=3&amp;feature=player_detailpage" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="500" height="281"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma justificativa plausível a não ser o preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/ministerio-veta-video-de-homens-gays-na-campanha-do-carnaval-3916357"&gt;&lt;br /&gt;O Globo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodolfo Viana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-4309208412939367699?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/4309208412939367699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=4309208412939367699&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4309208412939367699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4309208412939367699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/ministerio-veta-video-gay-na-campanha.html' title='Ministério veta vídeo gay na campanha de Carnaval'/><author><name>Rodolfo Viana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18334529566212067395</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-2713149128664844080</id><published>2012-02-08T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-08T15:00:05.848-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>As surpresas de 2012</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vw2KfwNUAsc/TzI5j6-mfUI/AAAAAAAABV0/I_zhlGQIFjc/s1600/now+now+now.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-vw2KfwNUAsc/TzI5j6-mfUI/AAAAAAAABV0/I_zhlGQIFjc/s400/now+now+now.jpg" width="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto via Facebook&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vamos aprendendo a ver a história de uma maneira não linear nem inevitável. Há sempre surpresas pela frente e, parafraseando num outro sentido Borges, descobrimos “caminhos que se bifurcam”. Quem preveria, no começo de 2011, tudo o que foi acontecendo da Tunísia ao Ocupar Wall Street? Mas esses processos não aparecem de repente, eles vão sendo preparados nos subterrâneos da história. O mexicano Pablo Gonzalez Casanova vê as sementes desses movimentos lá atrás, 18 anos antes, no primeiro de janeiro de 1994, na primeira aparição pública do Zapatismo e de seu subcomandante Marcos, com outra maneira de fazer política. Poderíamos também pensar em tudo o que janeiro de 2001 desocultou, no primeiro Fórum Social Mundial de Porto Alegre, com tantas práticas plurais que mostraram a falácia de um neoliberalismo estagnado e hoje claramente em crise. Alain Touraine disse que maio de 1968, ainda mais atrás, não tinha tido um dia seguinte, mas teria um amanhã. O ano que termina trouxe à luz do dia um processo que se foi constituindo aos poucos.  E assim entramos em 2012 mais preparados para o inesperado que pode surgir à tona. Dizem que o calendário maia previu, para o final de 2012, uma mudança de era. Mas trata-se ali da visão de uma história circular e predeterminada como a dos gregos, movida pelos astros ou por divindades ocultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o futuro é mais incerto e frágil do que podemos esperar, num certo sentido mais livre, para bem e para mal. Estando em Madri, quando na Puerta del Sol surgiu o M-15, senti que virtualidades profundas emergiam. Estas e outras continuam ou surgem em 2012. No ano que passou se falava de primavera árabe e de inverno europeu. A primavera, grito de liberdade, pode ser capturada por grupos fundamentalistas, como há temores da Tunísia e no Egito. Mas também, à sombra meio incerta da Turquia, podemos pensar na coexistência de uma sociedade secular com uma forte presença religiosa. Tudo vai depender das propostas e articulações das forças presentes na sociedade. Nos Estados Unidos, há um espectro amplíssimo, que vai do libertário Ocupar ao troglodita Tea Party. E um meio de caminho imobilizado pela decepção da esperança em Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, há um dinamismo que se desenvolve em sentido diferente de outras crises. Com isso não parece haver lugar para sair às praças no protesto, como certa imprensa e uma oposição raivosas gostariam. Temos uma política que, de 2003 para cá, vem trazendo autoconfiança nacional e apoio social a mudanças reais. País emergente, ator relevante no plano internacional, tenta superar aos poucos suas desigualdades históricas, seu clientelismo enraizado e uma corrupção instalada desde muitas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podemos ficar olhando o 2012 que surge como meros espectadores. A dinâmica da cultura digital e de suas redes sociais permite construir, em ações propositivas, novas pistas e então evitar recaídas autoritárias. Tudo depende da mobilização social e de vários atores. Não se trata de um voluntarismo ingênuo, mas da somatória de articulações e de decisões vindas de muitos lados, dos movimentos culturais, ecológicos, de gênero, de inserção no mundo produtivo e principalmente, como em 1968, da rebeldia dos jovens. E aí está também o desafio para as religiões, chamadas a rever-se nos novos cenários. No caso da Igreja Católica, na cúpula, ela parece imobilizada na rigidez e fixada em receitas tradicionais. Mas na base do “povo de Deus”, alguma coisa fervilha, contaminada pelo dinamismo social e influenciando sobre este último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não façamos previsões deterministas ou apenas fruto de intenções, mas exerçamos nosso direito de propor e de criar. Temos diante de nós muitos cenários possíveis. Ao final deste ano poderemos ver crescer de um lado, a sombra de incertezas de um mundo que morre nos estertores da reação e do medo. Aliás, é curioso constatar como boa parte dos pensadores em moda é pessimista quanto ao futuro. Eles se fixam em pensamentos obscuros e negativos, com suas análises abstratas descoladas do real e do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por outro lado, e aí vão nossas apostas e propostas, poderão surgir realidades e práticas surpreendentes, uma “inesperada primavera”, como disse João XXIII nos anos sessenta, no sentido contrário dos “mestres do pessimismo”. Deveríamos saber descobrir como utopias já vão brotando no meio de nós, colaborando com elas e inaugurando insuspeitados caminhos de libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Luiz Alberto Gómez de Souza&lt;br /&gt;Sociólogo, diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Candido Mendes.&lt;br /&gt;Reproduzido via &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=44&amp;amp;cod_noticia=20337" target="_blank"&gt;Amai-vos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-2713149128664844080?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/2713149128664844080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=2713149128664844080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2713149128664844080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2713149128664844080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/as-surpresas-de-2012.html' title='As surpresas de 2012'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vw2KfwNUAsc/TzI5j6-mfUI/AAAAAAAABV0/I_zhlGQIFjc/s72-c/now+now+now.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3686831383410576966</id><published>2012-02-08T06:28:00.001-02:00</published><updated>2012-02-08T06:28:40.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='afetos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Homossexualidade: por uma antropologia inclusiva</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-L5hFotxRoHY/TzIyD3L8lRI/AAAAAAAABVs/8ANvg3qLN4A/s1600/climbing+clouds.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://4.bp.blogspot.com/-L5hFotxRoHY/TzIyD3L8lRI/AAAAAAAABVs/8ANvg3qLN4A/s400/climbing+clouds.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://www.alpinestateofmind.com/Mountain-Regions/Mount-Baker/6492462_DL9ZDp#!i=412805847&amp;amp;k=JTDw9" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Com o tema da identidade, dois destaques do pensamento moderno, a saber, a subjetividade e a historicidade ingressaram na questão antropológica. As homossexualidades, no modo como são experimentadas e pensadas hoje, se colocam no coração desta virada, enquanto percursos existenciais pessoais de descoberta da própria identidade, da qual constituem parte integrante e imprescindível", escreve Christian Albini, é graduado em Ciências Políticas pela Università degli studi di Milano. Participa ativamente da paróquia de San Giacomo em Crema e faz parte do Conselho Pastoral da Diocese de Crema. É casado, pai de dois filhos. È professor de Ciências Religiosas na escola superior. Fez parte da redação da revista jesuíta Aggiornamenti Sociali de Milão. Entre outros livros  de Christian Albini, citamos, Quale cristianesimo in una società globalizzata? Milão: Edizione Paoline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo foi publicado na revista Mosaico di Pace, de maio de 2009. A tradução é de Benno Dischinger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o artigo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição do magistério católico sobre a homossexualidade deriva de uma antropologia teológica apresentada pela Carta &lt;i&gt;Homossexualitatis problema&lt;/i&gt; da Congregação para a Doutrina da Fé (1º de outubro de 1986). Já que Deus cria o homem à sua imagem e semelhança, como homem e mulher, as criaturas são chamadas a respeitar, na complementaridade dos sexos, a unidade interior do Criador. Marido e mulher cooperam com ele na transmissão da vida mediante a doação conjugal recíproca (n. 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base na Palavra de Deus, a teologia cristã atribui ao matrimônio entre homem e mulher e à geração dos filhos um significado altíssimo: mediante o dom do Espírito, o  ágape divino penetra na história do Eros humano suscitando o mesmo dinamismo amoroso pelo qual vive a Trindade. O Espírito plasma a relação conjugal tornando possível o dom do eu, o acolhimento do tu e a comunhão do nós. A aproximação magisterial à teologia bíblica ressente-se, todavia, de uma corrente do pensamento grego baseada na finalidade das funções biológicas que as “fixa” num sistema sociocultural, deduzindo uma norma comum e perene. É uma espécie de “bioteologia” que investe, direta e pesadamente, de significado religioso a realidade biológica do sexo aberto à procriação. Nesta perspectiva, existe uma ordem universal e imutável da criação racionalmente reconhecível, inscrita por Deus na natureza, a qual determina a concepção da pessoa humana. Trata-se de uma concepção estática por natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que acolhimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horizonte interpretativo bioteológico produz uma antropologia exclusiva ante a homossexualidade. O valor do matrimônio é afirmado criando uma espécie de dicotomia heterossexual/homossexual que pode ser reconduzida aos pares positivo/negativo, bem/mal. Não há uma boa relação afetivo-sexual abençoada por Deus fora do casal heterossexual desposado. As homossexualidades são, por isso, patológicas, são desvios com pesadas conseqüências em termos de desvalorização da pessoa e de violência psicológica. A pessoa homossexual deveria aceitar-se a si mesma como carente de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se pensar numa antropologia cristã inclusiva que, sem tirar nada ao bem do matrimônio, também reconheça um bem nas relações homossexuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta depende do confronto com a antropologia moderna, baseada na busca e definição da própria identidade, ou seja, no processo subjetivo de reconhecimento e realização de si. Com o tema da identidade, dois destaques do pensamento moderno, a saber, a subjetividade e a historicidade ingressaram na questão antropológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As homossexualidades, no modo como são experimentadas e pensadas hoje, se colocam no coração desta virada, enquanto percursos existenciais pessoais de descoberta da própria identidade, da qual constituem parte integrante e imprescindível. &lt;br /&gt;Pode-se chegar a uma antropologia inclusiva através de um conceito de natureza humana menos estático, não redutível a uma essência bioteológica, mas da qual também faça parte a descoberta da própria identidade. Uma reflexão do gênero pode permitir, com as palavras de Bonhoeffer na "Ética", “recuperar o conceito de natural à luz do Evangelho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate teológico, uma revisão do conceito de natureza é requerida por mais vozes nos termos de uma mediação cultural: o modelo “naturalista”, que deduz a ética de uma ordem intrínseca ao organismo humano, é reconhecido como insuficiente ante a hodierna condição humana. É necessário superar o esquema ingênuo que opõe natureza e cultura. A cultura é a via obrigatória de acesso à natureza. A pura razão não basta para se chegar a um sistema de todo objetivo, absoluto, universal e imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessária uma reflexão antropológica que integre a dimensão subjetiva como constitutiva e não como acessória e, de outro lado, tome em justa consideração o papel da experiência e do tecido relacional no qual a mesma se realiza. A subjetividade é um horizonte do saber além do qual não se pode ir. Não se pode dizer “o que são” o homem e a realidade, a não ser passando através da mediação originária da prática. Somente partindo de uma exploração fenomenológica, isto é, de uma acurada descrição dos múltiplos modos pelos quais se apresentam a vida, as inclinações sensíveis e sua relação com a vontade, se pode colocar a questão fundamental de “o que é”, aquela que os filósofos chamam de ontologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta ótica, Jesus não é aquele que prescreveu um uso do corpo segundo critérios de funcionalismo biológico, mas aquele que no dom do Espírito vivifica as nossas relações inserindo-as na comunhão trinitária: o homem e a mulher conformados a Cristo (nexo entre antropologia e cristologia). “O homem “à imagem” de Deus – escreve Franco Giulio Brambilla – não indica tanto uma “natureza” criada (alma, espiritualidade), ou alguma “característica” presente no homem (as faculdades da alma), como o disse com frequência a tradição, mas, acima de tudo, a identidade sintética do homem enquanto ela  se recebe dentro das relações que a constituem e se autodetermina através de seu livre agir. O homem como liberdade criada é relação, no duplo sentido que ele é constituído na relação ao outro e se autodetermina querendo aquele sentido que lhe vem ao encontro como digno de ser escolhido e pelo qual esforçar-se” O Espírito habita no coração da liberdade como relação, para que se torne história da comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Brambilla, a reflexão teológica sobre a identidade é parte de uma antropologia fundamental referida a uma fenomenologia da experiência humana, entendida como um saber da consciência através das formas práticas do agir (em sua validade ética e religiosa). A liberdade se dá num drama, ou seja, numa ação na qual também vai sempre algo da própria identidade. Esta distensão “dramática” da liberdade pertence à sua constituição originária, porque ela só pode chegar à própria realização na distensão do tempo. Brambilla se fundamenta na pesquisa de Paul Ricoeur, para quem a identidade do eu é instituída na circularidade entre a ação e a consciência (volitiva e cognoscitiva) do sujeito. O nexo entre estes dois pólos reside na noção de identidade narrativa: a narração constitui o momento de síntese das experiências vividas e das atribuições de sentido com as quais as interpretamos. Descubro minha identidade na narração de mim mesmo e de minha história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto emergente é mostrar que as homossexualidades entram nesta história da liberdade habitada pelo Espírito como possíveis variantes e não como desvios, porém como modos de exprimir a comunhão trinitária. Trata-se de narrar o vivido  homossexual não enquanto uso “de-gênere” do corpo, como um ato separável da pessoa, como elemento estranho e acidental, mas enquanto entrelaçamento de corporeidade, de significados simbólicos, de dinamismos afetivos e espirituais. “Em toda reflexão teológica sobre a identidade humana é necessário manter conectados o biológico, o simbólico e o social como interpretativos do historicamente colocado. Mas, esta primeira tese não pode ser desligada da segunda tese, inevitável para uma reflexão que queira ser teológica: a relação com Deus confirma nossa identidade e vice-versa” (Stella Morra). As homossexualidades podem ser vistas, assim, como manifestações da interioridade autêntica que, numa experiência cristã, se dispõe a ser habitada pelo Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IHU - 29/5/2009; via site do Diversidade Católica, &lt;a href="http://www.diversidadecatolica.com.br/bibliografia_detalhes.php?id=36" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3686831383410576966?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3686831383410576966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3686831383410576966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3686831383410576966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3686831383410576966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/homossexualidade-por-uma-antropologia.html' title='Homossexualidade: por uma antropologia inclusiva'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-L5hFotxRoHY/TzIyD3L8lRI/AAAAAAAABVs/8ANvg3qLN4A/s72-c/climbing+clouds.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-374783665827761993</id><published>2012-02-07T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-07T15:00:10.578-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Os novos malditos e as novas segregações: da lepra ao crack</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lZ5ECdjBb40/TzDnTAEPioI/AAAAAAAABVk/b5PfJ_L6vsY/s1600/lepra(2).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-lZ5ECdjBb40/TzDnTAEPioI/AAAAAAAABVk/b5PfJ_L6vsY/s400/lepra(2).jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="http://infoativodefnet.blogspot.com/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma gravura que reproduz um ser humano, na IDADE MÉDIA, com o rosto marcado por feridas, que representariam seu contágio pelo Bacilo de Hansen, e que as tornava portadores de um estigma: eram os "leprosos". Esta vestido com uma túnica vermelha que cobre todo o seu corpo, assim com um chapéu que o caracteriza como portador de um mal. Nessa gravura reproduzida em uma parede está um sino que era obrigatório portarem os ditos leprosos para que todos fossem avisados, nas cidades, de sua chegada. Em seguida, geralmente eram expulsos e segregados para além dos limites da cidade. Na foto aparece um desses sinos que esperamos nunca mais tenhamos de ouvir em nossas mentes, ou seja que possamos vencer e inverter o temor de sermos tocados por outros seres humanos, principalmente os que denominarmos de "malditos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEPRA, a palavra foi banida. O preconceito ainda nos habita e se reorganiza. O contágio torna o Brasil o segundo do Mundo globalizado e hipercapitalista, em suas múltiplas convulsões sócio-econômicas. Somos quem sabe também os campeões nos neo-preconceitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que estar "leproso" nos levava para fora dos muros das cidades. Estivemos recentemente relembrando estas formas instituídas de segregação sanitária e biopolítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 29 de janeiro foi comemorado o Dia internacional de Combate à Hanseníase. Nome em homenagem ao descobridor do bacilo: Hansen. Eis o novo termo que devemos utilizar. Embora ao pesquisar em língua espanhola o termo Lepra e Leprosos ainda persista. Minimamente nas notícias e na mídia. Bem como ainda habita e prolifera no âmago de muitos inconscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser afetado pelas inúmeras matérias que difundi pelo Twitter e pelo Facebook, principalmente por uma, me lembrei de como eram tratados estes sujeitos hansenianos lá em MG. Na cidade próxima a minha, Três Corações, fora de sua periferia, existiu um "leprosário". Um asilo. Era de lá que chegavam as minhas primeiras memórias sobre a hanseníase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá vinham as cartas, de lá vinham essas missivas que deveriam ser queimadas após sua leitura. Eram contagiosas. Elas traziam os relatos breves de pessoas lá internadas, com letra de forma batida a máquina, e que pediam (ou melhor, suplicavam) a ajuda financeira e outras caridades para os que lá "apodreciam". Esta é a imagem que nos ensinavam à época, quiçá uns 40, 50 ou mais anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes velhos, amedrontadores, contagiantes e, segregadamente, miseráveis retornam hoje à minha mente. O que me trouxe essa memória? Trouxe-me o quanto, apesar dos muitos anos, ainda temos um modelo de medo e repulsa associado às doenças consideradas "malditas". O temor que se projete em um corpo anômalo, anormal, marginalizado e doentio. Uma vida nua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida nua que foi aplicada, por exemplo, à existência de um homem no Mato Grosso. O idoso José Garcia da Cruz, de 106 anos, viveu essa realidade. “Temos registros da chegada dele no São Julião em 1941, poucos dias depois da inauguração do local. Ele foi o 6º paciente a ser internado e vive aqui há pouco mais de 70 anos”, confirma o diretor do Hospital São Julião. Setenta anos de reclusão e isolamento para o “bem” da sociedade. Seria ele um Lázaro que resiste à Vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me lembrou, também, das cartas contagiantes de MG: “Quando eu ia ao mercado era um problema, principalmente na hora de pagar, porque as pessoas não queriam pegar o dinheiro porque tinham medo de encostar em mim. Elas tinham medo de pegar a doença”, contou ele. A reportagem finaliza com um alívio para as boas consciências: “Em 2007, Cruz passou a receber uma pensão especial vitalícia do governo federal. Ele foi o primeiro brasileiro a receber o benefício”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso temos de nos indagar com mais seriedade ética e responsabilidade bioética das novas práticas de internamento e reclusão. Voltamos aos séculos anteriores, ou pior regredimos à época da Nau dos Insesatos? Que tempo e era é essa que estamos imersos até o pescoço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos no tempo dos que biopoliticamente se tornaram motivo de "internações compulsórias e involuntárias". O leprosários estão sendo protagonizados hoje, institucionalmente, pelos asilos, pelas comunidades de tratamento ou pelos hospitais que deverão internar e re-internar a nova epidemia: o Crack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando como plataforma política o Estado e a cidade de São Paulo resolveram tratar uma de suas muitas ‘’chagas’’ sociais: a Cracolândia. Esqueceram, porém, que, como no Pinheirinho, apesar da miséria ou da pobreza, estavam lá e ali aglutinados muitos corpos humanos contagiantes. Para além de suas desfiliações sociais eram e são apenas seres humanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes corpos e vidas nuas não transmitem hoje apenas doenças infectocontagiosas. Eles transmitem ao nosso povo, dito maioria, e seus governantes um sentimento profundo de repulsa misturado com medo. E nessa hora o melhor é expulsá-los do coração da cidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os excluídos a serem incluídos pelo seu abrigamento, isolamento e ‘’tratamento humanizado’’. Mesmo que precisemos usar nossas forças policiais e a velha repressão dos tempos da Ditadura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes pensamos que estas ações repressivas são a melhor forma de lidar e resolver estas chagas que nós próprios alimentamos? A aprovação de uma internação compulsória tornou-se estatisticamente um desejo, com toda certeza, de uma maioria, diz o DataFolha de mais de 54%. Mas anunciaram como uma maioria que: “No Brasil, 90% aprovam internação involuntária de viciados...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo: viciados. Era assim também que lá nos anos 60 estereotipavam quem usasse cabelos compridos, falasse em paz, rock ou fumasse maconha, caminhando e cantando dentro de alguma calça jeans. Devem ser agora estes o motivo de algum saudosismo ou desejo de torná-los os ‘’bichos de sete cabeças’’, como o foi o jovem Carrano. E a Rita Lee tem de se despedir deles rumo a uma nova ‘’acareação’’ com as novas formas de reprimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo atualizam o termo para dependências químicas ou a drogadição. São os perniciosos fumantes de crack ou de outras rocks (sem roll) que classificamos higienisticamente, são os neo-portadores de um velho estigma: são os novos malditos, os novos leprosos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos então aplaudir as iniciativas governamentais de erradicação das drogas. Mas, por favor, não tomemos a máxima popular de "cortar o mal pela raiz". Assim pensavam os velhos fascistas e alguns nacional socialistas. A erradicação dessa nova "epidemia" não é a eliminação dos corpos contagiados por ela. Muito menos a criação de novos mini-cômios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levamos alguns séculos para compreender o quanto estigmatizamos os que foram chamados de leprosos. Quantos séculos serão necessários para entender que os "viciados" são uma questão da saúde, das políticas públicas, dos direitos humanos e, principalmente, hoje, das indústrias farmacêuticas e das biotecnologias. Podemos dizer que a verdadeira maioria dos dependentes é sim uma questão da Bioética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao buscarmos “curas" radicais, negando a autonomia e os direitos fundamentais do sujeito, nos mostra a História que criamos quase sempre os Estados de Exceção, os Campos de concentração ou extermínio, os Manicômios, os Leprosários, os Asilos e todas as outras formas institucionalizadas de disciplina ou controle dos corpos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discursos competentes que elaboramos datam de muito tempo atrás. Algumas pessoas colocam ainda estes "viciados" como perturbação da tranquilidade comercial e econômica das cidades. Estes ‘’desocupados’’ devem desocupar os territórios produtivos hipercapitalizados. E, se possível devem ir para campo dos refugiados, afinal eles são uma "mancha" improdutiva para a Sociedade do consumo na Idade Mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, então, como na época dos tratamentos "morais" e "asilares", tão bem dissecados e estudados em sua genealogia por Foucault, providenciar novos ‘’panópticos’’ que possam abrigar essa gente, ou essa ralé (segundo a visão do programa Mulheres Ricas). E, talvez, isolando-os também nos livramos de suas incomodas presenças em nossas cidades, ou será que apenas em nossos “ castelos”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM TEMPO, lhes anuncio que o meu corpo, aparentemente não contagiante, foi submetido recentemente a uma biópsia, em meu braço esquerdo, no trajeto do nervo cubital, para um possível diagnóstico diferencial com a hanseníase (uma lembrança/estigma da Saúde Mental).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me for dado o positivo serei eu também mais um proscrito? Em qual asilo encontrarei, longe de todos vocês, a proteção para o meu maior risco: ser tão mortal, tão carnal, tão vivo, tão frágil, tão desassossegado e tão humanamente contagiante como todos nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nossos prédios ou nossos Titanics modernos também caem ou afundam... Os muros invisíveis é que se reconstroem e reinstitucionalizam, incessantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jorge Márcio Pereira de Andrade&lt;br /&gt;Médico Psiquiatra; formado em Medicina, com especialização em Psiquiatria, exercendo atividades no campo da Saúde Mental, em&amp;nbsp;Psicanálise e Psicoterapia, tendo como parte de sua formação a Análise Institucional. &lt;a href="http://www.defnet.org.br/" target="_blank"&gt;Site&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://infoativodefnet.blogspot.com/" target="_blank"&gt;blog&lt;/a&gt;, &lt;a href="mailto:jorgemarcio.defnet@gmail.com"&gt;contato&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente &lt;a href="http://infoativodefnet.blogspot.com/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; (aproveite para ver referências bibliográficas e indicações de leitura)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-374783665827761993?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/374783665827761993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=374783665827761993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/374783665827761993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/374783665827761993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/os-novos-malditos-e-as-novas.html' title='Os novos malditos e as novas segregações: da lepra ao crack'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lZ5ECdjBb40/TzDnTAEPioI/AAAAAAAABVk/b5PfJ_L6vsY/s72-c/lepra(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6993651833600304936</id><published>2012-02-07T06:53:00.001-02:00</published><updated>2012-02-07T06:53:54.332-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Vamos a outros lugares</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Py06ABPs_Ww/TzDmLcz8MQI/AAAAAAAABVc/UBObNvn0F7U/s1600/pes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://2.bp.blogspot.com/-Py06ABPs_Ww/TzDmLcz8MQI/AAAAAAAABVc/UBObNvn0F7U/s400/pes.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=30&amp;amp;cod_noticia=20323" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em seus escritos evangélicos, São Marcos nos apresenta a figura de Jesus como alguém constantemente em movimento e em ação. Denotativo disto é que bem no início de seus relatos está o Batismo de Jesus por João e, logo em seguida, o chamado aos primeiros discípulos e, daí para adiante, o trabalho do Mestre em Missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante perceber em sua "movimentação" que Jesus atendia a todos, sem distinções. Um dos primeiros relatos de Marcos nos conta que estava o Mestre em casa de André e Simão Pedro, onde havia curado a sogra do último, vítima de uma febre. Imediatamente, a cidade se reúne à porta da casa e ali, Ele cura e atende a todos. Depois, já entrada a noite, retira-Se para outro local a fim de rezar. E, já ao amanhecer, convida os discípulos para seguir com Ele a outras cidades e lugares, ampliando sua ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos relatos de descanso do Mestre. Sempre o encontraremos em ação, em Missão. Suas noites são dedicadas à oração, encontrando-Se com o Pai e alimentando-Se espiritualmente. Como imitá-Lo? Como viver como Ele viveu em nossos dias?  É possível isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez hoje o que mais nos faça falta é termos reservado em nosso dia um momento de oração, de encontro a sós com o Senhor. Corremos daqui para ali, trabalhamos intensamente e, muitas vezes, dedicamo-nos incansavelmente a ações nobres e de cuidado com os outros. Mas, esquecemo-nos de rezar, de colocar diante do Pai tudo aquilo que recolhemos ao longo do dia, de entregar a Ele nossos caminhos e sentimentos. Este encontro tem que ser a fonte de toda a nossa ação, pois sem a presença de Deus, ela será sempre vã. E, com certeza, se temos 24 horas do dia para nos dedicar a tanta coisa, conseguiremos ter 5, 10 minutos para encontro com Deus. Muito já se falou sobre isso e ainda assim, continuamos a não ter tempo para o essencial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, aquele que tem uma vida de oração e discernimento, consegue ao longo do dia estar atento à necessidade alheia. É como se mantivesse um canal aberto entre si mesmo e o Senhor, estando, assim, com o olhar desperto para ver além das aparências e atuar para além daquelas. Isso nos permite a seguir com o Mestre para outras cidades e outros lugares, tal qual o convite que Ele fez aos seus primeiros seguidores, ainda que não saiamos de nossas casas e não deixemos de lado nossas vidas. O olhar moldado pela oração vê além e levam nossos passos para adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possamos, então, imitar Jesus em seu equilíbrio de serviço e oração, pois assim estaremos sendo efetivamente testemunhas Dele e faremos diferença em nossos cotidianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Texto para reflexão:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/vc/mc/1" target="_blank"&gt;Mc 1, 29-39&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gilda Carvalho&lt;br /&gt;Reproduzido via &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=30&amp;amp;cod_noticia=20323" target="_blank"&gt;Amai-vos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6993651833600304936?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6993651833600304936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6993651833600304936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6993651833600304936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6993651833600304936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/vamos-outros-lugares.html' title='Vamos a outros lugares'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Py06ABPs_Ww/TzDmLcz8MQI/AAAAAAAABVc/UBObNvn0F7U/s72-c/pes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-642630587696775727</id><published>2012-02-06T18:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-06T18:00:04.980-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Milagres</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6chIj07f9NY/TysjiBRvmQI/AAAAAAAABUM/qxfQ61XrTwY/s1600/simonjbyrne01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-6chIj07f9NY/TysjiBRvmQI/AAAAAAAABUM/qxfQ61XrTwY/s400/simonjbyrne01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.simonbyrnephotography.com/" target="_blank"&gt;Simon J Byrne&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quero fazer os poemas das coisas materiais,&lt;br /&gt;pois imagino que esses hão de ser&lt;br /&gt;os poemas mais espirituais.&lt;br /&gt;E farei os poemas do meu corpo&lt;br /&gt;E do que há de mortal.&lt;br /&gt;Pois acredito que eles me trarão&lt;br /&gt;Os poemas da alma e da imortalidade.&lt;br /&gt;E à raça humana eu digo:&lt;br /&gt;-Não seja curiosa a respeito de Deus,&lt;br /&gt;pois eu sou curioso sobre todas as coisas&lt;br /&gt;e não sou curioso a respeito de Deus.&lt;br /&gt;Não há palavra capaz de dizer&lt;br /&gt;Quanto eu me sinto em paz&lt;br /&gt;Perante Deus e a morte.&lt;br /&gt;Escuto e vejo Deus em todos os objetos,&lt;br /&gt;Embora de Deus mesmo eu não entenda&lt;br /&gt;Nem um pouquinho...&lt;br /&gt;Ora, quem acha um milagre alguma coisa demais?&lt;br /&gt;Por mim, de nada sei que não sejam milagres...&lt;br /&gt;Cada momento de luz ou de treva&lt;br /&gt;É para mim um milagre,&lt;br /&gt;Milagre cada polegada cúbica de espaço,&lt;br /&gt;Cada metro quadrado de superfície&lt;br /&gt;Da terra está cheio de milagres&lt;br /&gt;E cada pedaço do seu interior&lt;br /&gt;Está apinhado de milagres.&lt;br /&gt;O mar é para mim um milagre sem fim:&lt;br /&gt;Os peixes nadando, as pedras,&lt;br /&gt;O movimento das ondas,&lt;br /&gt;Os navios que vão com homens dentro&lt;br /&gt;- existirão milagres mais estranhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walt Whitmann&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Via Tiago Medeiros)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-642630587696775727?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/642630587696775727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=642630587696775727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/642630587696775727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/642630587696775727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/milagres.html' title='Milagres'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6chIj07f9NY/TysjiBRvmQI/AAAAAAAABUM/qxfQ61XrTwY/s72-c/simonjbyrne01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-2852338707024027257</id><published>2012-02-06T17:11:00.000-02:00</published><updated>2012-02-06T20:33:20.456-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundamentalismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus de amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><title type='text'>Vozes homofóbicas, calem-se!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IlPO5wz91Ac/TzAlqFdQ7OI/AAAAAAAABVU/0VYGLbKvppY/s1600/Devotion06.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-IlPO5wz91Ac/TzAlqFdQ7OI/AAAAAAAABVU/0VYGLbKvppY/s400/Devotion06.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Flores de origami:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.jroper.co.uk/" target="_blank"&gt;James Roper&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho de Marcos (1,21-28), proclamado na Igreja há poucos dias, narra uma cena impressionante. Jesus, ensinando na sinagoga com autoridade, encontra-se com um homem possuído por um espírito mau. Este gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir?” E Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem observou o teólogo Pagola (&lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/01/jesus-sempre-comeca-curar-libertando-de.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;), Jesus anuncia com liberdade e sem medo um Deus bom. Ao escutar a sua mensagem, o homem com o espírito mau se sentiu ameaçado. O seu mundo religioso derruba-se. Que forças estranhas o impedem de continuar escutando Jesus? Que experiências más e perversas lhe bloqueiam o caminho até o Deus bom que lhe anunciam? Jesus ordena que se calem as vozes malignas que não o deixam se encontrar com Deus, nem consigo mesmo. Que ele recupere o silêncio que cura o mais profundo do ser humano, libertando-se da sua violência interior. Jesus pôs fim às trevas e ao medo de Deus. Daí em diante aquele homem podia escutar a Boa Nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucas as pessoas hoje que vivem com imagens falsas de Deus, que lhes fazem viver sem dignidade e sem verdade. Elas não sentem Deus como uma presença amiga que convida a viver criativamente, mas como uma sombra ameaçadora que controla a sua existência. Jesus sempre começa a curar libertando de um Deus opressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vozes malignas, que bloqueiam o encontro com Deus e consigo mesmo, incluem a aversão a pessoas homossexuais. A homofobia desencadeia diversas formas de violência física, verbal e simbólica contra estas pessoas. Uma violência tanto externa quanto interna. Dentre os palavrões mais ofensivos que existem, estão os que se referem à condição homossexual e às relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Há pais que já disseram: “prefiro um filho morto num acidente a um filho gay”. São freqüentes os homicídios, sobretudo de travestis. Não são raros os suicídios de adolescentes que se descobrem gays, e mesmo de adultos. Eles chegam a esta atitude extrema por pressentirem a hostilidade terrível da própria família e da sociedade. Tamanha aversão, gerando inúmeras formas de discriminação, mesmo que não leve à morte, frequentemente traz tristeza profunda ou depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso religioso às vezes engrossa o coro de vozes homofóbicas, mesmo que ele explicitamente se oponha à violência. Na Igreja Católica, a doutrina contrária à homoafetividade foi abertamente contestada pelo clero de Chicago, em 2003, após um pronunciamento da alta hierarquia eclesiástica contrário às uniões homossexuais. Em nome da dignidade da pessoa humana e do respeito que lhe é devido, aqueles sacerdotes criticaram o tom de tamanha violência e abuso contra gays e lésbicas, que são filhos e filhas da Igreja. Ninguém mais do que eles têm sido massacrados por uma linguagem tão vil, que os demoniza. Termos como atos “intrinsecamente desordenados”, uniões “nocivas” e “graves depravações”, são um bombardeio que em muitos arrasa o respeito próprio e a auto-estima. Em lugar dessa linguagem asquerosa e tóxica, eles propõem uma abertura de diálogo que inclua a experiência vivida dos fiéis. Os sacerdotes reconhecem a bênção divina na vida de inúmeros homossexuais em seus relacionamentos. E defendem que suas vivências sejam ouvidas com respeito (&lt;a href="http://www.diversidadecatolica.com.br/bibliografia_carta_aberta.asp" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como impedir que pessoas e instituições expressem convicções homofóbicas, mas se pode enfrentar estas convicções com a luz da ciência, que não considera mais a homossexualidade como doença; e com a luz da fé no Deus bom, anunciado por Jesus. Ele ensina que a lei foi feita para o homem, e não o homem para a lei, e nos oferece o Seu jugo leve e o Seu fardo suave. Assim as vozes homofóbicas podem se calar dentro das pessoas feridas e devastadas. As trevas da ignorância podem ser dissipadas; o medo, afastado, para que nelas se restaure a autoestima e a confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Equipe Diversidade Católica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-2852338707024027257?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/2852338707024027257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=2852338707024027257&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2852338707024027257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2852338707024027257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/vozes-homofobicas-calem-se.html' title='Vozes homofóbicas, calem-se!'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IlPO5wz91Ac/TzAlqFdQ7OI/AAAAAAAABVU/0VYGLbKvppY/s72-c/Devotion06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-4654225193473651283</id><published>2012-02-05T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-05T15:00:06.644-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='afetos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Família ou famílias?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bvSxcKdp1PQ/Ty55qfBbxBI/AAAAAAAABU8/oUqgNE1T1-4/s1600/modern.family.050809.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="http://3.bp.blogspot.com/-bvSxcKdp1PQ/Ty55qfBbxBI/AAAAAAAABU8/oUqgNE1T1-4/s400/modern.family.050809.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://www.sugarslam.com/modern-family-gay-kiss-between-cameron-and-mitchell/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje ninguém mais tem dúvida de que família é mesmo um conceito plural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotografias antigas mostravam um casal sentado ao centro e rodeado de filhos, todos muito sérios. Hoje, não só as fotos adquiriram colorido. A família também. As imagens atuais estampam manifestações de afeto e sorrisos de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formatação da família não decorre exclusivamente dos sagrados laços do matrimônio. Pode surgir do vínculo de convívio e não ter conotação de ordem sexual entre seus integrantes. Tanto é assim que a Constituição Federal esgarçou o conceito de entidade familiar para albergar não só o casamento, mas também a união estável e a que se passou a ser chamada de família monoparental: um dos pais com a sua prole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta verdadeira revolução provocada no sistema jurídico não se apercebeu o legislador ao, apressadamente, aprovar o Código Civil. Apesar de ter sido editado no ano de 2002, o projeto original datava do ano de 1958, antes mesmo da Lei do Divórcio, outro paradigma que rompeu o modelo da família indissolúvel, patriarcal e verticalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a lei que rege as relações familiares do século 21 é da metade do século passado e isso no que não reproduziu o código anterior que era do ano de 1916. Muitos institutos simplesmente foram copiados. Basta lembrar a mantença da presunção da paternidade em plena era do DNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a todas estas mudanças é sensível a Justiça que não pode deixar sem resposta quem lhe bate às portas e nem consegue aplicar leis velhas a situações novas. Afinal, ausência de lei não significa ausência de direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi atentando a esta realidade que, a muitas mãos, o Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM elaborou o Estatuto das Famílias, que se transformou no Projeto de Lei nº 2.285/2007, de relatoria do Deputado Sérgio Barradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uso das modernas técnicas legiferantes de construir microssistemas para regrar situações que merecem tratamento integrado, o Estatuto das Famílias traz regras não só de direito material, mas também processual para imprimir às demandas a agilidade que é tão indispensável quando se trata de direitos que dizem de modo tão significativo com a vida das pessoas. Também o Estatuto veio albergar no âmbito de proteção todas as estruturas familiares presentes na sociedade. Com esta concepção claro que não poderia continuar condenada à invisibilidade as uniões de pessoas do mesmo sexo. Com o nome de união homoafetiva foram inseridas no conceito de entidade familiar sendo-lhes assegurados os mesmos direitos de todas as famílias, inclusive o direito à adoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de parecer uma novidade, estes avanços de há muito estão sendo reconhecidos pela jurisprudência de todas as instâncias e tribunais. De enorme repercussão duas recentes decisões do STJ. Há cerca de um mês assegurou benefício previdenciário ao parceiro sobrevivente. E, em decisão histórica, invocando o princípio da proteção integral, concedeu a um casal de&lt;br /&gt;lésbicas a adoção de duas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessas decisões não há como manter-se o substitutivo apresentado e que simplesmente exclui do Estatuto das Famílias os direitos assegurados às famílias homoafetivas, bem como proíbe, expressamente, o direto à adoção. Também não há como continuarem tramitando dois projetos de lei com a mesma finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surpreendente é que, ao invés de assegurar direitos, criminalizar a homofobia, acanha-se o legislador. Comprometido com um fundamentalismo religioso e conservador, afronta um punhado de princípios constitucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que a Justiça arrancou a venda dos olhos e assume o seu papel mais significativo: fazer justiça! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/08/estatuto-da-diversidade-sexual.html" target="_blank"&gt;Maria Berenice Dias&lt;/a&gt;, advogada&lt;br /&gt;Recebido via Facebook. Site da autora &lt;a href="http://www.mbdias.com.br/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-4654225193473651283?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/4654225193473651283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=4654225193473651283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4654225193473651283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/4654225193473651283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/familia-ou-familias.html' title='Família ou famílias?'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bvSxcKdp1PQ/Ty55qfBbxBI/AAAAAAAABU8/oUqgNE1T1-4/s72-c/modern.family.050809.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-7045993300191538887</id><published>2012-02-05T11:01:00.003-02:00</published><updated>2012-02-05T11:01:59.693-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus de amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exegese'/><title type='text'>Por que devemos voltar para Jesus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qA6h8THvSZo/Ty59Xd_eY6I/AAAAAAAABVM/khLzSIle7pc/s1600/jesussorriamais.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-qA6h8THvSZo/Ty59Xd_eY6I/AAAAAAAABVM/khLzSIle7pc/s400/jesussorriamais.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ilustração: Vinicius Kram (&lt;a href="http://www.umsabadoqualquer.com/?s=jesus+sorria+mais" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;),&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/10/concurso-jesussorriamais.html" target="_blank"&gt;concurso #jesussorriamais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Só seguindo o Messias, pode-se agir, sofrer e morrer de modo humano". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião é do teólogo suíço-alemão Hans Küng, em artigo para o jornal "Corriere della Sera", 20-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505997-por-que-devemos-voltar-para-jesus-artigo-de-hans-kueng" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;, com grifos nossos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante o livro &lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/q/ser-cristao-hans" target="_blank"&gt;"Ser cristão" (Ed. Imago, 1976)&lt;/a&gt;, inúmeras pessoas encontraram a coragem para serem cristãs. O autor sabe isso por causa das inúmeras resenhas, cartas e colóquios. Muitas pessoas, de fato, afastadas da prática e da pregação de alguma grande Igreja cristã, buscam caminhos para continuarem sendo cristãos confiáveis, buscam uma teologia que não seja abstrata para eles e alheia ao mundo, mas explique de modo concreto e próximo da vida em que consiste ser cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ser cristão" não pretendia "seduzir" as pessoas com a retórica ou agredi-las com um tom de pregação. Nem queria simplesmente fazer proclamações, declamações ou declarações em sentido teológico. Pretendia motivar, explicando que, por que e como uma pessoa crítica também pode ser responsavelmente cristã perante a sua razão e o seu ambiente social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não se tratava de uma simples adaptação ao espírito do tempo.&lt;/b&gt; Certamente, sobre questão discutíveis como os milagres, o nascimento virginal e o túmulo vazio, a ascensão ao céu e a descida aos infernos, sobre a práxis eclesial e o papado também &lt;b&gt;era preciso assumir posições críticas. Isso, porém, não para seguir uma fácil tendência inclinada à hostilidade contra a Igreja ou ao pancriticismo, mas sim para purificar, a partir do próprio Novo Testamento como critério, a causa do ser cristão de todas as ideologias religiosas e para apresentá-la de maneira credível.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A originalidade do livro não está, portanto, nas passagens críticas; está em outro lugar, no fato de ter fixado critérios que, para muitos, representam desafios em teologia. Em "Ser cristão", de fato, eu tentei: apresentar toda a mensagem cristã no horizonte das ideologias e religiões contemporâneas; dizer a verdade sem resguardos de natureza político-eclesiástica e sem me preocupar com inclinações teológicas e tendências da moda; não partir, por isso, de problemáticas teológicas do passado, mas sim das questões do ser humano de hoje e, a partir daí, apontar para o centro da fé cristã; falar na língua do ser humano de hoje, sem arcaísmos bíblicos, mas também sem recorrer ao jargão teológico da moda; destacar o que é comum às confissões cristãs, como o renovado apelo ao entendimento no plano prático-organizativo; dar expressão à unidade da teologia de modo que não possa mais ser negligenciado o nexo inabalável entre teoria confiável e práxis vivível, entre religiosidade pessoal e reforma das instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esse livro não faltaram reconhecimentos públicos. Além disso, também foi uma oportunidade para as Igrejas e, nesse nível, ele encontrou um amplo consenso igualmente. No entanto, não pode ser silenciado o fato de que os membros da hierarquia alemã e romana fizeram de tudo para esvaziar essa oportunidade. Não se envergonharam – diante do sucesso do livro até mesmo entre o clero – de pôr publicamente em dúvida ou, melhor, de difamar a ortodoxia do autor. De nada serviu ao autor o fato de ter declarado amplamente, mais uma vez, a sua fé em Cristo no livro "Deus existe?" (1978), que apareceu quatro anos depois de "Ser cristão". A hierarquia romana e alemã tomaram a cristologia aqui exposta como pretexto para retirar do autor a “&lt;i&gt;missio canonica&lt;/i&gt;” para o ensino da teologia, pouco antes do Natal de 1979, embora jamais tenha sido realizado um processo magisterial contra "Ser cristão" e "Deus existe?". Dessa forma, buscou-se desviar a discussão da embaraçosa questão da infalibilidade à questão cristológica, não por último para envolver os cristãos evangélicos. Além disso, para os expoentes da hierarquia contrários às reformas eram indigestas as exigências de reforma na Igreja que eram propostas nesse livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a hierarquia alemã apoiou o percurso de restauração do papa polonês que estava então se impondo e teve que pagar um alto preço por isso: a perda de credibilidade e uma difundida hostilidade contra a Igreja na opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda a modéstia: algumas coisas na pregação e na pastoral cristã seguramente teriam sido diferentes e não tivesse sido recusada a oferta de "Ser cristão". Mas, como sempre acontece: para mim, "Ser cristão" tornou-se ponto de partida para um novo desenvolvimento teológico e para uma espiritualidade à qual, apesar de todas as dificuldades do presente, o futuro devia pertencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como inúmeros outros católicos antes do Concílio Vaticano II, eu também cresci com a imagem tradicional de Cristo da profissão da fé, dos concílios helênicos e dos mosaicos bizantinos: Jesus Cristo, "Filho de Deus", sentado em um trono, um "Salvador" amigo dos seres humanos e, ainda antes, para a juventude, o "Cristo Rei". Sobre isso, eu depois acompanhei, em Roma, um curso de um semestre inteiro sobre "cristologia". Certamente, eu passei sem problemas por todos os exames em latim, não exatamente simples – mas a minha espiritualidade? Isso era outra coisa totalmente diferente, permanecia insatisfeita. A figura de Cristo só se tornou decisivamente interessante para mim quando eu pude conhecê-la, com base na moderna ciência bíblica, como real figura da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A essência do cristianismo, de fato, não é nada de abstratamente dogmático, não é uma doutrina geral, mas sim, desde sempre, é uma figura histórica viva: Jesus de Nazaré.&lt;/b&gt; Ao longo dos anos, elaborei o perfil singular do Nazareno com base na riquíssima pesquisa bíblica dos últimos dois séculos, refleti sobre tudo com apaixonada participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De "Ser cristão" em diante, sei do que estou falando quando, de modo totalmente elementar, eu digo: &lt;b&gt;o “modelo de vida cristã” é simplesmente esse Jesus de Nazaré enquanto messias, &lt;i&gt;christós&lt;/i&gt;, ungido e enviado. Jesus Cristo é o fundamento da autêntica espiritualidade cristã. Um exigente modelo de vida para a nossa relação com o próximo, assim como com o próprio Deus, que, para milhões de seres humanos em todo o mundo, tornou-se critério de orientação e de vida.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é, portanto, um cristão? Não é aquele que diz apenas "Senhor, Senhor" e apoia um "fundamentalismo" – seja ele de tipo bíblico-protestante, ou autoritário-romano-católico ou tradicionalista oriental-ortodoxo. Ao contrário, &lt;b&gt;cristão é aquele que, em todo o caminho pessoal de vida, se esforça para se orientar praticamente para esse Cristo Jesus. Não se exige nada mais.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A minha vida pessoal e, assim, qualquer outra vida, com seus altos e baixos, e também a minha lealdade à Igreja e a minha crítica à Igreja só podem ser compreendidas a partir dessa referência. A minha crítica à Igreja, assim como a de muitos cristãos, brota justamente do sofrimento pela discrepância entre o que esse Jesus histórico foi, pregou, viveu, lutou, sofreu, e o que hoje a Igreja institucional, com a sua hierarquia, representa. Essa discrepância tornou-se muitas vezes insuportavelmente grande.&lt;/b&gt; Jesus, nas cerimônias pontifícias da basílica papal de São Pedro? Ou na oração com o presidente George W. Bush e o papa na Casa Branca? Inconcebível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O mais urgente e mais libertador para a nossa espiritualidade cristã, consequentemente, é nos orientar pelo nosso ser cristão, tanto em nível teológico quanto prático, não tanto segundo as formulações dogmáticas tradicionais e os regulamentos eclesiásticos, mas sim de novo e cada vez mais segundo a singular figura que deu nome ao cristianismo.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-7045993300191538887?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/7045993300191538887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=7045993300191538887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/7045993300191538887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/7045993300191538887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/por-que-devemos-voltar-para-jesus.html' title='Por que devemos voltar para Jesus'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qA6h8THvSZo/Ty59Xd_eY6I/AAAAAAAABVM/khLzSIle7pc/s72-c/jesussorriamais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6708742792761948942</id><published>2012-02-04T18:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-04T18:00:02.351-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>A "Paz" do Senhor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xAM_qDzhHUw/TyuiW7aihrI/AAAAAAAABUc/YxhVUOfdLFk/s1600/nicolas+santinaque.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-xAM_qDzhHUw/TyuiW7aihrI/AAAAAAAABUc/YxhVUOfdLFk/s400/nicolas+santinaque.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/imnotkeithrichards/" target="_blank"&gt;Nicolás Santiñaque&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A paz que a maioria das pessoas procura, que tem a tranquilidade e a estabilidade como frutos, NÃO encontramos em Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz que Jesus nos oferece é a derivada de uma vida derramada no serviço ao outro, gerando sentido para quem serve e significado para quem é servido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tipo de paz que nos tira o sono, que nos tira a tranquilidade, que insiste em dizer de dentro pra fora que algo está errado e continuará errado enquanto as estruturas não se parecerem mais com o Reino de Deus e os relacionamentos, mas com a Trindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um tipo de paz que nos “tira a paz”, mas nos enche de contentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso ele nos diz que “minha paz vos dou, mas não vo-la dou como o mundo a dá”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “paz do Senhor” é a sensação interior de, mesmo a contragosto do todo ou na contra-mão do óbvio, se estar caminhando na direção correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fabricio Cunha&lt;br /&gt;Reproduzido do &lt;a href="http://fabriciocunha.com.br/a-paz-do-senhor/" target="_blank"&gt;blog do autor&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6708742792761948942?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6708742792761948942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6708742792761948942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6708742792761948942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6708742792761948942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/paz-do-senhor.html' title='A &quot;Paz&quot; do Senhor'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xAM_qDzhHUw/TyuiW7aihrI/AAAAAAAABUc/YxhVUOfdLFk/s72-c/nicolas+santinaque.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3109341333906725832</id><published>2012-02-04T15:00:00.002-02:00</published><updated>2012-02-04T15:00:01.156-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='afetos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='experiências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Família que se escolhe</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NVEw2wb37ao/Ty0nYL74KUI/AAAAAAAABUs/i21XW8le_p0/s1600/dedos.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://3.bp.blogspot.com/-NVEw2wb37ao/Ty0nYL74KUI/AAAAAAAABUs/i21XW8le_p0/s400/dedos.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://donttouchmymoleskine.com/e-eles-foram-_____-para-sempre/" target="-blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui meio avessa às ideias tradicionais de família. Nunca compreendi muito bem que se pudesse ser fosse forçado a gostar e conviver com pessoas específicas, simplesmente porque há entre nós e eles uma compatibilidade genética. Para mim, família sempre foi outra coisa, mais ligada ao sentimento do que à biologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma família (biológica) até que grande. Minha avó materna era a quarta de cinco filhos. Meu avô materno, o terceiro de onze filhos. Meus avós paternos vieram para São Paulo do norte e do nordeste sem suas famílias, das quais nunca soube muita coisa, mas quando se casaram tiveram quatro filhos, o que também contribuiu significativamente para engrossar a minha árvore genealógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, dessa gente toda, aqueles com os quais realmente convivi e criei laços ao longo da vida não são muitos. A maioria, habituei-me a encontrar somente em um ou outro aniversário ou casamento, velório ou enterro. Cumprimentamo-nos cordialmente, trocamos algumas palavras, contamos da vida como anda, mais por convenção do que por verdadeiro interesse, e quando saímos dali, cada um retoma a sua vida. Não há proximidade. Não há intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há na minha vida, por outro lado, um bocado de gente sem qualquer laço genético comigo, mas com quem ao longo da vida fui criando laços afetivos fortes, pessoas que se importam comigo e com quem eu me importo, que fazem a diferença na minha vida. Foram afetos cultivados ao longo da infância, da adolescência, da vida adulta. Não viemos ao mundo biologicamente conectados, fazemos parte de grupos genéticos diferentes. Mas eu as escolhi como parte da minha lista de “indispensáveis”, para usar um termo que ouvi outro dia, e de que gostei muito. Estas pessoas sim, eu considero como parte da minha família. Juntamente, é claro, dos parentes (no sentido comum da palavra) com quem, além de laços biológicos, tenho também relações verdadeiras de proximidade, conhecimento mútuo, afeto e bem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha família, portanto, é feita de gente bem escolhida. Família, para mim, não é destino nem fatalidade, é caminho. É construção de toda uma vida: é presença, é cuidado, é atenção. É amor desmedido, é olhar carinhoso, preocupado. É amizade. Nesse balaio que eu chamo, com toda sinceridade, de “minha família”, tem quem seja parente de sangue, e que junto comigo construiu uma história de afeto, muito além da biologia. E tem uma porção de gente muito querida, gente amiga que não tem comigo qualquer conexão genética, mas que vive do meu lado de dentro em um lugarzinho muito especial, porque nós nos escolhemos. Assim é com minha madrinha e seus filhos, que cresceram comigo e aprendi a amar como irmãos. Assim é com meu avô “postiço”, padrasto da minha mãe, que foi o avô que a vida me deu e me ensinou a amar. Assim é com amigos escolhidos muito a dedo,  alguns deles hoje com suas familinhas, gente muito amada com quem eu sei que posso contar, e para quem estou presente para toda obra. Isso é família, para mim – não conheço outra definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que parente, a gente não escolhe. Pode até ser. Mas família, essa a gente escolhe sim – com o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tata, do &lt;a href="http://www.mamiferas.com/blog/2012/02/familia-que-se-escolhe.html" target="_blank"&gt;Blog Mamíferas&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3109341333906725832?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3109341333906725832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3109341333906725832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3109341333906725832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3109341333906725832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/familia-que-se-escolhe.html' title='Família que se escolhe'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NVEw2wb37ao/Ty0nYL74KUI/AAAAAAAABUs/i21XW8le_p0/s72-c/dedos.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-2127918409328836554</id><published>2012-02-04T06:00:00.001-02:00</published><updated>2012-02-04T06:00:03.614-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus de amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exegese'/><title type='text'>''Nos Evangelhos, não se aprende doutrina, mas sim uma forma de estar no mundo''</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-N4h3zVASZHA/TyudugAqm2I/AAAAAAAABUU/_BH1_qDHhq0/s1600/lainabriedisphotography9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://2.bp.blogspot.com/-N4h3zVASZHA/TyudugAqm2I/AAAAAAAABUU/_BH1_qDHhq0/s400/lainabriedisphotography9.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/lainabriedis/" target="_blank"&gt;Laina Briedi&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"É preciso descobrir o caminho aberto por Jesus e ser seus seguidores". A afirmação é de &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/01/jesus-sempre-comeca-curar-libertando-de.html" target="_blank"&gt;José Antonio Pagola&lt;/a&gt;, teólogo e ex-vigário geral da diocese de San Sebastián, na Espanha, que apresentou nesta quarta-feira, 25 de janeiro, em Donostia, seu livro "El camino abierto por Jesús: Marcos" (Ed. Desclée de Brouwer). Ele nota isso em sua própria carne e na forma de polêmica. Apesar dos inúmeros obstáculos por parte da hierarquia eclesiástica, sua obra &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/11/o-jesus-de-pagola.html" target="_blank"&gt;"Jesus. Aproximação histórica" (Ed. Vozes)&lt;/a&gt; tornou-se um best-seller que está sendo publicado nestes dias em croata, francês e russo. "Os números de vendas não me interessam", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem é de Cristina Turrau, publicada no sítio Diario Vasco, 26-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a entrevista, aqui reproduzida via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506163-nos-evangelhos-nao-se-aprende-doutrina-mas-sim-uma-forma-de-estar-no-mundo-entrevista-com-jose-antonio-pagola" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;A relação do senhor com as livrarias e com os leitores está se tornando uma relação de amor.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Este livro que se apresenta hoje é a segunda parte de um projeto editorial que tem por título geral "O caminho aberto por Jesus" e será composto por quatro pequenos volumes. Cada um deles é dedicada a um dos evangelistas. Há um ano, foi publicado o livro de Mateus. Antes do Natal, apareceu o de Marcos. Para a Semana Santa, será publicado o de Lucas. E no outono [europeu] sairá o de João, além de um box com os quatro livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Seu projeto é ambicioso...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estes livros nascem por causa do meu desejo de aproximar os homens e as mulheres de hoje ao caminho aberto por Jesus. E essa ideia do caminho tem muito importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;A saber...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros seguidores de Jesus não se sentiam membros de uma nova religião. Eles não se sentiam membros de uma instituição, mas sim homens e mulheres que descobriram um novo caminho para viver. Na Carta aos Hebreus, um escrito que circula em torno do ano 60 e que foi recolhido no Novo Testamento, fala-se de um caminho novo e vivo, inaugurado por Jesus, que é preciso percorrer com os olhos fixos nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;É o que o senhor vem propondo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo a necessidade de que, na Igreja, se dê uma transformação para os homens e as mulheres de hoje. &lt;b&gt;Não basta se sentir adepto de uma religião chamada de cristã, mas é preciso descobrir o caminho aberto por Jesus e ser seus seguidores.&lt;/b&gt; Hoje, muitos de nós vivem dentro da Igreja e se sentem cristãos sem ter tomado a decisão de ser discípulos. Fazemos o percurso sem sermos guiados pelas suas atitudes fundamentais e pelo estilo de vida. &lt;b&gt;Jesus pode ser hoje uma figura humanizadora, que ensina a viver tanto as pessoas que se sentem cristãs como aquelas que não se sentem assim.&lt;/b&gt; E isso ocorre em um momento de crise, não só religiosa. Vivemos uma "omnicrise", e parece que não estamos acertando em alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Embora tenha havido problemas, não faltarão editores para os seus livros...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Este segundo livro foi publicado pela Desclée de Brower devido a alguns problemas, mas a coleção sairá pela PPC. Desde que deixei a responsabilidade como vigário geral da diocese, fiz todo um projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Sim?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que fiz foi dedicar oito ou nove anos para pesquisar melhor a figura de Jesus. Na realidade, esse foi o tema de toda a minha vida. Em "Jesus. Aproximação histórica", comuniquei e ofereci o que hoje pode se dizer de maneira razoável e confiável sobre a trajetória humana e histórica de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Chegaram mais livros.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Com o meu segundo projeto, tento apresentar de maneira simples e com uma linguagem acessível e próxima, mas que "toque" as pessoas, o estilo de vida de Jesus. &lt;b&gt;Quando nos aproximamos dos Evangelhos, não aprendemos doutrina; descobrimos uma maneira de habitar o mundo e de interpretar a vida e a história de grande força humanizadora.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;A mensagem de Jesus é de plena atualidade, o senhor defende.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu me dou conta de que as pessoas, nesta sociedade que parece superficial, sentem a necessidade de viver de uma maneira diferente, sem saber exatamente como. Buscamos uma vida mais digna, saudável e feliz, algo que não é fácil. E o que eu tento demonstrar é que Jesus oferece um horizonte mais humano e uma esperança. Assim perceberam os primeiros cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Com seus livros, o senhor busca ser um mediador?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Trabalho com grupos distintos, falo com as pessoas e observo que não se busca mais técnica, nem mais ciência, nem mais doutrina religiosa. Buscamos algo, mas não sabemos como formular essas questões que levamos dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Quais são as diferenças entre os quatro Evangelhos?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os Evangelhos são quatro pequenos escritos. O primeiro é o de Marcos, que aparece em torno do ano 70, provavelmente depois da destruição de Jerusalém. Depois vêm os de Mateus e de Lucas, entre os anos 70 a 90. E, por último, já passado o ano 100, aparece o de João. Mas podemos dizer que os autores não são apóstolos. A elaboração dos textos é muito complexa. Eu analiso a vida de Jesus a partir de quatro relatos que nasceram da sua recordação. E cada um deles tem sua própria maneira de ressaltar, sublinhar e ordenar essas recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Dê-nos uma pincelada de especialista: Marcos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É o Evangelho mais breve. Pode ser lido em uma hora. Ocupou um lugar muito discreto ao longo da história. E, no entanto, há um interesse crescente nele, porque nos oferece a figura de Jesus com mais frescor. Ele remonta a tradições antigas, e Mateus e Lucas o utilizaram para os seus evangelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Mateus.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É o evangelho mais longo e, em boa parte, segue Marcos, mas acima de tudo se caracteriza por seus grandes discursos. É o do Sermão da Montanha, das Bem-aventuranças ou das parábolas de Jesus, inesquecíveis. É o mais rabínico, provavelmente obra de um judeu que se tornou cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Lucas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu o recomendo para quem queira ler um evangelho inteiro e de uma vez só para ter uma ideia de como Jesus foi lembrado. Tem o evangelho da infância, muito poético. E é onde se destaca a bondade de Deus, sua compaixão e misericórdia, por exemplo, na parábola do filho pródigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;João.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É um evangelho mais complexo, com uma cristologia muito elaborada. É mais teológico do que os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Por que o lado humano de Jesus assusta?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jesus atrai, mas é perigoso, porque é muito radical. Se você se aprofundar na ideia de que os últimos serão os primeiros, ou que você não pode servir a Deus e ao dinheiro, a vida muda. Jesus é muito sedutor, mas arriscado. Como disse algum agnóstico, é difícil dizer que ele não tem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Como o senhor analisa os vetos à sua obra por parte da hierarquia?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vão unidos à mensagem. Isso aconteceu com ele e acontece com os seus seguidores. Não é possível falar de Jesus com certa força e frescor e ficar impune.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-2127918409328836554?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/2127918409328836554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=2127918409328836554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2127918409328836554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/2127918409328836554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/nos-evangelhos-nao-se-aprende-doutrina.html' title='&apos;&apos;Nos Evangelhos, não se aprende doutrina, mas sim uma forma de estar no mundo&apos;&apos;'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-N4h3zVASZHA/TyudugAqm2I/AAAAAAAABUU/_BH1_qDHhq0/s72-c/lainabriedisphotography9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-7558889196473351932</id><published>2012-02-03T18:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-03T18:07:28.745-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='online'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus de amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><title type='text'>Oração ao Deus desconhecido (F. Nietzsche)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/xbPbruNNuVk" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Boff traduz e declama a "Oração ao Deus desconhecido", de &lt;a href="http://www.diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/metaforas-desconcertantes-do-divino.html" target="_blank"&gt;F. Nietzsche&lt;/a&gt;.* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Deus que, das profundezas do nosso ser, nos chama pelo nome e nos convida a conhecê-lo, anime nossos passos na busca de atender ao seu apelo - ele que não será conhecido jamais. ;-) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom fim de semana a todos. :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;*Fonte: &lt;a href="http://fabriciocunha.com.br/oracao-ao-deus-desconhecido-2/" target="_blank"&gt;Blog do Fabricio Cunha&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-7558889196473351932?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/7558889196473351932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=7558889196473351932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/7558889196473351932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/7558889196473351932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/oracao-ao-deus-desconhecido-f-nietzsche.html' title='Oração ao Deus desconhecido (F. Nietzsche)'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xbPbruNNuVk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-1531017523122662153</id><published>2012-02-03T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-03T15:00:04.883-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='envelhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Para gays, preconceito torna velhice ainda mais difícil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2cG-XmBLot4/TysbbsE-ZXI/AAAAAAAABUE/0ZFUlG9rWYo/s1600/old+gay+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="368" src="http://2.bp.blogspot.com/-2cG-XmBLot4/TysbbsE-ZXI/AAAAAAAABUE/0ZFUlG9rWYo/s400/old+gay+1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://tantasnoticiasx1.blogspot.com/2012/01/para-gays-preconceito-torma-velhice.html" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O preconceito e a falta de direitos civis, que são problemas para todas as idades, acentuam as consequências do envelhecimento para os homossexuais. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pela ONG inglesa Stonewall com gays, lésbicas, bissexuais e heterossexuais maiores de 55 anos no Reino Unido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo, divulgado em setembro, revela que 34% dos gays e bissexuais homens foram diagnosticados com depressão e 29% com ansiedade, o dobro em relação aos heterossexuais da mesma faixa etária. Nas mulheres, as diferenças entre os dois grupos são menores, mas os percentuais ainda são maiores entre as lésbicas (40% e 33% contra 33% e 26%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de homossexuais idosos que consomem drogas é quatro vezes maior que entre os heterossexuais (9% contra 2%), assim como é maior o consumo de álcool e cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com pessoas entrevistadas pela reportagem, a realidade é parecida no Brasil, apesar de não haver dados e pesquisa semelhante para comparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O gay velho é muito mal visto na sociedade, até entre os próprios gays", afirma o funcionário público Mário Tatsumoto, 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui no Brasil, os homossexuais não saem mais de casa quando passam de 30. Na Europa, o que você vê na rua são os gays de 40 a 60 anos", concorda o baiano Antônio Almínio, 55, que mora em São Paulo há mais de 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIFERENÇAS NA SAÚDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito em relação à orientação sexual acaba afetando a qualidade do atendimento público de saúde para esse grupo. Em 14% dos casos pesquisados no Reino Unido, os parceiros de homossexuais não puderam opinar sobre tratamentos para seu companheiro e 25% presenciaram algum tipo de discriminação pela orientação sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa da ONG Stonewall também aponta que o atendimento em asilos e residências para idosos é feito por profissionais que não são treinados para lidar com gays, lésbicas e bissexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das alternativas para tentar driblar o preconceito é criação de residências exclusivas para homossexuais, que já existem na Europa, nos Estados Unidos e na Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A criação desse tipo de casa é vista por muita gente como uma volta ao gueto, mas é uma oportunidade de socialização para os gays de baixa renda", afirma o técnico em informática Regis Cardoso, 52, criador do blog e do site "Grisalhos", que fala sobre saúde e relacionamentos com gays maduros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor João Silvério Trevisan, 66, que deu auxílio a gays idosos em dificuldades financeiras e com problemas de saúde, critica esse tipo de iniciativa. "Por que, em vez de fazer asilos, a sociedade não pode criar grupos para ajudar esses gays da terceira idade?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisador do Núcleo de Identidade de Gênero e Subjetividades da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Fernando Pocahy, 40, diz que é preciso oferecer atendimento aos idosos de forma indiscriminada. Ele sugere a organização de residências coletivas entre grupos de amigos gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma alternativa para essas pessoas viverem melhor, construindo vínculos com seus pares, e envelhecerem juntos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diego Zerbato&lt;br /&gt;Publicado originalmente na &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/treinamento/mais50/ult10384u1017393.shtml" target="_blank"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/a&gt;. Reproduzido via &lt;a href="http://tantasnoticiasx1.blogspot.com/2012/01/para-gays-preconceito-torma-velhice.html" target="_blank"&gt;X1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-1531017523122662153?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/1531017523122662153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=1531017523122662153&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1531017523122662153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1531017523122662153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/para-gays-preconceito-torna-velhice.html' title='Para gays, preconceito torna velhice ainda mais difícil'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2cG-XmBLot4/TysbbsE-ZXI/AAAAAAAABUE/0ZFUlG9rWYo/s72-c/old+gay+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-211399568733134341</id><published>2012-02-03T06:00:00.001-02:00</published><updated>2012-02-03T18:08:15.674-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus de amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exegese'/><title type='text'>Metáforas desconcertantes do divino</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pT-uY5tv9UM/TysSUWak_JI/AAAAAAAABT8/nf6pzrnHL5I/s1600/amber+ortolano.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://3.bp.blogspot.com/-pT-uY5tv9UM/TysSUWak_JI/AAAAAAAABT8/nf6pzrnHL5I/s400/amber+ortolano.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/31542097@N05/6379452521/" target="_blank"&gt;Amber Ortolano&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/oracao-ao-deus-desconhecido-f-nietzsche.html" target="_blank"&gt;Nietzsche&lt;/a&gt; disse que só acreditaria no Deus que soubesse dançar. As implicações filosóficas e existenciais dessa afirmação são enormes. Entre algumas: contingência, liberdade humana, o uso da sabedoria no improviso, desmonte da existência engrenada. Dizer que Deus dança significa que a vida pulsa com liberdade. Começo, meio e fim não jazem nos grilhões da necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em desagravo à espiritualidade nietzscheniana, atrevo-me dizer que o Deus que dança não é estranho ao relato bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofonias (3.17) descreve Deus se regozijando com júbilo, cheio de brados de alegria. Deus se deleita tal qual o pai que se surpreende com a pergunta criativa do seu guri, igual ao professor que aceita ser ultrapassado pelo aluno, parecido com a mãe que se encanta com a bailarina que nasceu de suas entranhas. A alegria divina ou humana vem da percepção gostosa de um momento que, mesmo esperado, podia nunca acontecer. Isso desengrena o futuro e cria o insólito. Só o imprevisto tem força de gerar alegria ou decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os profetas não economizavam predicados portentosos para o Divino: Senhor dos Exércitos, Todo Poderoso, Rei, Santo Juiz. Mas, diferentemente das divindades gregas que, posteriormente, seriam descritas a partir dos absolutos da metafísica, os judeus se valeram de histórias, contos e parábolas para descrever Elohim Javé. Sem a aura de sacralidade das antigas divindades, eles não tiveram medo de dizer que Deus assobia – Isaías 5.26, 7.18. “Assobiarei para eles e os ajuntarei, pois eu já os resgatei…” (Zacarias 10.8). Nietzsche, estou certo, não teria muito problema em crer num Deus que assobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais celebrados atributos dos deuses foi a constância. Contudo, Javé não se sente constrangido a comportamentos padrões. Os escritores o descrevem como um Criador arrependido, depois que constata o aumento da perversidade entre os filhos dos homens: “Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra, e isso cortou-lhe o coração” (Gênesis 6.8). Javé também se arrependeu de extrapolar sua severidade  ao anunciar a destruição de uma cidade: “Tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram seus maus caminhos, Deus se arrependeu e não os destruiu como tinha ameaçado” (Jonas 3.10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fluir da história, certos mandamentos caducam, perdem a razão de ser, e merecem ser descartados. No período pós-exílio babilônico, foi necessário acabar com a lógica sacrificial de imolar animais inocentes. Os holocaustos se mostraram inúteis na transformação de pessoas. Jeremias teve peito de desdizer o que se considerava mandamento. Para ele, Javé  nunca havia ordenado derramamento de sangue  (quando, de fato, o Senhor exigira que se imolassem animais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: ‘Juntem os seus holocaustos aos outros sacrifícios e comam a carne vocês mesmos! Quando tirei do Egito os seus antepassados, nada lhes falei nem lhes ordenei quanto a holocaustos e sacrifícios. Dei-lhes, entretanto, esta ordem: Obedeçam-me, e eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo. Vocês andarão em todo o caminho que eu lhes ordenar, para que tudo lhes vá bem’” (Jeremias 7.21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa expressão chula, no Brasil chamam o homem traído de corno. Embora o termo esteja completamente desconectado do hebraico, o profeta não teve vergonha de comparar a sua sorte à do Senhor. E de usar a própria história para fazer paralelo entre deslealdade conjugal e espiritual. Para escancarar a dor da infidelidade, Oseias, corneado por sua mulher, Gômer, disse que Israel fazia o mesmo com Deus. “Vá, trate novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e ser adúltera. Ame-a como o Senhor ama os Israelitas, apesar de eles se voltarem para outros deuses e de amarem os bolos sagrados de uvas passas” (Oseias 3.1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mosaico de metáforas atribuídas ao Divino é minimizado na teologia pelo termo técnico de antropomorfismo. Mas, os exegetas que procuram construir uma imagem de Deus sem essas inúmeras metáforas, acabam com um Deus apático, distante, indiferente, inacessível. Ao anularem as múltiplas descrições bíblicas, ficam com o Motor Imóvel aristotélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus de Nazaré ousou desmontar todos os devaneios que  antigos nutriam sobre Deus. O Evangelho de João diz que “ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido” (Jo 1.18). Quando Felipe pediu para ver o Pai, Jesus não hesitou: “Quem me vê, vê o Pai”. Portanto, a metáfora mais verdadeira de Deus encarnou e foi reconhecida em Jesus, o Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Jesus,  Deus bate à porta e espera ser recebido para um jantar. Em Jesus, Deus relativiza as exigências cerimoniais de dias e espaços sagrados para preservar vidas. Em Jesus, Deus ama sem se impor – ainda ressoam de seus lábios a escandalosa condicional: “Se alguém quiser me seguir…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Nietzsche era ateu da Causa Primária, do Relojoeiro, do Supremo Arquiteto, do Superintendente da Meticulosa Providência. Ele desprezou meras caricaturas distorcidas do Pai que mandou preparar churrasco para um grande baile. Não consigo imaginar Deus sentado, observando a festança do dia da volta do Filho Pródigo. Naquele dia, Ele dançou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Soli Deo Gloria&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ricardo Gondim&lt;br /&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.ricardogondim.com.br/estudos/metaforas-desconcertantes-do-divino/" target="_blank"&gt;blog do autor&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-211399568733134341?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/211399568733134341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=211399568733134341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/211399568733134341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/211399568733134341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/metaforas-desconcertantes-do-divino.html' title='Metáforas desconcertantes do divino'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pT-uY5tv9UM/TysSUWak_JI/AAAAAAAABT8/nf6pzrnHL5I/s72-c/amber+ortolano.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-6000029678036041517</id><published>2012-02-02T15:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-02T15:00:02.364-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não-violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>O armário número 24</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/FrIB5Ojbqns" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;"Se eu pudesse dizer que ele não precisa se esconder..."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ele resolveu fazer esportes, voltar a ter uma vida saudável. Mas ele sempre sofria com o ambiente de vestiário, desde a época que era esportista e atlético. Sempre foi para ele meio esquisito os caras seminus querendo provar para cada um deles que era mais homem que o outro, elencando as mulheres comíveis, as que já comeram e as que nunca comeriam. Entendia como cultural – assim como os ingleses que têm adoração por falar do clima – o assunto recorrente sempre ser o futebol. Em alguns, ele percebia uma paixão genuína pela modalidade esportiva que nos transformou em uma pátria de chuteiras, mas em outros, ele enxergava algo meio forçado, apenas para poder ter a carteirinha do clube da masculinidade. Ele não gostava de futebol, apesar de ter time e de acompanhar à distância os campeonatos estaduais e brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ria - meio tímido – de certas piadas. Ele sabia que a vida era bem mais dinâmica que as teorias e teses, assim como os olhares que todos lançavam discretíssimos para os pênis dos outros colegas de vestiário. Sim, alguns eram homossexuais, mas ele sabia que muitos ali estavam - no melhor estilo do macho competitivo – apenas fazendo comparações. Não via naquilo o que a moçada do vestiário certamente chamaria de viadagem. Ele ria – meio sem graça – de certos comentários mais pejorativos contra os gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou a fazer esporte e retornou ao ambiente dos vestiários, mas algo ainda o incomodava muito. Um garoto, muito feminino, muito frágil, era constantemente alvo de um silêncio e um desdém malicioso. Quando o jovem entrava na área dos chuveiros, todos faziam questão de  tentar sair o mais rápido possível. Era como se um leproso fosse contaminar todo o clima de masculidade reinante. O moleque também era tímido e não reagia, não sabia como se comportar, o que responder, apesar de ser clara a vontade de excluí-lo do vestiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lembrou de um artigo de Duílio Ferronato, na antiga coluna GLS da Revista da Folha de São Paulo que contava que ao fazer capoeira e escutar piadinhas contra gays, o colunista logo de cara rebateu: “Eu sou viado”. E todos começaram a respeitá-lo. Mas aquele pobre garoto não poderia fazer isso pois nada era direto, a agressão era silenciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, de repente, percebeu que um desses machinhos começou a dizer que o armário de número 24 – que sempre estava vazio - era do tal garoto. E essa brincadeira começou a ficar constante. O garoto talvez nunca tenha escutado, mas não demorou muito e nunca mais viram o jovem que sumiu para alívio das testosteronas exacerbadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha que fazer algo, ele se irmanava com a timidez e com uma certa liberdade de não ter que seguir condutas e regras para poder ser homem. Enfim, no dia que o vestiário estava cheio de "cuecas", todos rindo, fazendo o seu velho e sempre ritual de afirmação da macheza, ele sem mais nem menos se trocou e colocou a roupa no armário de número 24. aquele que estava sempre vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele percebeu que rolaram olhares estranhos, mas ninguém mexeu com ele nem fez piadinhas e assim ele fez durante todas as vezes que ia ao vestiário. Ele fazia questão de colocar suas roupas no armário de número 24. Era sua resposta sem barulho para uma agressão que o perturbou. Ele, heterossexual, mas deslocado do discurso de afirmação de uma certa forma de masculinidade, não precisava sair do armário, mas colocar lá dentro de forma trancafiada o desprezo e a ignorância de seus colegas de vestiário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://blogay.folha.blog.uol.com.br/perfil.html" target="_blank"&gt;Vitor Angelo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://blogay.folha.blog.uol.com.br/arch2011-05-01_2011-05-07.html#2011_05-07_00_44_28-159984795-0" target="_blank"&gt;Blogay&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O vídeo acima faz parte da campanha "Pink Dot", de Cingapura, cujos organizadores sabem que o preconceito e a discriminação não vão acabar de uma hora para outra e convidam todos a mostrar que os LGBTx não estão sozinhos. A cada situação mostrada, os personagens dizem "Se ao menos eu tivesse coragem de defendê-lo..."; "Se eu pudesse dizer que ele não precisa se esconder..."; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Se pudesse dizer a elas que seu amor uma pela outra também é bonito..."; "Se eu pudesse mostrar a ela o quanto ela é importante para mim..."; "Se as pessoas gays pudessem parar de se sentir culpadas por serem diferentes..."; "Ah, se o mundo pudesse ver o que eu vejo".&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-6000029678036041517?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/6000029678036041517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=6000029678036041517&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6000029678036041517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/6000029678036041517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/o-armario-numero-24.html' title='O armário número 24'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/FrIB5Ojbqns/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-3032871634500394315</id><published>2012-02-02T12:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-02T12:00:12.471-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ecumenismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><title type='text'>Salve Maria sob todos os títulos... Senhora dos Navegantes!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JaO7rvYrRIM/Typ2s-jHM1I/AAAAAAAABT0/a2_UvfHb-1w/s1600/ns+navegantes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" src="http://1.bp.blogspot.com/-JaO7rvYrRIM/Typ2s-jHM1I/AAAAAAAABT0/a2_UvfHb-1w/s400/ns+navegantes.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem &lt;a href="https://twitter.com/#!/freialvaci/status/165024759434854401/photo/1" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Santíssima Filha de Deus, criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens.&lt;br /&gt;Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas não pertubem a minha embarcação e que nenhuma criatura nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso em minha viagem ou me desviem da rota traçada.&lt;br /&gt;Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso.  As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero.&lt;br /&gt;Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer torna a me fortalecer.  Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade.  Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós. &lt;br /&gt;Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte: &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_Canal=32&amp;cod_Noticia=20277" target="_blank"&gt;Amai-vos&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora dos Navegantes, &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_Canal=32&amp;cod_Noticia=11586" target="_blank"&gt;mulher de terra, água e gente&lt;/a&gt;, rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_Canal=71&amp;cod_Noticia=17004" target="_blank"&gt;Odoyá!&lt;/a&gt; :-)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-3032871634500394315?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/3032871634500394315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=3032871634500394315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3032871634500394315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/3032871634500394315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/salve-maria-sob-todos-os-titulos.html' title='Salve Maria sob todos os títulos... Senhora dos Navegantes!'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JaO7rvYrRIM/Typ2s-jHM1I/AAAAAAAABT0/a2_UvfHb-1w/s72-c/ns+navegantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-1206232552603271408</id><published>2012-02-02T07:31:00.003-02:00</published><updated>2012-02-02T07:31:49.948-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Toda sociedade produz o seu estrangeiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-N_hGhbLCgLg/TypXuL-MBUI/AAAAAAAABTs/o02dZVgJetY/s1600/melisa+fernandez.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-N_hGhbLCgLg/TypXuL-MBUI/AAAAAAAABTs/o02dZVgJetY/s1600/melisa+fernandez.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/melifernandez/" target="_blank"&gt;Melisa Fernández&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A ideia de sociedade proposta por muitos movimentos xenófobos europeus é a de uma comunidade fechada, limitada e reservada aos autóctones. Não uma comunidade "quente", fundamentada na mútua solidariedade, em vínculos internos fortes, mas sim em uma fortaleza nascida para repelir o inimigo e defender seus bens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise é do antropólogo italiano Marco Aime, professor da Universidade de Gênova, em artigo para a revista MicroMega, republicado pelo jornal La Repubblica, 24-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506127-toda-sociedade-produz-o-seu-estrangeiro-artigo-de-marco-aime" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;, com grifos nossos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Todas as sociedades produzem &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/06/de-hospede-irmao.html" target="_blank"&gt;estrangeiros&lt;/a&gt;, mas cada uma produz um tipo particular, segundo modalidades únicas e irrepetíveis".&lt;/b&gt; Parece uma paráfrase do &lt;i&gt;incipit &lt;/i&gt;tolstoiano de Anna Karenina, mas essas palavras de &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/11/podemos-mudar-o-mundo-imitando-as.html" target="_blank"&gt;Zygmunt Bauman&lt;/a&gt; evidenciam o &lt;b&gt;processo de produção do estrangeiro como indivíduo, que ultrapassa as fronteiras que criamos e que às vezes mal suportamos. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Define-se como "estrangeiro", continua Bauman, &lt;b&gt;quem não se adapta aos mapas cognitivos, morais ou estéticos do mundo e quem, com sua simples presença, torna opaco o que deveria ser transparente.&lt;/b&gt; Segundo o escritor e ensaísta martinicano Édouard Glissant, é justamente a ideia de transparência que é perigosa: "&lt;b&gt;Eu reivindico o direito à opacidade. A definição e transparência excessiva leva ao &lt;i&gt;apartheid&lt;/i&gt;: aqui, os negros, lá, os brancos. &lt;span style="background-color: yellow;"&gt;'Não nos entendemos', diz-se, e então vivemos separados. Não, digo eu, não nos entendemos completamente, mas podemos conviver. A opacidade não é um muro&lt;/span&gt;, sempre deixa filtrar alguma coisa.&lt;/b&gt; Um amigo me disse recentemente que o direito à opacidade deveria ser inserido entre os direitos humanos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estrangeiro é aquele que subverte os modelos de comportamento estabelecidos, que compromete a serenidade difundindo a ansiedade&lt;/b&gt; (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;b&gt;Os objetos se mundializam, os indivíduos se tribalizam&lt;/b&gt;". Com essa frase seca e um pouco sarcástica, o escritor francês &lt;a href="http://diversidadecatolica.blogspot.com/2011/09/da-lei-da-natureza-para-lei-da-graca.html" target="_blank"&gt;Régis Debray&lt;/a&gt; sintetizou de modo exemplar um fenômeno que marca fortemente estas últimas décadas. É realmente assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implementação de políticas de liberalização em escala mundial, típicas da globalização, não se traduz, de fato, como poderíamos esperar, em um triunfo do individualismo, mas, ao contrário, na &lt;b&gt;proliferação de identidades coletivas&lt;/b&gt;. O progressivo descompromisso do Estado social obriga a chamada sociedade civil a se encarregar dos seus problemas. Isso encoraja o florescimento de uma série estruturas (associações, ONGs), que têm como missão a gestão do social no lugar do Estado e que, muitas vezes, se apoiam em formas comunitárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assiste-se, então, à retribalização das sociedades contemporâneas?", pergunta-se Jean-Loup Amselle. "A resposta é positiva se considerarmos que esse fenômeno está relacionado com a globalização e com a redução concomitante da esfera da intervenção estatal, e não com uma essência qualquer de sociedade que retornaria ao estado natural. Assim como as etnias africanas são o produto de uma história e, portanto, da modernidade, no sentido de que resultam da concretização de categorias importadas e de categorias locais, as tribos dos bairros difíceis são, também elas, o produto da história recente das sociedades ocidentais e, em particular, do descompromisso do Estado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos naquela sociedade líquida, incerta, descrita por Bauman, em que os pontos fixos tradicionais vieram pouco a pouco a faltar. A pós-modernidade é uma época marcada pela contingência, pela sobrecarga de presente a despeito das outras dimensões. "&lt;b&gt;O pesadelo dos nossos contemporâneos é o de serem desenraizados, sem documentos, sem pátria, sozinhos, alienados e à deriva em um mundo de 'outros' organizados&lt;/b&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa espécie de mar imenso em que nos encontramos flutuando, sem meta e sem um farol à vista, estamos continuamente em busca de um porto. Assim como ao náufrago se lança uma corda para se agarrar antes de ser levado pelas ondas, aos náufragos da modernidade se joga a boia salva-vidas da dimensão étnica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A identidade floresce no cemitério das comunidades, mas o faz graças à promessa de ressurreição". Nenhum agricultor jamais fez um museu para proclamar sua identidade: bastava-lhe ser agricultor. A identidade é um substituto da comunidade, que funciona no nosso mundo individualista, e &lt;b&gt;é "no momento em que a comunidade desmorona que é inventada a noção de identidade". A identidade é algo que deve ser inventado, não descoberto. É o produto de um trabalho de construção&lt;/b&gt;, não uma matéria-prima que se encontra debaixo do solo de determinado território, nem um nutriente para as plantas de uma determinada região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que entra em jogo a etnicidade, e o "nós" regional é definido em termos etnoculturais, que se entrelaçam com interesses econômicos específicos. Enquanto o nacionalismo clássico, o social, se baseava em uma sociedade que incluía diferenças em seu interior, unidas por uma cultura nacional compartilhada e por um sentimento unanimemente percebido, o nacionalismo étnico é exclusivo, não aceita diferenças, porque se baseia exclusivamente na identidade étnica. &lt;b&gt;Uma 'identidade que, tal como é concebida, indiscutivelmente ligada à autoctonia, não pode ser negociada nem modificada, sob pena da "contaminação", termo que incute temor e não por acaso é utilizado nas retóricas da pureza, porque evoca doenças contagiosas e mortais. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a busca de comunidade se torna obsessão, ela corre o risco de se tornar tribalismo. É a ideia de uma sociedade "pura", fundamentada em uma uma suposta origem comum, definida com vagueza porém, mas capaz de fornecer aquela autoctonia a qual é atribuída uma importância fundamental. Evitar misturas, conservar a suposta pureza original. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: yellow;"&gt;&lt;b&gt;A simplificação, que reduz tudo a dois elementos contrapostos&lt;/b&gt;, (...)&amp;nbsp;&lt;b&gt;trai a falta de elaboração da complexidade, mas que se revela absolutamente vencedora no plano midiático&lt;/b&gt;. Além disso, &lt;b&gt;responde perfeitamente à necessidade de satisfazer, a baixo custo, um sentimento de pertença, que não prevê diversidades internas ao grupo do "nós", nem ao dos "outros"&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, &lt;b&gt;essa visão dicotômica e antagônica, que não deixa espaço para nuances, favorece uma adesão acrítica ao "nós", que seria, contudo, melhor do que a solução oposta, construída deliberadamente com base em conotações negativas e diametralmente opostas às nossas&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de sociedade proposta por muitos movimentos xenófobos europeus é a de uma comunidade fechada, limitada e reservada aos autóctones. &lt;b&gt;Não uma comunidade "quente", fundamentada na mútua solidariedade, em vínculos internos fortes, mas sim em uma fortaleza nascida para repelir o inimigo e defender seus bens. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando a definição de Huxley e de Haddon a propósito da nação em geral, se poderia dizer que "&lt;b&gt;é uma sociedade unida por um erro comum com relação às suas próprias origens e por uma aversão comum com relação aos vizinhos&lt;/b&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ficam as perguntas:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quais serão os estrangeiros que nós, religiosos, produzimos, aqui e agora? Até que ponto não erigimos nossa identidade como uma fortaleza que exclui o outro que nos parece tão perigoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais serão os estrangeiros que nós, LGBTx, produzimos, aqui e agora? Até que ponto não erigimos nossa identidade como uma fortaleza em oposição ao outro que sentimos nos ser hostil?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como con-viver?&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-1206232552603271408?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/1206232552603271408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=1206232552603271408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1206232552603271408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1206232552603271408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/toda-sociedade-produz-o-seu-estrangeiro.html' title='Toda sociedade produz o seu estrangeiro'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-N_hGhbLCgLg/TypXuL-MBUI/AAAAAAAABTs/o02dZVgJetY/s72-c/melisa+fernandez.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-1353584332175811388</id><published>2012-02-01T15:00:00.002-02:00</published><updated>2012-02-01T15:00:07.099-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos gays'/><title type='text'>O jornal que ousa dizer seu nome</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IR-LHUvxiFM/Tyj0WEKcX5I/AAAAAAAABTk/LSOnPcJXNeE/s1600/lampiao_da_esquina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://1.bp.blogspot.com/-IR-LHUvxiFM/Tyj0WEKcX5I/AAAAAAAABTk/LSOnPcJXNeE/s400/lampiao_da_esquina.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto &lt;a href="http://www.portalflavour.com/editorias/lifestyle/primeiro_jornal_gay_do_brasil_chega__internet.htm" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Flávia Péret lançou domingo, em Belo Horizonte, o livro &lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136585/" target="_blank"&gt;Imprensa gay no Brasil&lt;/a&gt;, pesquisa sobre a história dos jornais e revistas dedicados à questão da liberdade e da diversidade sexual.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O respeito à diversidade sexual no Brasil convive com uma sociedade machista. O mesmo país que exibe ao mundo passeatas de orgulho gay com milhões de pessoas na rua volta e meia se depara com manifestações homofóbicas que partem de deputados como Jair Bolsonaro e pastores evangélicos como Silas Malafaia, sem contar cenas explícitas de violência física. A contradição não é de hoje. A imprensa, que espelha a sociedade, parece também ir de um campo a outro, ora afirmando a liberdade, ora ecoando o preconceito. Há 50 anos, um folheto datilografado e reproduzido em mimeógrafo, o Snob, dava início a uma história singular: a imprensa gay brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras publicações – logo surgiu a mais expressiva delas, o Lampião da Esquina – tinham como característica o fato de serem produzidas por gays, com assuntos de interesse dos gays e consumidas por leitores gays. Entre o jornalismo e a militância, foram instrumentos de crítica política que não se concentravam apenas no combate à ditadura militar, mas sobretudo às tiranias da intimidade. Com linguagem direta, tom muitas vezes irônico, ampliaram a luta por liberdade de modo a criar constrangimentos até mesmo à esquerda, que sempre foi careta em matéria de sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornalista Flávia Péret reconstitui essa história no livro Imprensa gay no Brasil, que lança hoje em Belo Horizonte, na Livraria Ouvidor. Resultado de pesquisa em arquivos, o estudo propõe ainda uma leitura dos jornais e revistas ao longo do tempo, a partir de elementos ideológicos, editoriais e de comportamento. Entre os temas que perpassam vários períodos está a luta sempre difícil pela manutenção dos periódicos, o preconceito, a divisão entre a vertente comercial e política, a entrada em cena da pornografia, a questão da Aids, o novo cenário inaugurado com a internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso do Lampião da Esquina é paradigmático. O jornal, surgido em meio à onda da contracultura, tinha em seu corpo editorial dois nomes que se tornaram marcantes na trajetória da imprensa gay no Brasil, Aguinaldo Silva e João Silvério Trevisan. Escritores e militantes, Aguinaldo e João Silvério se desentenderam quanto aos rumos da publicação. Para Aguinaldo, que depois se tornaria famoso como autor de novelas de TV (é dele o atual folhetim das nove, Fina estampa), o jornal precisava ter compromisso com o mercado em primeiro lugar. João Silvério, romancista e ensaísta, defendia o caráter prioritário da ideologia. Não foi uma questão apenas do Lampião, mas de toda a imprensa gay do período. O impasse levou ao fechamento do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade, mais que uma conquista, é uma construção que precisa ser renovada a todo momento. Os primeiros veículos, em sua corajosa mescla de militância e resistência, inauguraram formas editoriais e modos de linguagem, ampliaram os assuntos presentes na imprensa, combateram o preconceito e afirmaram um horizonte moral mais libertário. A reincidência, 50 anos depois, de elementos que parecem conter esse impulso, seja em nome do mercado, seja do conservadorismo, mostra que a história não cessa de ser escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não deixa de ser curioso que Aguinaldo Silva, um dos atores de ponta na luta contra o preconceito aos homossexuais, tenha optado por criar um personagem como Crodoaldo Valério, o Crô, em Fina estampa. Dono de todos os estereótipos que o movimento gay sempre combateu, o mordomo tem conquistado a simpatia do público, muito mais que os casais homossexuais politicamente corretos das novelas de Gilberto Braga, por exemplo. Como se vê, a contradição entre ideologia e mercado está longe de terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;A militância e o consumo: entrevista com Flávia Péret, jornalista e pesquisadora&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A imprensa gay nasceu em época de repressão política e comportamental. Como esse contexto influiu em seu conteúdo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar que já existiam publicações gays antes de 1964. O Snob, por exemplo, que é, com o Lampião da Esquina, um dos jornais mais importantes da história do jornalismo gay no Brasil, surgiu em 1963. O pesquisador norte-americano James Green tem um estudo fundamental sobre o assunto (Além do carnaval – a homossexualidade masculina no Brasil do século XX). Ele mapeou dezenas de publicações gays, em todos os cantos do Brasil, que também já existiam antes do golpe. Sobre o contexto político e social, nós vivíamos um grande paradoxo, era um período bastante contraditório. Por um lado, a repressão política, a ditadura militar e o conservadorismo. No entanto, em várias partes do mundo ocidental – e a juventude brasileira foi bastante permeável a esses acontecimentos –, as pessoas estavam vivendo uma revolução de costumes muito forte, que chegou com mais ou menos uma década de atraso ao Brasil: a cultura hippie, o amor livre, o pacifismo e as lutas dos grupos minoritários, não só gays, mas mulheres e negros. A contracultura eclodiu nos Estados Unidos alguns anos antes e no país encontrou nos artistas brasileiros – Secos e Molhados, Dzi Croquettes, Caetano Veloso, Leila Diniz – e na imprensa alternativa bastante visibilidade. Então era algo bastante paradoxal: violento do ponto de vista político, mas com uma juventude aberta, curiosa e principalmente insubordinada às convenções sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como essa situação se refletiu na imprensa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A contracultura introduz um novo tom na imprensa brasileira. O Lampião, por exemplo, era um jornal supercombativo e polêmico e que marcava claramente sua postura ideológica. Eles não lutavam contra a ditadura militar apenas, como alguns alternativos da época, como o Opinião, o Pasquim, lutavam também contra o preconceito, contra a moral sexual conservadora, contra a hipocrisia sexual do brasileiro, o machismo. Era esse o contexto, a ditadura de um lado e a contracultura ou o desbunde de outro. E essa dicotomia estava ali, impressa nas páginas do jornal, as pessoas que fizeram o jornal respiravam e viviam esses dois mundos e é claro que o jornal refletia isso no seu conteúdo e na sua postura editorial: o humor, a ironia, o sarcasmo eram algumas das ferramentas de linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A mistura de militância com jornalismo repercutiu no resultado das publicações e em sua continuidade como projeto comercial?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim e não. Essa mistura foi superimportante para a repercussão política desses veículos, sua legitimidade e valor editorial perante a sociedade. No entanto, a continuidade não foi possível justamente porque os jornais não se sustentavam financeiramente em função de uma série de fatores. Infelizmente isso é uma constante nos casos que pesquisei, os veículos deixam de existir em função de questões financeiras, não se sustentam só com as vendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que, mesmo com o novo mercado gay, as revistas não se mantêm em circulação por muito tempo? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Por causa do preconceito. Infelizmente ainda existe muito preconceito por parte dos anunciantes. Eles não querem atrelar a marca a uma revista que traz, por exemplo, um homem seminu em poses sensuais ou que fala em assuntos como adoção ou casamento gay. Resumindo, os anunciantes evitam as polêmicas, os assuntos “delicados”... Engraçado, porque o mesmo não ocorre com as revistas de nu feminino. A Playboy tem grandes anunciantes, então está claro que não é a questão da nudez que é o tabu, é a questão da homossexualidade masculina. A falta de anunciantes inviabiliza a produção de uma revista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como as primeiras revistas sobreviviam?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Na década de 70 havia um jornalismo diferente, mais militante, por isso falo que a imprensa gay no Brasil se situa um pouco entre estes dois campos: a militância e o consumo. As pessoas que produziam essas publicações se reuniam em suas próprias casas, faziam jornais em mimeógrafos, colagem, xerox, iam para a rua vender, distribuíam via correio. Era um envolvimento intenso. Muitos não recebiam pelo trabalho, pelo contrário, gastavam o dinheiro que tinham para realizar o projeto de publicar um jornal ou um fanzine gay. Ou seja, elas iam driblando a falta de anunciantes. Hoje isso não é mais possível, mas por outro lado existe a internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A liberdade sexual no Brasil convive com fortes reações homofóbicas, em diversos setores, na política, na religião e na cultura. Que papel a imprensa tem nesse contexto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O papel é importantíssimo, crucial, mas infelizmente enquanto a mídia se atrelar ideologicamente e economicamente a empresas e pessoas com pensamentos conservadores – principalmente os religiosos – será difícil para a imprensa atuar da forma adequada. Acho que a imprensa deveria ser mais corajosa, mais polêmica e, principalmente, mais autônoma. Muitas vezes o jornal fica em cima do muro. Às vezes o “princípio” da imparcialidade é uma desculpa para a falta de coragem de se posicionar em relação a temas polêmicos. Somos um país laico apenas na Constituição, vivemos um controle abusivo da Igreja Católica e das igrejas evangélicas. A imprensa deveria abrir mais esse debate, se posicionar efetivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A ligação da imprensa gay com a pornografia interferiu no conceito que essas publicações tinham junto a um público mais amplo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, porque no Brasil pode-se falar das coisas até determinado ponto. Algumas pessoas até aceitam falar de homossexualidade e de direitos gays, mas mostrar um homem nu, não. Isso para mim é hipocrisia, patrulha ideológica do prazer. Durante anos o João Silvério Trevisan escreveu para a G Magazine, a Vange Leonel também. O João Silvério é para mim uma das pessoas mais importantes dentro do movimento da imprensa gay, muito mais do que o Aguinaldo Silva, aliás. Mas depois a G Magazine foi vendida e as pessoas que compraram a revista – um grande grupo internacional – não achavam que era importante ter outros assuntos além das fotos. O espaço do João Silvério foi diminuindo, diminuindo, até que ele parou de escrever. Acho isso pouco inteligente e pouco estratégico por parte dos novos donos da revista. As duas questões podem conviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há alguma semelhança entre a imprensa gay e outros projetos editoriais ligados a causas minoritárias ou contra-hegemônicas? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Os movimentos contraculturais da década de 70 provocaram uma revolução na forma como determinados grupos minoritários passaram a se articular politicamente. Não só o movimento gay, mas o movimento negro, o movimento das mulheres, dos estudantes ocuparam um espaço de atuação até então inédito. Isso ocorreu porque uma série de descentramentos – quem fala muito sobre isso é o filósofo Stuart Hall – foram empreendidos no campo da política. Entre eles, o enfraquecimento de instâncias de representação social, ligadas exclusivamente ao conceito de classe. Houve também uma crescente politização da subjetividade – das identidades individuais. Ou seja, começa a surgir uma “política da diferença” nas décadas de 60 e 70. Tal deslocamento permitiu que atores sociais até então excluídos e desarticulados ampliassem o debate em torno de questões culturalmente silenciadas. No Brasil, na década de 70, além dos jornais gays tivemos jornais feministas, como o Brasil Mulher (1975 a 1980) e o Nós, Mulheres (1976 a 1978) e publicações produzidas pelo movimento negro como os Cadernos Negros (criado em 1978 e que existe até hoje), uma publicação referência no campo da literatura afro-brasileira. Acho que foi esse o espírito que uniu projetos editoriais e literários com temáticas tão diversas, dizer: existimos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João Paulo&lt;br /&gt;Publicado originalmente no jornal Estado de Minas. Reproduzido via &lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/jornal-que-ousa-dizer-seu-nome-flavia.html" target="_blank"&gt;Conteúdo Livre&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Caso você se interesse pelo assunto e queira saber mais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vale ler a nota do Ministério da Cultura sobre a criação do Primeiro Centro de Documentação LGBT (&lt;a href="http://www.cultura.gov.br/site/2010/04/26/primeiro-centro-de-documentacao-lgbt/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Aproveite para visitar o acervo digitalizado completo do histórico jornal "Lampião da Esquina", disponível para consulta &lt;a href="http://www.grupodignidade.org.br/blog/?page_id=53" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;por iniciativa da ONG Grupo Dignidade do Paraná e com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6936153675272658353-1353584332175811388?l=diversidadecatolica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/feeds/1353584332175811388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6936153675272658353&amp;postID=1353584332175811388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1353584332175811388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6936153675272658353/posts/default/1353584332175811388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diversidadecatolica.blogspot.com/2012/02/o-jornal-que-ousa-dizer-seu-nome.html' title='O jornal que ousa dizer seu nome'/><author><name>Equipe Diversidade Católica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07568004667927669255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-xZPOSORutYQ/TqGWs6IQRVI/AAAAAAAAAuQ/PQX7f_WN6B4/s220/favico.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IR-LHUvxiFM/Tyj0WEKcX5I/AAAAAAAABTk/LSOnPcJXNeE/s72-c/lampiao_da_esquina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6936153675272658353.post-7878235562279892178</id><published>2012-02-01T06:02:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T06:02:30.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estado laico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Evangelizar sem afundar na restauração: o desafio da Igreja hoje</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ezzMFWD7I8k/TyjxgXCy3zI/AAAAAAAABTc/fvgNX-ZWjz4/s1600/yoancapotemigrant1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-ezzMFWD7I8k/TyjxgXCy3zI/AAAAAAAABTc/fvgNX-ZWjz4/s400/yoancapotemigrant1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Escultura:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.yoan-capote.com/" target="_blank"&gt;Yoan Capote&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Três ministérios, três serviços prestados permanentemente aos outros e a Cristo: a benção, a escuta e a esperança. A bênção, a escuta e a esperança nos parecem ser os caminhos da evangelização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto que segue é a contribuição da Conférence Catholique des Baptisé-e-s Francophones (CCBF, Conferência Católica dos/as Batizados/as Francófonos/as) para a preparação do Sínodo sobre a &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/503797-papa-anuncia-novo-documento-sobre-a-evangelizacao" target="_blank"&gt;Nova Evangelização&lt;/a&gt; que será realizado em Roma, em outubro de 2012. Ele foi enviado pela CCBF à Conferência dos Bispos da França no fim de outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo foi publicado no sítio da CCBF, Baptises.fr, 17-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o texto, aqui reproduzido via &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506002-evangelizar-sem-afundar-na-restauracao-o-desafio-da-igreja-hoje" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt;, com grifos nossos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;"Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, anunciando a Boa Nova do Reino e curando toda espécie de doença e enfermidade do povo" (Mateus 4, 23)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelizar significa assumir &lt;b&gt;a atitude de Jesus que, em todos os relatos evangélicos, encontra, escuta, dá a palavra, eleva e cura.&lt;/b&gt; Hoje, a Igreja busca os caminhos para uma "Nova Evangelização", sobretudo na Europa, nos países muito antigamente cristãos, e que, aos olhos de muitos, hoje parecem sê-lo menos. Nos países europeus, o Magistério deplora aquela que chama de secularização e a sua perda de influência, mas os cidadãos, cristãos e católicos em primeiro lugar, não se encontram tão mal. Ao contrário, apreciam a democracia e a liberalização dos costumes que a Igreja por muito tempo obstacularizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, dentro da Igreja, levantam-se movimentos de leigos para contestar o conservadorismo e a governança autoritária dos clérigos. &lt;b&gt;A "Nova Evangelização", nesse contexto, não pode ser entendida em termos de reconquista de um terreno perdido, mas sim como um convite pessoal a se apropriar das palavras de Cristo na própria linguagem e na própria de homens e de mulheres de hoje, a acolher o Verbo na própria carne, mesmo que ela não seja judaico-cristã depois de 2.000 anos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação da CCBF é a nossa resposta para a nova evangelização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CCBF se vê livre de toda ligação clerical ou hierárquica; ela não é um movimento de Igreja, mas também não constrói uma oposição na Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Conferência está na Igreja e quer fazer Igreja com todos. A Conferência reúne &lt;b&gt;cristãos muitos diferentes que não têm todos a mesma opinião&lt;/b&gt; sobre certas questões sociais. O ponto comum dos membros da Conferência é &lt;b&gt;querer que todos os batizados exerçam a sua vocação de sacerdotes, profetas e reis, leigos e clérigos juntos, unidos em Cristo, no cotidiano e na encarnação de suas vidas. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com essa finalidade que a Conferência quer colocar todas as suas ações no quadro de três ministérios, três serviços prestados permanentemente aos outros e a Cristo: a benção, a escuta e a esperança. A bênção, a escuta e a esperança nos parecem ser os caminhos da evangelização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Bênção: e se começássemos a falar bem da Europa?&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Abençoar, bendizer, significa "dizer bem". É reconhecer o valor do outro, é o início do respeito e do diálogo.&lt;/b&gt; E, ainda que hoje as instituições e a moeda europeias se encontrem em plena crise, se começássemos a falar bem da Europa e dos europeus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de séculos de enfrentamentos, os europeus encontraram o sábio caminho da paz. Depois de mais de 60 anos, a Europa está em paz. A paz, primeira riqueza dos homens e primeiro dom de Deus. Desde o fim dos anos 1950, a União Europeia progride, certamente não muito depressa em certas questões, mas os cidadãos do continente globalmente obtiveram disso prosperidade e progresso social. Certos países da União souberam até desenvolver, sob a influência conjunta da social-democracia e da democracia cristã, um modelo social de proteção, que deve ser sustentado e estendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa é democrática, aboliu a pena de morte e promove a paz no mundo: seus exércitos são os primeiros fornecedores de tropas para a manutenção da paz, enviadas pela ONU a todo o planeta. Os europeus podem ficar orgulhosos por participar no cotidiano dessa obra, certamente imperfeita, totalmente humana e frágil, mas única no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças sejam dadas aos seus pais fundadores, como Jean Monnet, Konrad Adenauer, Alcide De Gasperi, tenazes leigos católicos, àqueles que os seguiram e a todos aqueles, cidadãos e habitantes da Europa, que trabalham todos os dias para a sobrevivência e o desenvolvimento desse conjunto político, econômico e social que, apesar de seus pesos e disfunções, a Terra inteira inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendigamos, falemos bem também da juventude europeia, que, quando tem a chance, estuda juntos, muitas vezes fala ao menos duas línguas como em um Pentecostes laico e convive com outros jovens em todas as metrópoles estudantis, sob a égide de um grande pensador cristão independente e livre: Erasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns deploram que a Europa como instituição não faça mais referência ao cristianismo, mas será que ela precisa ser uma organização cristã? &lt;b&gt;Não, absolutamente não, porque deve dialogar com toda a Terra sem &lt;i&gt;a prioris&lt;/i&gt; religiosos. Em contrapartida, a Europa integrou muitos valores do Evangelho, incluindo a paz e o respeito da pessoa e do indivíduo.&lt;/b&gt; Pela atenção aos pobres, ela deve continuar essa r
